{"id":15966,"date":"2026-10-17T16:50:00","date_gmt":"2026-10-17T19:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=15966"},"modified":"2026-10-21T14:37:34","modified_gmt":"2026-10-21T17:37:34","slug":"entre-memoria-e-renovacao-mpb-atravessa-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2026\/10\/17\/entre-memoria-e-renovacao-mpb-atravessa-geracoes\/","title":{"rendered":"Entre mem\u00f3ria e renova\u00e7\u00e3o, MPB atravessa gera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Entre mem\u00f3rias afetivas, resist\u00eancia hist\u00f3rica e novas sonoridades, o Dia Nacional da M\u00fasica Popular Brasileira \u00e9 comemorado atrav\u00e9s da sua pr\u00f3pria reinven\u00e7\u00e3o<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 m\u00fasicas que parecem guardar o tempo. Basta ouvir os primeiros acordes de uma can\u00e7\u00e3o para que uma lembran\u00e7a volte \u00e0 tona: a voz de algu\u00e9m querido, as tardes em fam\u00edlia, um amor que ficou no passado ou uma \u00e9poca que j\u00e1 n\u00e3o existe da mesma forma. Algumas melodias atravessam d\u00e9cadas sem perder a capacidade de emocionar. Mais do que trilha sonora de recorda\u00e7\u00f5es, a <strong>M\u00fasica Popular Brasileira (MPB)<\/strong> carrega marcas da hist\u00f3ria e da cultura do pa\u00eds, ao mesmo tempo em que encontra novas formas de existir no presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celebrado em 17 de outubro, o <strong>Dia Nacional da M\u00fasica Popular Brasileira<\/strong> convida a olhar para essa trajet\u00f3ria e para as diferentes gera\u00e7\u00f5es que a mant\u00eam viva. Entre as can\u00e7\u00f5es que marcaram a inf\u00e2ncia, as composi\u00e7\u00f5es que expressaram momentos pol\u00edticos e sociais, al\u00e9m das novas sonoridades que circulam nas plataformas digitais, a MPB segue em transforma\u00e7\u00e3o sem abandonar as refer\u00eancias que ajudaram a constru\u00ed-la.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o cantor joinvilense <strong>Edwin de Paula<\/strong>, essa rela\u00e7\u00e3o come\u00e7ou dentro de casa, em meio aos discos do pai. Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Beth\u00e2nia e Alceu Valen\u00e7a fizeram parte da trilha sonora de sua inf\u00e2ncia. A m\u00fasica, conta ele, era quase algo natural em sua rotina, at\u00e9 que, na adolesc\u00eancia, encontrou na cole\u00e7\u00e3o familiar um disco que mudaria sua maneira de enxergar a arte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era um \u00e1lbum de <strong>Belchior<\/strong>, que ainda n\u00e3o conhecia. A descoberta fez com que a m\u00fasica deixasse de ser apenas parte do cotidiano e passasse a ocupar outro lugar em sua vida. \u201cA poesia do Belchior mexeu comigo como nada antes havia mexido, e desde ent\u00e3o o tomei como modelo e inspira\u00e7\u00e3o na poesia e na m\u00fasica\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia ajuda a ilustrar como o contato com artistas de outras gera\u00e7\u00f5es pode despertar novos interesses e influenciar trajet\u00f3rias. Para Edwin, a MPB \u00e9 uma das grandes riquezas culturais brasileiras justamente por sua diversidade e capacidade de transforma\u00e7\u00e3o. \u201cUm g\u00eanero plural, m\u00faltiplo, potente, influente. Uma for\u00e7a da nossa natureza que n\u00e3o pode se permitir ficar engessada\u201d, define.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00fasica como mem\u00f3ria e resist\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica e mem\u00f3ria vai al\u00e9m das experi\u00eancias pessoais. Ao longo da hist\u00f3ria brasileira, can\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m serviram para registrar acontecimentos, expressar insatisfa\u00e7\u00f5es e transmitir mensagens em per\u00edodos nos quais a liberdade de express\u00e3o era limitada. Durante a ditadura militar, artistas recorreram \u00e0 m\u00fasica para comunicar ideias que n\u00e3o podiam ser ditas abertamente, enquanto enfrentavam censura e persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse papel da arte na sociedade \u00e9 um dos pontos destacados pelos professores de m\u00fasica e cantores <strong>Lel\u00ea Marchioli<\/strong> e <strong>Willian Moura<\/strong>. Para eles, a MPB revela a pluralidade cultural do pa\u00eds e permite compreender diferentes formas de viver, pensar e se relacionar. Na entrevista, a m\u00fasica \u00e9 apresentada como uma forma de comunica\u00e7\u00e3o que pode manter ideias e experi\u00eancias em circula\u00e7\u00e3o mesmo diante de tentativas de silenciamento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA m\u00fasica, a arte no geral, est\u00e1 neste lugar de comunicar, mesmo quando n\u00e3o se pode falar\u201d, aponta Marchioli.