{"id":1502,"date":"2020-09-30T13:44:22","date_gmt":"2020-09-30T16:44:22","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1502"},"modified":"2022-06-22T20:19:12","modified_gmt":"2022-06-22T23:19:12","slug":"ciclones-de-menor-intensidade-ameacam-o-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2020\/09\/30\/ciclones-de-menor-intensidade-ameacam-o-sul-do-brasil\/","title":{"rendered":"Ciclones de menor intensidade amea\u00e7am o sul do Brasil"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1502\" class=\"elementor elementor-1502 elementor-bc-flex-widget\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4308eae3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4308eae3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-55db6947\" data-id=\"55db6947\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d039e1c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d039e1c\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;ekit_we_effect_on&quot;:&quot;none&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.21.0 - 26-05-2024 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><em>Pesquisadores relacionam o aumento deste fen\u00f4meno com o aquecimento global<\/em><\/p><p>Ap\u00f3s o grande ciclone que atingiu o sul do Brasil no final do m\u00eas de junho, diversos alarmes de instabilidade clim\u00e1tica surgiram na regi\u00e3o. Um novo ciclone bomba atingiu o litoral do Rio Grande do Sul, no dia 3 de setembro, causando instabilidade mar\u00edtima no porto local. Apesar ter uma intensidade mais baixa que o ciclone ocorrido em junho, os climatologistas alertam que eventos como este tem a possibilidade de surgir novamente com maior intensidade em toda a regi\u00e3o Sul.<\/p><p>O professor Francisco Eliseu Aquino, coordenador da divis\u00e3o de Climatologia Polar e Subtropical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apresentou, em um Webinar \u00e0 comunidade, promovida pelo ClimaInfo, portal de not\u00edcias sobre o clima, dados que evidenciam o quanto esses eventos extremos est\u00e3o ligados com o aquecimento global. Ele explica que o ciclone bomba \u00e9 uma \u00e1rea de baixa press\u00e3o desce muito r\u00e1pido contra a press\u00e3o atmosf\u00e9rica. Suas pesquisas apontam que, o aumento de 1\u00baC na temperatura m\u00e9dia do Brasil de norte a sul tem influenciado toda a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica do continente, contrastando com a massa de ar frio vinda da regi\u00e3o Sul Polar.<\/p><p>Na tarde do dia 30 de junho, a combina\u00e7\u00e3o das nuvens convectivas mais rigorosas que avan\u00e7aram r\u00e1pido por Santa Catarina, com o contraste de ar frio \u2012 um campo de press\u00e3o atmosf\u00e9rica baixo e o ar quente e \u00famido \u2012 fez com que o ciclone bomba tivesse mais intensidade. \u201cAlgo que incrementa esse sistema \u00e9 a entrada de ar frio da regi\u00e3o Sul Polar, especialmente do mar de Wandel, que vem sido trazida gra\u00e7as ao aquecimento global\u201d, explica Aquino.<\/p><p>O professor do departamento de geoci\u00eancias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lindberg Nascimento J\u00fanior, tem uma an\u00e1lise parecida sobre o caso. Segundo ele, a regi\u00e3o sul \u00e9 constantemente atingida, justamente porque uma parte da circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica tende a se formar no Oceano Atl\u00e2ntico Sul, que \u00e9 o ponto de encontro preferencial de grandes processos de baixas press\u00f5es. O que assusta os pesquisadores \u00e9 o aquecimento que esta regi\u00e3o tem sofrido nos \u00faltimos cinco anos.<\/p><p>\u201cA base do aquecimento global \u00e9 a queima do combust\u00edvel f\u00f3ssil, a principal forma de energia para gerar motores, e gerar ind\u00fastria para construir energia\u201d, explica o professor. \u201cEnquanto n\u00e3o houver um desaceleramento, a situa\u00e7\u00e3o tende a piorar.\u201d A possibilidade \u00e9 que eventos como o ciclone bomba possam acontecer mais vezes porque com o oceano mais quente, a press\u00e3o atmosf\u00e9rica fica mais din\u00e2mica e pode prover mais evapora\u00e7\u00e3o.<\/p><h4><strong>Devasta\u00e7\u00e3o e desigualdade social<\/strong><\/h4><p>Conforme explica Lindberg, \u00e9 evidente que o capitalismo e o consumo desenfreado s\u00e3o altamente desiguais. Para ele, al\u00e9m de pensar na origem natural dos processos dos eventos clim\u00e1ticos, \u00e9 preciso pensar como estes tendem a atingir desigualmente as popula\u00e7\u00f5es. E nesse caso, n\u00e3o s\u00f3 os estudos do pesquisador, mas uma grande parte de pesquisadores \u2012 que trabalham com o tema do risco de vulnerabilidade \u2012 apontam que existe uma seletividade no impacto desses eventos clim\u00e1ticos.<\/p><p>Segundo ele, n\u00e3o \u00e9 apenas a quest\u00e3o de que haver\u00e1 outros ciclones bomba. \u201cIsso vai acontecer porque dentro de um princ\u00edpio de aquecimento global, de uma atmosfera mais inst\u00e1vel e mais aquecida, eles tendem a acontecer. O mais perigoso \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 um territ\u00f3rio, um espa\u00e7o que ofere\u00e7a seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o para essas popula\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p><p>A partir das observa\u00e7\u00f5es feitas na capital de Santa Catarina, Florian\u00f3polis, o professor percebeu que algumas fam\u00edlias ainda n\u00e3o tiveram suas casas reconstru\u00eddas. A desigualdade social ainda \u00e9 mais impactante do que o evento ocorrido. \u201cAntes de levantarmos a bandeira verde, devemos resolver os nossos problemas de classe. A desigualdade refor\u00e7a a concep\u00e7\u00e3o racista da rela\u00e7\u00e3o dos povos com a natureza &#8211; dos negros, ind\u00edgenas, quilombolas &#8211; povos que s\u00e3o muito mais pr\u00f3ximos da natureza do que os centros urbanizados\u201d, relata.<\/p><p>Rep\u00f3rter: Maria Fernanda Uller<br \/>Foto: Arquivo Wikimedia Commons<br \/><strong>Conte\u00fado produzido para o Primeira Pauta Digital<\/strong> | Disciplina Jornal Laborat\u00f3rio I, 4\u00aa fase\/2020.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores relacionam o aumento deste fen\u00f4meno com o aquecimento global Ap\u00f3s o grande ciclone que atingiu o sul do Brasil no final do m\u00eas de junho, diversos alarmes de instabilidade clim\u00e1tica surgiram na regi\u00e3o. Um novo ciclone bomba atingiu o litoral do Rio Grande do Sul, no dia 3 de setembro, causando instabilidade mar\u00edtima no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[326],"tags":[31],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1502"}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1502"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1502\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2551,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1502\/revisions\/2551"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}