Escolas buscam alternativas de ensino durante isolamento social

Novos formatos de aula prejudicam o aprendizado de alunos e precariza o trabalho dos professores

 

Em decorrência do coronavírus e das medidas de isolamento social, as aulas das instituições públicas e privadas tiveram que se adaptar ao ensino a distância. Com ajuda das plataformas digitais são realizadas atividades quinzenais, que também são disponibilizadas impressas para os estudantes sem acesso a internet, porém esse novo método de ensino apresenta problemas como o excesso de trabalho aos professores e a falta de acesso a internet dos alunos.

Para o professor de escola estadual, Glauber Tabbert, o trabalho dobrou, pois além de criar as atividades elas têm de ser adaptadas e atualizadas para o sistema online. O professor também comenta sobre a falta de motivação e suporte: “Fomos pegos de surpresa, não houve treinamento prévio e por isso muitos professores  têm dificuldades com o sistema”.

Apesar de acreditar que a melhor alternativa no momento são as aulas online o   professor de escola particular e pública, Gabriel Felipe da Silva, também sentiu falta de um preparo para a situação: “Da parte governamental, sei que é preciso investimento, das secretarias de educação, maior empenho no planejamento de ações, que sejam coerentes com a realidade.” O professor termina afirmando que nesse momento difícil é preciso se reinventar mas mantendo em mente que a educação é a base de tudo.

Para os estudantes a situação também não está sendo fácil, Adriana dos Santos Banruque, mãe de dois estudantes de ensino fundamental relata as dificuldades da  escola remota; no caso de sua filha mais nova, Isabella (7) a motivação para participar das aula é o maior problema já no caso de seu filho mais velho, Vitor (12), a mãe sente dificuldades em ajudá-lo e o menino recorre a vídeos explicativos na internet.

 

Coronavírus adia realização de vestibulares 

 

A pandemia afetou também o calendário dos vestibulares no Brasil, muitas provas serão realizadas em 2021. Como no caso da UFPR (Universidade Federal do Paraná) com a prova marcada para janeiro, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a USP (Universidade de São Paulo) que possuem na agenda a primeira fase em janeiro e a segunda fase em fevereiro de 2021.

Algumas instituições optaram por outros métodos de ingresso, como a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) que utilizará notas dos anos anteriores do Enem como ingresso, outras, como o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), manterão o calendário de provas normalmente.

Segundo o Ministério da Educação as provas do ENEM 2020 irão ocorrer nos dias 17 e 24 de janeiro e  caso o candidato estiver contaminado pelo coronavírus, terá direito a uma reaplicação dias 24 e 25 de fevereiro.

Repórter: Arthur Lincoln

Foto: Adriana dos Santos Banruque

Conteúdo produzido para o Primeira Pauta Digital | Disciplina Jornal Laboratório I, 4ª fase/2020.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *