{"id":1542,"date":"2020-11-03T19:16:00","date_gmt":"2020-11-03T22:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1542"},"modified":"2022-06-22T20:14:07","modified_gmt":"2022-06-22T23:14:07","slug":"mulheres-buscam-ampliar-representatividade-dentro-da-politica-joinvilense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2020\/11\/03\/mulheres-buscam-ampliar-representatividade-dentro-da-politica-joinvilense\/","title":{"rendered":"Mulheres buscam ampliar representatividade dentro da pol\u00edtica joinvilense"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo que 51,92% do eleitorado de Joinville seja formado por mulheres, as elei\u00e7\u00f5es municipais de 2020 contar\u00e3o com apenas 32,3% de candidatas. No total, s\u00e3o 582 candidatos, 158 a mais do que nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2016. O n\u00famero de mulheres concorrendo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m aumentou. S\u00e3o 188 mulheres concorrendo aos cargos, um aumento de 55. O aumento mais significativo \u00e9 o de concorrentes \u00e0 prefeitura. Na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o, apenas duas candidatas a vice e nenhuma para prefeita. Neste ano, s\u00e3o cinco para vice e duas para o cargo m\u00e1ximo das elei\u00e7\u00f5es municipais. A porcentagem de candidatas corresponde a pouco mais que o m\u00ednimo exigido pela lei de cotas de participa\u00e7\u00e3o feminina para as candidaturas ao poder legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O eleitorado de Joinville tem 403.526 pessoas, sendo 209.503 do sexo feminino. Na faixa et\u00e1ria, o maior n\u00famero est\u00e1 no de mulheres entre 45 a 59 anos, 56.584 no total. Apenas entre as idades de 16 a 20 anos a maioria \u00e9 do sexo masculino, somente 242 a mais. No grau de instru\u00e7\u00e3o, mulheres com o ensino m\u00e9dio completo s\u00e3o o maior n\u00famero, totalizando 71.262.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es de 2016, somente duas mulheres foram eleitas, Ana Rita (PROS) e T\u00e2nia Larson (SD), ambas vereadoras, com 3509 e 2455 votos respectivamente. Iracema do Retalho (PSB) tamb\u00e9m assumiu o cargo de vereadora, por\u00e9m foi eleita como suplente, quando recebeu 3307 votos. Pastora L\u00e9ia (PSD) foi a mulher mais votada para vereadora, com 4191 votos, por\u00e9m ficou apenas como suplente por conta de sua coliga\u00e7\u00e3o. As tr\u00eas vereadoras tentam a reelei\u00e7\u00e3o, todas por partidos diferentes da \u00faltima elei\u00e7\u00e3o. Ana Rita pelo Cidadania, Iracema pelo PSDB e T\u00e2nia pelo PSL.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente das vereadoras, as duas candidatas a vice n\u00e3o foram eleitas. Receberam 42.058 votos (13,65%) a candidata a vice Delegada Marilisa (PSDB) e candidato a prefeito Marco Tebaldi. Com menos votos, Cynthia Pinto da Luz (PSOL), vice de Ivan Rocha, recebeu 3058 votos (1%). Ambas n\u00e3o passaram para o 2\u00ba turno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As candidatas \u00e0 prefeitura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e2nia Eberhardt (Cidadania) \u00e9 uma das duas candidatas \u00e0 prefeitura. Para T\u00e2nia, o esfor\u00e7o por ser mulher tem que ser dobrado, al\u00e9m de ter de provar compet\u00eancia a cada instante. \u201c\u00c9 como se os feitos positivos das realiza\u00e7\u00f5es das mulheres n\u00e3o gerassem mem\u00f3ria, e por isso precisam ser reafirmados. Essa \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o condicionada culturalmente, mas que estamos mudando pouco a pouco\u201d, comenta. Eberhardt completa que com a candidatura dela, a mulher ganha um protagonismo. Segundo Eberhardt, isso n\u00e3o facilita o trabalho em busca de votos, mas estimula outras mulheres para entrarem nessa luta.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano de governo de T\u00e2nia, a palavra mulher \u00e9 citada duas vezes. A primeira, em uma proposta para ampliar as vagas da educa\u00e7\u00e3o integral para crian\u00e7as de 0 a 3 anos, na qual \u201cmulheres trabalhadoras de fam\u00edlias em condi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social\u201d ser\u00e3o priorizadas. A segunda proposta \u00e9 ligada \u00e0 agricultura, que visa fortalecer e valorizar o empreendedorismo do jovem e da mulher rural.