Sustentabilidade torna empreendimentos mais rentáveis no mercado

Consumidores exigem que empresas sejam mais responsáveis socioambientalmente

Com o aumento do “consumo consciente”, muitas empresas têm se atentado para a importância de ser mais responsável social e ambientalmente. Devido aos problemas que o mundo enfrenta hoje – como poluição, mudanças climáticas e efeito estufa – ações práticas são exigidas, as quais determinam o sucesso de várias marcas a longo prazo.

Uma pesquisa sobre o consumo consciente (https://www.spcbrasil.org.br/wpimprensa/wp-content/uploads/2018/07/release_pesquisa_consumo_consciente_julho_2018.pdf), feita pelo SPC Brasil e pelo Meu Bolso Feliz em 2018, revelou que 71% dos consumidores preferem produtos de empresas responsáveis social e ambientalmente. A mesma pesquisa mostrou que 56% alegaram que desestiriam da compra se a marca adotasse práticas com impactos negativos para o meio ambiente. Por outro lado, de acordo com Pesquisa Global sobre Responsabilidade Social Corporativa, (https://www.nielsen.com/br/pt/insights/article/2019/brasileiros-estao-cada-vez-mais-sustentaveis-e-conscientes/) realizada pela Nielsen, cerca de 55% dos consumidores optam por gastar em produtos ou serviços que apoiem causas sociais.

Diante disso, empresas aderem a posicionamentos sustentáveis, desenvolvendo políticas, ações afirmativas e campanhas em favor da sociedade e do meio ambiente, posicionando-as melhor no mercado. Segundo o relatório do Índice de Sustentabilidade  Empresarial (ISE),  https://www.b3.com.br/data/files/B2/F2/C9/24/98E615107623A41592D828A8/ISE-Metodolog ia-pt-br.pdf de setembro deste ano, a carteira de empresas responsáveis nesses aspectos tem rentabilidade de 288% contra 247% de todo o resto da bolsa de valores — 41 pontos percentuais a menos.

A sociedade está buscando não só organizações que sejam eco-friendly (amigas da natureza), mas também que levem em consideração o interesse de todos dentro da sua estratégia de negócio. Empresas que se preocupam com o ambiente estão sempre à procura de ações sustentáveis para reduzir os impactos ambientais. Uma ideia que não se baseia apenas no lucro, mas na criação de novos valores para seu público, obtenção de engajamento dos colaboradores e fidelidade dos clientes.

Porém, segundo Gilberto Souza, sócio-fundador da Nortus (Instituição de Desenvolvimento Global e Organizacional) e Bacharel em Administração de Empresas, uma organização não se mostra sustentável somente pela forma como trata seus colaboradores. Para ele, a humanização é um processo integral que engloba planeta, pessoas e lucro: a tendência conhecida como ESG (Ambiental, Social e Governança). A sigla representa um movimento que mobiliza empresas a terem maior responsabilidade socioambiental.

Além disso, conforme estudo realizado pelos mestrandos da USP de São Carlos, em parceria com o Instituto de Capitalismo Consciente Brasil (ICCB), (https://ccbrasil.cc/sobre/)  empresas humanizadas são mais criativas e capazes de executar diversas iniciativas de impacto. O levantamento se baseou na resposta de mais de 36 mil pessoas entre 226 empresas durante o ano de 2020.

“O capitalismo consciente é a chave para a continuação da vida no planeta. Ou mudamos essa chave, ou estamos fadados a grandes crises de sobrevivência. É possível desenvolver, crescer e gerar recursos econômicos e ainda assim preservar os recursos ambientais”, afirma Guilherme Rabelo, MBA em gestão empresarial. Segundo ele, para que esse cenário seja alcançado, são necessárias políticas, metas, transformações e a união da tecnologia à sustentabilidade. Tudo isso de forma constante. 

“Os três pilares de líderes

Não teremos empresas humanizadas se não tivermos esses três pilares muito bem trabalhados. Se uma empresa não tem lucro, não tem como remunerar adequadamente as pessoas, nem oferecer um bom ambiente de trabalho. Por outro lado, se detona o meio ambiente, a empresa não tem uma marca reconhecida como algo relevante pela sociedade. As pessoas não vão se sentir orgulhosas de trabalhar em uma empresa que está degradando o planeta no qual elas vivem e seus filhos, netos e bisnetos vão viver.” – Gilberto de Souza, sócio – fundador da Nortus.

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