{"id":1158,"date":"2019-12-06T20:41:32","date_gmt":"2019-12-06T22:41:32","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1158"},"modified":"2025-07-04T19:54:20","modified_gmt":"2025-07-04T22:54:20","slug":"moradores-do-boa-vista-nao-querem-a-construcao-da-ponte-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2019\/12\/06\/moradores-do-boa-vista-nao-querem-a-construcao-da-ponte-joinville\/","title":{"rendered":"Moradores do Boa vista n\u00e3o querem a constru\u00e7\u00e3o da ponte Joinville"},"content":{"rendered":"<p><em><i>Texto por: T\u00e1rsila Elbert<\/i><\/em><\/p>\n<div><i>Conte\u00fado multim\u00eddia: J\u00falia de Almeida<\/i><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Num primeiro olhar, o Boa Vista parece muito com as cidades do interior: vias de m\u00e3o dupla, sem acostamento, s\u00e3o contornadas por casas de muro baixo e dividem o terreno com \u00e1rvores que os moradores nem lembram como cresceram l\u00e1; mas recebem cuidados por serem bons suportes para as redes de descanso.<\/span><\/p>\n<p>Na volta da Associa\u00e7\u00e3o dos Pescadores, uma constru\u00e7\u00e3o feita na beira do mesmo mangue que desenha todo o bairro, carros populares atravessam o asfalto em marcha lenta para n\u00e3o atrapalhar o grupo de crian\u00e7as que corre ao lado, descal\u00e7o,&nbsp;<span style=\"font-weight: 400;\">enquanto chuta uma bola amarelada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No centro da rua Paramirim, onde fica o Bar do Pulga, boteco mais frequentado na regi\u00e3o, o som das pedras de domin\u00f3 se mistura aos festejos pela cerveja colocada no copo: um pequeno al\u00edvio para a exaust\u00e3o do trabalho di\u00e1rio. Ali todos se conhecem pelo primeiro nome, todos dividem as mesmas hist\u00f3rias, todos constru\u00edram o mesmo lar.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1165\" aria-describedby=\"caption-attachment-1165\" style=\"width: 1746px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1165 size-full\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/foto-antiga-da-associa\u00e7\u00e3o-dos-pescadores.jpg\" alt=\"\" width=\"1746\" height=\"1104\"><figcaption id=\"caption-attachment-1165\" class=\"wp-caption-text\">Foto do in\u00edcio da associa\u00e7\u00e3o de pescadores do bairro Adhemar Garcia (Foto: arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 quinta-feira, 19h; fam\u00edlias inteiras seguem em prociss\u00e3o para a missa. O ponto final \u00e9 a Igreja Santa Luzia, moradora h\u00e1 mais de cinquenta anos na Rua Alc\u00e2ntara e vizinha da Rua Borja; a via que, na ponta colada ao mangue, abriga desde 1992 a Associa\u00e7\u00e3o dos Pescadores. Sem registro exato do ano de batismo, a S\u00e3o Borja recebeu esse nome em homenagem ao Padre Francisco de Borja, grande incentivador das miss\u00f5es jesu\u00edticas na Am\u00e9rica em 1.500 e bisneto do papa Alexandre VI, nascido Rodrigo de Borja, um cardeal que ficou famoso por ter e incentivar, o que era considerado pela igreja na \u00e9poca, uma s\u00e9rie de comportamentos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">pol\u00eamicos.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><\/p>\n<p>E se a fruta n\u00e3o cai longe do p\u00e9, a Rua S\u00e3o Borja seguiu bem esse conceito. Assim como seus habitantes, com\u00e9rcios e institui\u00e7\u00f5es, mora nela uma das maiores controv\u00e9rsias e, dizem alguns, expectativas que Joinville j\u00e1 teve: a base para a constru\u00e7\u00e3o de uma ponte que ir\u00e1 cortar o mangue, ligando os extremos dos bairros Boa Vista e Adhemar Garcia.<\/p>\n<p>Esse projeto, que teve sua primeira men\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 70 e foi aprovado pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel na \u00e9poca, prometia avan\u00e7os na mobilidade entre os bairros da zona sul e leste do munic\u00edpio para diminuir o tr\u00e2nsito em hor\u00e1rios de maior movimento e desafogar a Ponte do Trabalhador; por\u00e9m, nunca saiu do papel. Foi comentado novamente mais de 40 anos depois, em 2014, com obras avaliadas em R$ 40 milh\u00f5es e que seguiram sem execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2016 moradores do bairro Adhemar Garcia simularam, de forma ir\u00f4nica, uma cerim\u00f4nia de inaugura\u00e7\u00e3o da ponte, protestando pela demora na implanta\u00e7\u00e3o. O governo do Estado respondeu que n\u00e3o possu\u00eda um valor consider\u00e1vel para custear o projeto, mas garantiu que a prefeitura ainda buscava financiamento por terceiros, por\u00e9m sem data para o in\u00edcio das obras.