{"id":1414,"date":"2020-08-26T17:11:50","date_gmt":"2020-08-26T20:11:50","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1414"},"modified":"2022-06-22T20:26:54","modified_gmt":"2022-06-22T23:26:54","slug":"mulheres-sao-as-principais-afetadas-pela-ansiedade-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2020\/08\/26\/mulheres-sao-as-principais-afetadas-pela-ansiedade-durante-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Mulheres s\u00e3o as principais afetadas pela ansiedade durante a pandemia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Falta de ocupa\u00e7\u00e3o e a preocupa\u00e7\u00e3o em excesso elevam os casos de problemas psicol\u00f3gicos na sociedade durante a quarentena<\/em><\/p>\n<p>Um estudo feito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro mostrou um aumento de 80% no n\u00famero de casos de ansiedade e stress e 50% nos casos de depress\u00e3o desde o in\u00edcio da quarentena. Ao todo, 1.460 pessoas de 23 estados foram entrevistadas e foi descoberto que mulheres que precisam sair de casa para trabalhar, pessoas sedent\u00e1rias e com doen\u00e7as preexistentes s\u00e3o os principais atingidos por essas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga D\u00e9bora Mariana St\u00e4helin, as mulheres s\u00e3o mais propensas \u00e0 ansiedade principalmente pelas fun\u00e7\u00f5es que desempenham. \u201cAs mulheres est\u00e3o sendo o p\u00fablico mais afetado devido a uma quest\u00e3o cultural, de trabalho dom\u00e9stico, de cuidado com rela\u00e7\u00e3o aos filhos, escola, a rela\u00e7\u00e3o marido e mulher, al\u00e9m de suas profiss\u00f5es\u201d, explica. \u201cEssa sobrecarga de pap\u00e9is que a mulher desempenha e a cobran\u00e7a por esse desempenho s\u00e3o dois motivos que podem explicar o aumento de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 sa\u00fade mental para este p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<p>A engenheira civil Thais Henning, 55 anos, fica aproximadamente oito horas e meia fora de casa devido ao trabalho. No entanto, diz que as not\u00edcias constantes sobre a pandemia s\u00e3o os principais agravantes do seu n\u00edvel de estresse. \u201cAs not\u00edcias ruins v\u00eam atr\u00e1s de n\u00f3s, mesmo que n\u00e3o procure nenhuma not\u00edcia na TV ou nas redes sociais\u201d. Thais tem press\u00e3o alta e doen\u00e7a cardiovascular, o que a classifica como grupo de risco da COVID-19. Para ela, ver pessoas descuidadas na rua \u00e9 muito preocupante.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m indicou que pessoas mais velhas s\u00e3o mais ansiosas do que as novas. \u201cOs jovens t\u00eam uma rede de apoio maior. As redes sociais s\u00e3o mais presentes entre as pessoas mais jovens, fazem parte da rotina deles, diferente das pessoas com mais idade, que \u00e0s vezes s\u00e3o mais apegadas nas suas rotinas e n\u00e3o tem um contato t\u00e3o intenso com as redes sociais\u201d, explica D\u00e9bora. Ainda assim, ela frisa que jovens e adultos s\u00e3o afetados de formas muito diferentes, e n\u00e3o h\u00e1 como comparar suas particularidades.<\/p>\n<p>Victoria Heloisa Salles, 21 anos, n\u00e3o tinha crises de ansiedade h\u00e1 cinco anos antes da pandemia come\u00e7ar. Sintomas como falta de ar, inquieta\u00e7\u00e3o e desespero s\u00e3o os mais comuns, e se manifestam diante do sentimento de impot\u00eancia. \u201cEu tenho meus planos, mas n\u00e3o posso dar continuidade a eles, e isso acaba me frustrando\u201d, conta. Victoria est\u00e1 em isolamento desde o in\u00edcio da quarentena, e recentemente come\u00e7ou a ter aulas da faculdade no formato EAD.<\/p>\n<p><strong>A ansiedade e o isolamento<\/strong><\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostrou que as pessoas obrigadas a sa\u00edrem de casa para trabalhar s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0 ansiedade do que aquelas que est\u00e3o em isolamento, principalmente pela exposi\u00e7\u00e3o maior ao v\u00edrus. D\u00e9bora, no entanto, se baseia nos casos de seus pacientes quando diz que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra. Para ela, as pessoas que saem de casa acabam criando um novo cotidiano e se adaptam melhor \u00e0 nova realidade. \u201cAs pessoas que est\u00e3o em isolamento s\u00e3o as que mais est\u00e3o procurando os servi\u00e7os de psicoterapia, por conta dessa perda da rotina e constante adapta\u00e7\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o quanto ao momento presente e ao futuro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso de Victoria. \u201cA rotina me ajuda a controlar a ansiedade, e como eu n\u00e3o tenho mais uma const\u00e2ncia no que eu fa\u00e7o, eu tenho mais tempo livre e acabo ficando mais ansiosa\u201d, conta. A falta de uma rotina tamb\u00e9m afetou seu desempenho na faculdade, tornando a tarefa de organizar o tempo de estudo muito mais desafiadora. \u201cTem alguma coisa faltando, que me deixou mais relaxada e com um desempenho bem inferior\u201d, explica a estudante.<\/p>\n<p>Rep\u00f3rter: Isadora Castro Nolf<\/p>\n<p>Foto:&nbsp;Isadora Castro Nolf<\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado produzido para o Primeira Pauta Digital<\/strong>&nbsp;| Disciplina Jornal Laborat\u00f3rio I, 4\u00aa fase\/2020.<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de ocupa\u00e7\u00e3o e a preocupa\u00e7\u00e3o em excesso elevam os casos de problemas psicol\u00f3gicos na sociedade durante a quarentena Um estudo feito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro mostrou um aumento de 80% no n\u00famero de casos de ansiedade e stress e 50% nos casos de depress\u00e3o desde o in\u00edcio da quarentena. Ao todo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2462,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[244],"tags":[205,34],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1414"}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1414"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2463,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1414\/revisions\/2463"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}