<\/p>\n\n\n\n<p>No debate dos candidatos a prefeito, realizado pelos alunos da sexta fase de Jornalismo da Faculdade Ielusc, a candidata citou os 40 anos de vida p\u00fablica dedicados \u00e0 Joinville. \u201cNesse momento dif\u00edcil que a cidade vive, n\u00f3s precisamos de um olhar mais fraterno. Quem conhece o caminho, sabe a solu\u00e7\u00e3o do caminhar\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Eberhardt j\u00e1 foi vereadora duas vezes pelo PMDB, eleita nos anos de 2004 e 2008. Em 2006, candidatou-se \u00e0 deputada estadual, por\u00e9m n\u00e3o foi eleita. Tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu a reelei\u00e7\u00e3o como vereadora em 2012, ficando apenas como suplente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas redes sociais, a candidata publicou um v\u00eddeo sobre mulheres na pol\u00edtica. No v\u00eddeo, dispon\u00edvel no Instagram e Facebook, s\u00e3o citadas algumas chefes de estado como \u201cexemplo de gest\u00e3o\u201d, e ao final que, seguindo o mesmo receitu\u00e1rio, T\u00e2nia acabou com a crise da sa\u00fade em Joinville. Al\u00e9m de duas vezes vereadora, Eberhardt foi secret\u00e1ria estadual de sa\u00fade e diretora do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt.<\/p>\n\n\n\n<p>Mayara Colzani (PSOL) \u00e9 a outra candidata a prefeita. \u00c9 a terceira elei\u00e7\u00e3o da carreira pol\u00edtica. Em 2016 e 2018, tentou a candidatura para vereadora e deputada estadual, respectivamente, por\u00e9m n\u00e3o foi eleita. Mayara \u00e9, h\u00e1 mais de 10 anos, socialista e militante da Esquerda Marxista, que \u00e9 uma corrente do partido, al\u00e9m de se denominar como candidata contra o sistema. Ela \u00e9 a \u00fanica dos 15 candidatos \u00e0 prefeitura que n\u00e3o possui bens listados no TSE, al\u00e9m de n\u00e3o utilizar o fundo eleitoral para a campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>A candidata afirma que n\u00e3o tem diferen\u00e7a em seu discurso por ser mulher, mas que \u00e9 necess\u00e1rio combater qualquer tipo de preconceito. Com rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico eleitor, acredita que os votos podem vir de todos que se identificarem com aquilo que ela defende. \u201cContinuaremos combatendo o mal do machismo pela raiz, denunciando as mazelas do capitalismo e na luta por uma sociedade sem opress\u00f5es e um governo dos trabalhadores, pela revolu\u00e7\u00e3o socialista\u201d, completa Mayara.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano de governo de Colzani tem a palavra mulher citada uma vez. A candidata diz que estar\u00e1 na linha de frente contra o racismo, a opress\u00e3o das mulheres e todas outras opress\u00f5es. As ideias de Mayara s\u00e3o contra a repress\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o de movimentos sociais. No debate dos candidatos a prefeito, ela reafirmou sobre o apoio aos direitos dos trabalhadores e da juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a professora Valdete Daufemback, mestra em Hist\u00f3ria Cultural, a lei de cotas de participa\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 importante para o aumento no n\u00famero de mulheres na pol\u00edtica, por\u00e9m, pode ser uma estrat\u00e9gia de partidos para conseguir votos, tendo em vista que \u00e9 comum haver candidatas laranjas. \u201cN\u00e3o considero esse pequeno aumento algo a ser comemorado, pois estamos aqu\u00e9m das possibilidades que poder\u00edamos chegar\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Valdete n\u00e3o considera uma grande vit\u00f3ria ter duas mulheres para concorrer \u00e0 vaga no poder executivo, levando em conta a quantidade de eleitoras no munic\u00edpio. \u201cO discurso da meritocracia tem feito valer o resultado nas urnas em favor de uma minoria, geralmente homens, brancos, detentores de capital sociopol\u00edtico e econ\u00f4mico\u201d, afirma. Segundo Daufemback, fica dif\u00edcil uma mulher candidata \u00e0 