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dois anos se passaram at\u00e9 que, em 2018, a administra\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio divulgou o valor final da infraestrutura de liga\u00e7\u00e3o entre o Boa Vista e o Adhemar Garcia: R$ 113 milh\u00f5es, documentalmente enviados para a avalia\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o da Secretaria do Tesouro Nacional, que foram negados logo em seguida. Entre os fatores desse veto estavam a instabilidade do terreno, que segundo estudos publicados pelo portal NSC TV n\u00e3o suportaria o aumento de tr\u00e2nsito regular, e tamb\u00e9m o abalo ecossist\u00eamico. Essa preocupa\u00e7\u00e3o foi motivo para o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel, na \u00e9poca a FATMA, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Tecnologia e Meio Ambiente,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> solicitar um novo e mais aprofundado estudo sobre os impactos ambientais de uma constru\u00e7\u00e3o de grande porte na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cumpridas as solicita\u00e7\u00f5es o Senado Federal enviou, ainda em 2018, a aprova\u00e7\u00e3o no financiamento de cr\u00e9dito externo para a execu\u00e7\u00e3o da obra com o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). Nesse projeto os recursos iriam, parcialmente, para o financiamento do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Programa Linha Verde Eixo Ecol\u00f3gico Leste de Joinville<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que tinha a implanta\u00e7\u00e3o da ponte entre os bairros Boa Vista e o Adhemar Garcia como principal objetivo. Resta agora aguardar as duas an\u00e1lises, da Procuradoria Geral da Fazenda e da Secretaria do Tesouro e, ainda mais importante, a licen\u00e7a ambiental que segue em processo no IMA, Instituto do Meio Ambiente, atual \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o ecossist\u00eamica de Santa Catarina.&nbsp;<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1170\" aria-describedby=\"caption-attachment-1170\" style=\"width: 2180px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1170\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/projeto-da-ponte-1.jpg\" alt=\"\" width=\"2180\" height=\"1179\"><figcaption id=\"caption-attachment-1170\" class=\"wp-caption-text\">Projeto da ponte Joinville e, em menor escala, foto de sat\u00e9lite de como \u00e9 hoje o local onde aconteceria a obra.<\/figcaption><\/figure>\n<h2><b>O objetivo da ponte<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a administra\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, a obra batizada como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ponte Joinville<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> contribuiria, e muito, na fluidez no tr\u00e2nsito entre a zona leste e as outras \u00e1reas da cidade, al\u00e9m de facilitar o deslocamento nos bairros Adhemar Garcia e Boa Vista pela Avenida Alvino Hansen e o bin\u00e1rio nas ruas S\u00e3o Leopoldo e S\u00e3o Borja. Segundo o Plano Vi\u00e1rio e o Plano Diretor de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Joinville, a inten\u00e7\u00e3o est\u00e1 em viabilizar as conex\u00f5es regionais dos munic\u00edpios da regi\u00e3o nordeste do estado.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Informa\u00e7\u00f5es da prefeitura afirmam que em sua total extens\u00e3o a ponte teria, aproximadamente, 800 metros de comprimento e 27,8 metros de largura, com espa\u00e7os destinados \u00e0 pedestres e ciclofaixa, considerados indispens\u00e1veis para a mobilidade urbana entre as zonas Sul e Leste; trajeto que hoje \u00e9 feito pela Ponte do Trabalhador no bairro Guanabara ou pela regi\u00e3o central. A administra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m informou sobre a necessidade da&nbsp; requalifica\u00e7\u00e3o de 1.520 metros de obras na Rua S\u00e3o Leopoldo, 70 metros nas Ruas Cardeal C\u00e2mara e General G\u00f3es Monteiro e 1,510 metros na Rua S\u00e3o Borja, que encabe\u00e7aria a ponte. A assessoria da prefeitura garante que n\u00e3o haver\u00e1 nenhum impacto que prejudique as atividades rotineiras do bairro.