Educação ambiental

Quando se trata de questões ambientais, o cenário é grave. A temperatura média da terra subiu 1,02 graus celsius desde o século 19, todos os anos são desmatados cerca de 26.000km de território da amazônia, o derretimento das geleiras na Antártida já representa 3 mil km ² de área perdida, e os exemplos seguem em uma lista quase que interminável. Porém, um fato traz esperança às circunstâncias desastrosas que o meio ambiente vive, a educação ambiental. Você já ouviu falar?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. E segundo uma lei brasileira, sancionada em abril de 1999, todos os cidadãos têm direito a educação ambiental.

Para maiores detalhes acesse o site oficial do Planalto.

A educação ambiental como parte da Constituição Federal, é sem dúvida um passo grande rumo aos avanços relacionados a sustentabilidade no Brasil. Por isso, vemos muito se fazendo para tentar ajudar nessa conscientização. Um bom exemplo é o projeto Berçário da Esperança-Transformando Covas em Berços do instituto Priscila Zanette, que faz parte do Programa de Contraturno do instituto.

É um projeto que nasceu da tentativa de aproximação com as crianças através da experiência, poesia e diversão, pois a infância é onde se tem a forma mais garantida de produzir uma cultura de sustentabilidade, por serem naturalmente curiosas e afetuosas.

A pedagoga e coordenadora do Projeto, Silvane Silva comenta que em três anos do projeto recebem, diariamente, em média 230 crianças e adolescentes que estudam em quatro escolas do bairro Jardim Paraíso no período matutino de segunda a quinta-feira. “Na sexta coloco-me à disposição para atender grupos de professores de CEIs e Escolas da Rede Municipal de Ensino. Proponho uma vivência de cultivo afetivo buscando a sensibilização e motivação destes profissionais. Constituindo fontes de sentimento de solidariedade e companheirismo. Além de despertar sua atenção para os problemas causados pelo homem e desabrochar um sentimento de cuidado e responsabilidade com o meio ambiente. Esta é a sociedade que sonhamos e a que estamos “cultivando” por aqui. Estamos fazendo a nossa parte”.

Essa educação ambiental levada para as crianças de um modo diferente e mais amplo, com uma vivência de contato e a interação com a natureza podem ser vistas como um meio de abrandar, mesmo que lentamente, os estragos provocados pelo desenvolvimento industrial. “O contato com a natureza ensina a criança e adolescentes a terem independência desde cedo, estimulando uma relação saudável e sustentável com o meio em que ela vive. Ao aprender a ver as situações numa perspectiva diferente, teremos adultos mais sensíveis e mais atentos ao que está acontecendo ao seu redor”, ressalta Silvane.

A prefeitura de Joinville, com a intenção de capacitar pessoas e empresas com interesse no quesito meio ambiente, disponibiliza uma capacitação de agente multiplicador. O programa tem duração de um ano, realizado na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e dividido em três partes. A primeira é sobre o consumo consciente, a utilização de resíduos sólidos e o que é e como funciona os 3R (reduzir reciclar e reutilizar). A segunda parte é o projeto adote uma árvore que ressalta a importância das árvore, e como as pessoas podem ter uma visão estranha delas, não entendendo a importância para o equilíbrio ambiental. E por último a terceira capacitação é a adoção responsável de animais domésticos, evitar compras por impulso e abandono. Divulgar o programa de castração e incentivar a importância da ação que só faz bem contribuindo com a redução da superpopulação.

 

O projeto ainda trabalha com o Programa Tour Ambiental, que fornece ônibus para entidades públicas (escolas públicas do município ou estado) para fazer estudo na área ambiental.

É evidente que a educação ambiental é importante para todas as classes, idades e no desenvolvimento do ser humano. Silvane Silva relatou que em alguns casos até houve redução significativamente de sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. “as crianças são mais sociáveis, colaborativas, criativas e afetuosas. Tenho observado que do ponto de vista da criança, a natureza é o meio no qual ela poderá estar mais livre e conectada com sua essência. Quando a imaginação da criança encontra a natureza, ela se potencializa e se torna imaginação criadora”.

Mostrar para a criança essa educação e trazer a experiência na prática da natureza é uma possibilidade mais ativa de brincadeira, e também uma forma da criança se aproximar e aprender sobre o ciclo de vida dos seres vivos no planeta. A natureza tem a força necessária para despertar um campo simbólico criado na criança, despertando a curiosidade e desenvolvimento.

 

Por: Gabriela Bittencourt da Silva e Viktória De Matos F. Rodrigues
Conteúdo produzido para o Primeira Pauta Digital | Disciplina Jornalismo Digital II
5º Fase | 2018

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