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contato com esse repert\u00f3rio tamb\u00e9m pode despertar o interesse pela hist\u00f3ria. Lel\u00ea Marchioli relata que come\u00e7ou a ouvir <strong>Elis Regina<\/strong> de maneira mais consciente por volta dos 11 ou 12 anos. A interpreta\u00e7\u00e3o da cantora despertou a curiosidade sobre as can\u00e7\u00f5es e o contexto em que foram produzidas. A partir da\u00ed, a m\u00fasica se tornou uma porta de entrada para acontecimentos e discuss\u00f5es que nem sempre chegavam com a mesma profundidade \u00e0 sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa capacidade de conectar diferentes per\u00edodos ajuda a explicar por que can\u00e7\u00f5es antigas continuam encontrando espa\u00e7o entre os jovens. Na avalia\u00e7\u00e3o dos professores, a m\u00fasica brasileira n\u00e3o se resume \u00e0 imagem frequentemente associada \u00e0 MPB, de uma voz acompanhada por viol\u00e3o. O repert\u00f3rio nacional re\u00fane diferentes ritmos, influ\u00eancias e constru\u00e7\u00f5es musicais, com s\u00edncopes e varia\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas que fazem parte de sua identidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diversidade tamb\u00e9m aparece nas vozes que constroem a <strong>m\u00fasica contempor\u00e2nea.<\/strong> Artistas como Anitta, Luedji Luna, Marina Sena e Ka\u00ea Gajajara representam diferentes caminhos de cria\u00e7\u00e3o e express\u00e3o, enquanto ampliam a presen\u00e7a de mulheres e de outras perspectivas na produ\u00e7\u00e3o musical brasileira. Para os professores, essas trajet\u00f3rias ajudam a registrar quest\u00f5es do presente e a enfrentar silenciamentos que ultrapassam o campo art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica, portanto, n\u00e3o preserva apenas o passado, pois tamb\u00e9m documenta o tempo em que \u00e9 criada. Cada gera\u00e7\u00e3o encontra maneiras pr\u00f3prias de expressar suas experi\u00eancias, incorporando refer\u00eancias anteriores e adicionando novas vozes \u00e0 hist\u00f3ria cultural do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre influ\u00eancias e novas sonoridades<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa rela\u00e7\u00e3o entre o que j\u00e1 foi produzido e o que ainda est\u00e1 por vir tamb\u00e9m aparece no trabalho do produtor musical <strong>ZagouBeats<\/strong>. Sua forma\u00e7\u00e3o na guitarra o aproximou de estilos brasileiros, como a Bossa Nova, e das constru\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas de artistas das d\u00e9cadas de 1950 e 1960. Mesmo em produ\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas, essas refer\u00eancias continuam presentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o do produtor, a influ\u00eancia da MPB ultrapassa os limites de um g\u00eanero musical espec\u00edfico. Elementos desenvolvidos por compositores brasileiros podem aparecer em trabalhos atuais, inclusive quando n\u00e3o s\u00e3o percebidos imediatamente pelo p\u00fablico. Como exemplo, ele cita <strong>Garota de Ipanema,<\/strong> de Tom Jobim, uma can\u00e7\u00e3o conhecida internacionalmente que apresenta uma constru\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica complexa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ZagouBeats, a <strong>cria\u00e7\u00e3o musical<\/strong> \u00e9 um processo cont\u00ednuo: artistas recorrem ao que veio antes e transformam essas refer\u00eancias a partir de suas pr\u00f3prias experi\u00eancias. A mistura entre elementos tradicionais e sonoridades atuais, nesse sentido, n\u00e3o representa um afastamento da m\u00fasica brasileira, mas uma maneira de mant\u00ea-la em movimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEscutar MPB e filtrar os muitos elementos interessantes trazidos pelo estilo e filtr\u00e1-los com um olhar moderno serve para preservar e ao mesmo tempo inovar o vocabul\u00e1rio musical brasileiro\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mudan\u00e7as tamb\u00e9m envolvem as ferramentas dispon\u00edveis para produzir m\u00fasica. <strong>Computadores, programas de edi\u00e7\u00e3o de \u00e1udio e tutoriais na internet facilitaram o acesso \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, \u00e0 grava\u00e7\u00e3o e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o musical<\/strong>. Segundo o produtor, essa democratiza\u00e7\u00e3o permite que mais pessoas participem desses processos e tragam diferentes viv\u00eancias para suas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A circula\u00e7\u00e3o digital tamb\u00e9m modificou a rela\u00e7\u00e3o dos jovens com repert\u00f3rios de outras \u00e9pocas. Nas redes sociais, can\u00e7\u00f5es antigas podem voltar a ganhar destaque por meio de v\u00eddeos, tend\u00eancias e releituras. Edwin observa, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o de \u201cJesus Cristo\u201d, na voz de Maria Beth\u00e2nia, em publica\u00e7\u00f5es