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2><b>Opini\u00f5es divergentes<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O soci\u00f3logo Charles Henrique Voos discorda dessa necessidade. Autor do livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Quem Manda na Cidade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">mostra os nomes por tr\u00e1s da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria na regi\u00e3o, ou seja, os verdadeiros donos do planejamento urbano em Joinville, el<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">e foi um dos respons\u00e1veis pela <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pesquisa Origem e Destino<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: um projeto realizado pela prefeitura do munic\u00edpio para a elabora\u00e7\u00e3o de estudos detalhados sobre o perfil de mobilidade dos&nbsp; habitantes. Publicada anos atr\u00e1s, essa pesquisa mostra dados bem diferentes dos que os moradores da regi\u00e3o costumam ouvir.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o&nbsp; estudo, que levou pouco mais de um ano para ser conclu\u00eddo, os moradores da zona sul, em sua maioria, n\u00e3o frequentam a zona leste; e tampouco utilizam carros pr\u00f3prios para sua locomo\u00e7\u00e3o. \u201cEssa ponte n\u00e3o se justifica, n\u00f3s n\u00e3o temos tantos deslocamentos assim. E al\u00e9m disso eu n\u00e3o sei se existe, realmente, todo esse clamor popular por uma ponte naquela regi\u00e3o\u201d diz o pesquisador.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Charles defende a teoria de que a espera pela ponte, principalmente quando vista na perspectiva dos moradores do Adhemar Garcia, \u00e9 apenas uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">coaliz\u00e3o de consenso<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> espalhada pela comunidade. \u201cN\u00f3s temos aqui uma repeti\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es at\u00e9 que virem ideias aceitas pela maioria: \u00e9 o que eu chamo de coaliz\u00e3o de consenso. Joinville \u00e9 uma f\u00e1brica delas. A popula\u00e7\u00e3o repete \u2018a ponte \u00e9 importante, a ponte \u00e9 importante\u2019 mas n\u00e3o sabe o porqu\u00ea, e depois de certo tempo se v\u00eaem reproduzindo esse discurso sem ao menos entender essa relev\u00e2ncia.\u201d&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O transporte urbano \u00e9 outra quest\u00e3o comentada pelo pesquisador. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff h\u00e1 quase oito anos, a Lei n\u00ba 12.587, conhecida como Lei da Mobilidade Urbana, exige que munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o acima de 20 mil habitantes elaborem e apresentem um Plano de Mobilidade Urbana com a inten\u00e7\u00e3o de programar, de forma mais organizada, o crescimento das cidades. A Lei determina que estes planos priorizem os deslocamentos n\u00e3o motorizados e os servi\u00e7os de transporte p\u00fablico coletivo, o que, afirmado por Charles, n\u00e3o ser\u00e1 feito com a constru\u00e7\u00e3o da ponte, embora esteja comprovado em sua pesquisa que contabilizam uma parcela importante na regi\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA gente tem uma pol\u00edtica rodoviarista h\u00e1 bastante tempo. Essa pol\u00edtica passa por cima de todas as leis, tanto nacionais quanto municipais, de prioridade ao transporte p\u00fablico: o transporte coletivo ou o individual n\u00e3o motorizado que \u00e9 a p\u00e9, bicicleta e tudo o mais.\u201d Charles comenta que s\u00e3o poucas as linhas de \u00f4nibus que conectam o Adhemar Garcia e o Ulysses Guimar\u00e3es com o Boa Vista, assim como a falta de um itiner\u00e1rio com liga\u00e7\u00e3o direta entre esses bairros e o centro da cidade, que precisam parar no Terminal do Guanabara para s\u00f3 ent\u00e3o se dirigirem \u00e0 regi\u00e3o central.