prefeitura ser eleita com um discurso ou pautas de governo voltadas \u00e0 coletividade e \u00e0s minorias. Na disputa das elei\u00e7\u00f5es, o mesmo discurso machista e hier\u00e1rquico disciplinar da sociedade \u00e9 assumido pelas candidatas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Candidatas \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o como vereadora&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde a primeira legisla\u00e7\u00e3o, em 1947, somente 12 mulheres foram eleitas para a C\u00e2mara de Vereadores. Iracema Bento \u00e9 a d\u00e9cima segunda. De l\u00e1 pra c\u00e1, foram 18 legisla\u00e7\u00f5es e nenhuma vereadora tornou-se presidente da casa legislativa de Joinville. A professora Valdete afirma que a campanha eleitoral deveria ser um momento oportuno para refletir sobre as condi\u00e7\u00f5es de desigualdades sociais e de oportunidade de trabalho para as mulheres. Conforme afirma Daufemback, \u201cas pessoas n\u00e3o querem reflex\u00e3o, querem certezas, promessas, encantamentos para sonhar com uma vida que est\u00e1 fora de seu alcance pelas honras da meritocracia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Rita da Frada (Cidadania) vai para a segunda elei\u00e7\u00e3o de sua carreira pol\u00edtica. A primeira foi a de 2016, quando foi eleita vereadora de Joinville. T\u00e2nia Larson (PSL) est\u00e1 em sua terceira elei\u00e7\u00e3o, tendo sido eleita vereadora em 2016. Concorreu \u00e0 deputada estadual em 2018, por\u00e9m ficou como suplente. Nas redes sociais, o foco de ambas candidatas \u00e9 da causa animal.<\/p>\n\n\n\n<p>A empres\u00e1ria Iracema Bento (PSDB), conhecida como Iracema do Retalho, disputar\u00e1 a terceira elei\u00e7\u00e3o para vereadora de Joinville. Em 2012, pelo PDT, e 2016 pelo PSB, ela ficou como suplente. Em 4 de fevereiro de 2019, assumiu a vaga de vereadora que era de Rodrigo Coelho, eleito deputado federal nas elei\u00e7\u00f5es de 2018. Em v\u00eddeo publicado nas redes sociais, Iracema cita a luta pela seguran\u00e7a e bem-estar das mulheres, e a luta contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo que vemos uma m\u00ednima taxa de mulheres ganhando espa\u00e7o na pol\u00edtica a cada elei\u00e7\u00e3o, ainda os n\u00fameros s\u00e3o poucos\u201d, comenta a vereadora. A candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o afirma que mulheres precisam de estrat\u00e9gias diferentes e mais atrativas, quando comparadas com campanhas de homens. \u201cIsso \u00e9 uma quest\u00e3o indiscut\u00edvel, porque hoje sabemos o quanto s\u00e3o desiguais os direitos de homens e mulheres em tantas esferas da sociedade, sobretudo na vida profissional\u201d, disse Iracema.<\/p>\n\n\n\n<p>O enfoque dos discursos de homens e mulheres tamb\u00e9m \u00e9 diferente e a vereadora fala sobre o foco do discurso dela: \u201cas mulheres precisam defender sua classe e g\u00eanero, lutar pelos direitos da m\u00e3e, da trabalhadora, da violentada, da exclu\u00edda, da imigrante, da menina que entra na sala de aula para aprender que ela tem capacidade de ser algu\u00e9m vocacionada para representar um povo, seja na vida p\u00fablica ou como transformadora social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico dela, Iracema tem certeza que a maioria s\u00e3o mulheres. Ela afirma com base nos dados das redes sociais, j\u00e1 que a candidata tem aproximadamente 5 mil seguidores no Facebook e tamb\u00e9m no Instagram. \u201cEsses n\u00fameros s\u00e3o comprovados, principalmente, pelas rela\u00e7\u00f5es pessoais que cultivo h\u00e1 mais de 50 anos morando em Joinville\u201d completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a mestra em Hist\u00f3ria Cultural, em elei\u00e7\u00f5es passadas tiveram candidatas que defendiam direitos das mulheres e das minorias, mas dificilmente, defensoras desses direitos s\u00e3o eleitas. N\u00e3o \u00e9 por isso que mulheres devem se render aos discursos usuais. \u201c\u00c9 preciso criar uma cultura de resist\u00eancia e de informa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 autonomia feminina no pensar e agir em defesa da vida, dos direitos, da