Linhas extras e medidas de higiene são essenciais para que o transporte não seja suspenso novamente

Com a redução do número de novos casos e internações por conta do coronavírus, o transporte coletivo voltou a circular no mês de setembro em Joinville. A principal mudança nesta retomada foi a redução de 60 para 40% na lotação permitida dentro dos veículos. Além disso, uma série de medidas sanitárias devem ser cumpridas, para garantir a redução nos riscos de contágio.

“Neste momento vários segmentos estão abertos e as pessoas precisam se locomover, então definimos as condições de funcionamento e de fiscalização para que fosse retomado”, explicou o secretário da saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva, 36.

A Secretaria de Infraestrutura Urbana, Seinfra, realiza a fiscalização dos transportes. Nas plataformas dos terminais existem profissionais que realizam a contagem dos passageiros e informam ao motorista. A lotação máxima depende de cada veículo. Sendo assim, cada um deles tem uma quantidade permitida e possui um adesivo que fica na parte superior da cabine do motorista, e tem o objetivo de informar o número de passageiros. Quando atingida a capacidade máxima, o motorista muda o display, que mostra o destino do ônibus, para “Ônibus lotado, aguarde o próximo.”

Para Gabriela Neumann, estudante de psicologia, 20, a sensação de insegurança é constante durante a utilização do transporte coletivo. Mas apesar de tudo, percebeu uma rigidez maior no controle do número de passageiros. “Na primeira vez que o transporte retornou, não havia um controle tão rigoroso. Era possível ver os fiscais nos terminais, porém o número de pessoas dentro dos ônibus era muito grande”, aponta.

Todos os profissionais que trabalham com o transporte coletivo receberam os equipamentos de segurança necessários. Um dos motoristas que atua no setor de transporte público, e preferiu não se identificar, contou que todos os dias no início do expediente é feita a aferição de temperatura e, que se qualquer funcionário apresentar algum sintoma suspeito, é encaminhado diretamente para o consultório da empresa. “Eu me sinto seguro para exercer minha função”, completou o motorista.

Mais 40 ônibus foram disponibilizados pela Gidion e Transtusa. Com isso, 200 linhas extras atenderão a população joinvilense. A higienização é feita duas vezes por dia, no início e na metade do período de circulação. Além disso, todos os veículos possuem três pontos com álcool em gel disponíveis no seu interior.

A transmissão durante o percurso

Ao utilizar o transporte coletivo é necessário adotar todas as medidas preventivas que são repassadas. Ao entrar no ônibus as pessoas já estão expostas a contaminação. “As empresas podem oferecer limpeza durante o percurso, mas a rotatividade de pessoas que pegam no mesmo objeto é muito grande”, afirma a epidemiologista Tadiana Maria Alves Moreira.

Tadiana explica que a transmissão pode sim ocorrer dentro do ônibus. No entanto, demonstra compreensão de que as pessoas precisam trabalhar. Pois nem todos possuem outro meio de transporte, como carros e motos, e por isso, a epidemiologista esboça a ideia de necessidade do transporte coletivo.

E quem faz parte do grupo de risco?

Pessoas do grupo de risco, como fumantes, hipertensos, com doenças respiratórias, diabéticos e idosos podem utilizar o transporte. Porém, a recomendação da Secretaria da Saúde é de que seja feito o uso somente nos casos de extrema necessidade.

Repórter: Gabriel Hellmann
Foto: Divulgação Prefeitura de Joinville
Conteúdo produzido para o Primeira Pauta Digital | Disciplina Jornal Laboratório I, 4ª fase/2020.

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