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cS\u00e3o duas \u00e1reas, tanto uma cabeceira quanto a outra (da ponte) que n\u00e3o fazem conex\u00e3o com o que n\u00f3s chamamos de vias arteriais. N\u00e3o s\u00e3o vias principais, elas s\u00e3o vias secund\u00e1rias e a S\u00e3o Borja \u00e9 at\u00e9 uma via sem sa\u00edda [&#8230;]. Ent\u00e3o eu n\u00e3o consigo ter essa total clareza na necessidade de uma ponte no local\u201d diz.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1173\" aria-describedby=\"caption-attachment-1173\" style=\"width: 4608px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1173 size-full\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/rancho-de-pescadores.jpg\" alt=\"\" width=\"4608\" height=\"3072\"><figcaption id=\"caption-attachment-1173\" class=\"wp-caption-text\">Rancho de um dos pescadores da associa\u00e7\u00e3o (Foto: Felipe Vecchio)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em contrapartida, Valdete Daufemback, tamb\u00e9m soci\u00f3loga, especialista em Hist\u00f3ria e que j\u00e1 atuou como coordenadora do Arquivo Hist\u00f3rico de Joinville, acredita em bons feitos para a constru\u00e7\u00e3o. \u201cA ponte foi uma solicita\u00e7\u00e3o da comunidade (do Adhemar Garcia), n\u00e3o foi algo que algu\u00e9m inventou. [&#8230;] A popula\u00e7\u00e3o pedia mais mobilidade naquele espa\u00e7o para ir para outros bairros e agora, ao que parece, h\u00e1 um outro lado que n\u00e3o quer. O que eu acabo vendo \u00e9 um pouco de jogo de for\u00e7a entre uma comunidade que quer ter acessibilidade para outro lugar e uma comunidade que n\u00e3o quer perder a sua tranquilidade\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Completando sua vis\u00e3o, a&nbsp; especialista destaca que algo muito comum entre as <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">comunidades de costumes tradicionais<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; grupo social onde se encaixam os usu\u00e1rios da Associa\u00e7\u00e3o de Pescadores do Boa Vista &#8211; a exist\u00eancia de uma vontade, por vezes at\u00e9 necessidade, em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">congelar o tempo.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Dessa forma, aquela boa fase, aquele<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> lugar feliz<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para a maioria, se mant\u00e9m intacto. Essa vontade, por\u00e9m, acaba congelando tamb\u00e9m o desenvolvimento da cidade, algo muito importante, principalmente para uma regi\u00e3o industrial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A constru\u00e7\u00e3o da ponte modificaria, como afirma Valdete, essa estrutura pac\u00edfica da comunidade do Boa Vista; algo que j\u00e1 aconteceu por outra obra em Joinville. \u201cAlgumas pessoas na comunidade do Morro do Amaral tamb\u00e9m lamentam a constru\u00e7\u00e3o da ponte pr\u00f3xima ao bairro por causa da perda nos seus costumes tradicionais. Essa ponte facilitou a chegada dos moradores \u00e0 Tupy, o que levou as fam\u00edlias da pesca para o trabalho fabril e modificou a sua estrutura social. \u00c9 algo que tamb\u00e9m pode acontecer com o Boa Vista\u201d explica. <\/span><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por: T\u00e1rsila Elbert Conte\u00fado multim\u00eddia: J\u00falia de Almeida &nbsp; Num primeiro olhar, o Boa Vista parece muito com as cidades do interior: vias de m\u00e3o dupla, sem acostamento, s\u00e3o contornadas por casas de muro baixo e dividem o terreno com \u00e1rvores que os moradores nem lembram como cresceram l\u00e1; mas recebem cuidados por serem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[354],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1158"}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1158"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3046,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1158\/revisions\/3046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}