justi\u00e7a social, da igualdade \u00e9tnico-racial\u201d, afirma. Ela espera que esta iniciativa de resist\u00eancia ajude a desenvolver a autonomia feminina e uma sociedade mais igualit\u00e1ria e justa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma candidatura coletiva e feminina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Coletivo Juntas (PT) concorrer\u00e1 pela primeira vez \u00e0s elei\u00e7\u00f5es para vereadoras. A ideia \u00e9 de um mandato coletivo, composto pelas covereadoras Iraci Seefeldt, Maria Ivonete Peixer, M\u00f4nica Almeida, Patr\u00edcia da Silva e Val\u00e9ria Nunes, que \u00e9 a candidata registrada no TRE. Apesar de Val\u00e9ria ser a candidata registrada, nas redes sociais ela n\u00e3o \u00e9 colocada em destaque como vereadora, e sim o Coletivo Juntas com todas as covereadoras. Segundo o coletivo, quanto mais vozes, mais representa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O coletivo nasceu h\u00e1 dois anos, originado de um movimento denominado Coletivo Juntas por Joinville. Em estados como S\u00e3o Paulo, com a Bancada Ativista, e em Pernambuco, com o Juntas, coletivos como esse j\u00e1 foram eleitos. Em Santa Catarina, \u00e9 uma novidade nessas elei\u00e7\u00f5es. O Coletivo Juntas por Joinville \u00e9 o \u00fanico coletivo pol\u00edtico feminino do estado. \u201cOs coletivos nascem com uma ideia de unir for\u00e7as para trabalhar uma nova forma de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, comenta a candidata \u00e0 covereadora Maria Ivonete. Os coletivos tentam dialogar que n\u00e3o \u00e9 preciso fazer a pol\u00edtica sempre de forma hier\u00e1rquica.<\/p>\n\n\n\n<p>As propostas do grupo s\u00e3o voltadas para a luta pela garantia dos direitos sociais, empoderamento feminino e pelo bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. Uma das premissas \u00e9 de emancipar as mulheres para que elas assumam lugares de empoderamento na sociedade. Outro foco \u00e9 uma pol\u00edtica de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. \u201cUm dos pap\u00e9is de um vereador, \u00e9 de ser um grande mobilizador social. N\u00f3s somos o ouvido e a boca da popula\u00e7\u00e3o, precisamos trazer isso para o gabinete\u201d, comentou Maria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo a popula\u00e7\u00e3o de Joinville \u00e9 muito tradicional e n\u00e3o tem o h\u00e1bito de ouvir os partidos de esquerda, n\u00f3s optamos pelo coletivo por ter uma uni\u00e3o de mulheres\u201d, comenta Maria Ivonete sobre a estrat\u00e9gia do coletivo. Existe uma dificuldade no enfrentamento ao machismo, na sociedade e dentro do pr\u00f3prio partido, at\u00e9 mesmo nos de esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista antropol\u00f3gico, a mulher tem mais empatia com a sociedade e com os temas sociais\u201d, explica Maria Ivonete. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), em 2018, 45% dos lares brasileiros eram sustentados por mulheres. Para Maria, as mulheres passam a ter um compromisso maior com a sociedade, principalmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao cuidado com as pessoas e ao lazer. \u201cPor uma quest\u00e3o social, a mulher tende \u00e0 uma vis\u00e3o pol\u00edtica mais humanizada\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Coletivo Juntas est\u00e1 fazendo uma campanha para que as mulheres, que formam 52% do eleitorado joinvilense, votem em mulheres. Para Maria Ivonete, a candidatura n\u00e3o vem sendo discutida por uma quest\u00e3o de g\u00eanero, mas sim uma discuss\u00e3o para mulheres competentes e que tenham hist\u00f3ria em setores sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem:<\/strong> Fred Romano<br><strong>Foto:<\/strong> Nadine Quandt<br><strong>Conte\u00fado produzido para o Primeira Pauta Digital<\/strong>&nbsp;| Disciplina Jornal Laborat\u00f3rio I, 4\u00aa fase\/2020.<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo que 51,92% do eleitorado de Joinville seja formado por mulheres, as elei\u00e7\u00f5es municipais de 2020 contar\u00e3o com apenas 32,3% de candidatas. 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