{"id":14924,"date":"2026-09-09T20:52:21","date_gmt":"2026-09-09T23:52:21","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=14924"},"modified":"2026-09-09T20:52:24","modified_gmt":"2026-09-09T23:52:24","slug":"pec-do-fim-da-6x1-movimenta-setor-metalurgico-de-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2026\/09\/09\/pec-do-fim-da-6x1-movimenta-setor-metalurgico-de-joinville\/","title":{"rendered":"PEC do fim da 6\u00d71 movimenta setor metal\u00fargico de Joinville"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Sindicatos discutem impactos da nova jornada de trabalho em um dos principais setores econ\u00f4micos do norte catarinense<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>metalurgia <\/strong>representa 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, em Joinville, o setor representa 10% da economia local. O <strong>debate sobre o fim da escala 6\u00d71<\/strong> tem provocado posi\u00e7\u00f5es divergentes entre patr\u00f5es e empres\u00e1rios e at\u00e9 a administra\u00e7\u00e3o municipal discute os impactos que a mudan\u00e7a na jornada de trabalho pode trazer ao setor econ\u00f4mico mais importante da cidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Proposta de Emenda Constitucional (<strong>PEC 221\/2019<\/strong>), que <strong>prop\u00f5e a jornada m\u00e1xima de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias consecutivos de descanso para cada cinco dias trabalhados (escala 5\u00d72)<\/strong>, foi aprovada no dia 27 de maio pela C\u00e2mara dos Deputados. Foram 472 votos a favor e apenas 22 contra, na primeira vota\u00e7\u00e3o, e 461 a favor e 19 contr\u00e1rios na segunda.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a proposta, a transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 14 meses. Nos dois primeiros, ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o, a carga hor\u00e1ria m\u00e1xima ser\u00e1 de 42 horas semanais e dois dias de descanso. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, deve-se consolidar definitivamente o teto de 40 horas semanais. No entanto, a PEC, que chegou ao senado no dia 28 de maio, deve passar pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) antes de ir ao Plen\u00e1rio. O presidente do Senado, <strong>Davi Alcolumbre<\/strong>, afirma que \u00e9 preciso discutir e aperfei\u00e7oar o texto, e n\u00e3o apenas \u201ccarimb\u00e1-lo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Joinville j\u00e1 sofre com a falta de trabalhadores, em especial em fun\u00e7\u00f5es operacionais. Segundo <strong>William Escher<\/strong>, secret\u00e1rio municipal de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Inova\u00e7\u00e3o, a escassez de m\u00e3o de obra n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o direta com a jornada de trabalho, e sim porque os jovens procuram por fun\u00e7\u00f5es que n\u00e3o exigem tanto esfor\u00e7o f\u00edsico. Para Escher, reduzir a escala deve representar a perda de 10% de produtividade por pessoa, o que resultaria na necessidade de mais contrata\u00e7\u00f5es, as quais o mercado de trabalho n\u00e3o suportaria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o presidente do Sindicato Metal\u00fargico de Joinville, <strong>Rodolfo Ramos<\/strong>, a falta de trabalhadores ocorre porque os jovens buscam melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, priorizando conforto e disponibilidade de tempo em vez do esfor\u00e7o f\u00edsico pesado e das muitas horas de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa gera\u00e7\u00e3o quer trabalhar para viver. Ent\u00e3o, se n\u00f3s conseguirmos unir os empres\u00e1rios e os trabalhadores numa pauta que vai trazer melhor resultado e produtividade, mais qualidade, a gente continua sendo competitivo\u201d, opina.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O impacto na vis\u00e3o de patr\u00f5es e trabalhadores<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O debate sobre a escala 6\u00d71 no setor metal\u00fargico em Joinville ocorre principalmente entre o Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal<\/strong>. De acordo com dados da Prefeitura de Joinville, houve crescimento no n\u00famero de novas empresas nos \u00faltimos anos, mas 73,8% desses novos neg\u00f3cios s\u00e3o de\u00a0 Microempreendedores Individuais, o que corrobora com a \u201c<strong>pejotiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, ou seja, <strong>o trabalhador deixa de trabalhar com carteira assinada e se torna um prestador\u00a0 de servi\u00e7os terceirizados<\/strong>. A movimenta\u00e7\u00e3o representa, muitas vezes, a perda de direitos trabalhistas, que s\u00e3o exclusivos da CLT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo lado dos trabalhadores, o Sindicato dos Metal\u00fargicos diz que trabalhadores descansados e motivados produzem mais. Ramos cita uma experi\u00eancia local em que o aumento de intervalos no ciclo de trabalho n\u00e3o alterou o volume de produ\u00e7\u00e3o final. Ele tamb\u00e9m destaca exemplos em pa\u00edses europeus, como Alemanha e Espanha, que tamb\u00e9m reduziram a carga hor\u00e1ria e mantiveram ou at\u00e9 aumentaram a produtividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Ramos, existe uma resist\u00eancia do setor patronal em realizar testes, apesar de evid\u00eancias de que a redu\u00e7\u00e3o da jornada n\u00e3o prejudica o faturamento industrial. Para o sindicalista, a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, que tamb\u00e9m tomou conta do tema da escala 6\u00d71, acentua o impasse na discuss\u00e3o entre sindicatos, prefeitura e comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sindicatos discutem impactos da nova jornada de trabalho em um dos principais setores econ\u00f4micos do norte catarinense A metalurgia representa 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, em Joinville, o setor representa 10% da economia local. 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