de jovens. Para ele, esse encontro entre uma interpreta\u00e7\u00e3o de outra \u00e9poca e as novas gera\u00e7\u00f5es cria oportunidades de aproxima\u00e7\u00e3o entre p\u00fablicos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cH\u00e1 uma beleza nisso, uma ponte org\u00e2nica que se constr\u00f3i entre diferentes gera\u00e7\u00f5es\u201d, afirma o cantor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os professores Lel\u00ea Marchioli e Willian Moura tamb\u00e9m percebem esse movimento. Eles citam o <strong>TikTok e as tend\u00eancias digitais como caminhos para que artistas de d\u00e9cadas anteriores voltem a ser descobertos<\/strong>. Nomes como Arthur Verocai, Alcione e Milton Nascimento encontram novos ouvintes, inclusive quando aparecem em participa\u00e7\u00f5es nas m\u00fasicas de artistas mais jovens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os professores, essas colabora\u00e7\u00f5es podem despertar a curiosidade de quem ainda n\u00e3o conhece a trajet\u00f3ria dos artistas convidados. Uma participa\u00e7\u00e3o em uma m\u00fasica contempor\u00e2nea, por exemplo, pode levar o ouvinte a procurar outras can\u00e7\u00f5es e descobrir a hist\u00f3ria de quem j\u00e1 influenciava a m\u00fasica brasileira muito antes de sua chegada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A continuidade dessa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m passa pelo ensino musical. Al\u00e9m de transmitir t\u00e9cnicas e conhecimentos, o contato com a m\u00fasica pode aproximar pessoas, estimular a express\u00e3o e fortalecer o sentimento de pertencimento. Os professores defendem que cantar e participar da cultura n\u00e3o devem ser vistos como privil\u00e9gios de quem possui um talento considerado excepcional ou forma\u00e7\u00e3o especializada. A m\u00fasica tamb\u00e9m se constr\u00f3i no cotidiano, nas experi\u00eancias coletivas e nas diferentes formas de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa dimens\u00e3o refor\u00e7a a ideia de que a m\u00fasica brasileira n\u00e3o \u00e9 uma obra acabada, mas um processo de trocas. Como discutem os professores, a cultura recebe influ\u00eancias de diferentes lugares e tamb\u00e9m devolve novas cria\u00e7\u00f5es ao mundo. A mistura de tradi\u00e7\u00f5es europeias e africanas, entre tantas outras contribui\u00e7\u00f5es, faz parte dessa constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafio de abrir espa\u00e7o para novos artistas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/WhatsApp-Image-2026-10-17-at-16.38.51.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15968\" srcset=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/WhatsApp-Image-2026-10-17-at-16.38.51.jpeg 1600w, https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/WhatsApp-Image-2026-10-17-at-16.38.51-1536x1152.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Artistas se encontram para criar novos arranjos pensando na m\u00fasica brasileira. Foto: Millena Wessler, Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Se as plataformas digitais ampliam as possibilidades de descobrir m\u00fasicas, elas n\u00e3o resolvem todas as dificuldades de quem tenta viver da produ\u00e7\u00e3o autoral<\/strong>. Para Edwin, artistas que desenvolvem trabalhos pr\u00f3prios e investem em composi\u00e7\u00f5es cuidadosas ainda encontram obst\u00e1culos para conquistar visibilidade diante de nomes j\u00e1 consolidados e de uma ind\u00fastria que nem sempre oferece espa\u00e7o equivalente a diferentes propostas musicais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cantor recorda iniciativas que ajudaram a divulgar novos nomes da MPB, como a <strong>Musicoteca<\/strong>, que impulsionou artistas como Rubel, C\u00edcero e Castello Branco no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2010. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, projetos e plataformas capazes de apresentar novos trabalhos ao p\u00fablico s\u00e3o importantes para que a produ\u00e7\u00e3o autoral encontre ouvintes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o basta mais fazer m\u00fasica somente. \u00c9 uma mar\u00e9 dif\u00edcil de navegar\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Joinville, Edwin destaca que h\u00e1 artistas produzindo e apresentando suas pr\u00f3prias m\u00fasicas, mas que a divulga\u00e7\u00e3o continua sendo um desafio. A exist\u00eancia de novas can\u00e7\u00f5es, por si s\u00f3, n\u00e3o garante que elas cheguem ao p\u00fablico. Por isso, ele defende que a valoriza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira tamb\u00e9m depende das escolhas dos ouvintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ouvir artistas que ainda n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, comparecer a apresenta\u00e7\u00f5es locais e compartilhar can\u00e7\u00f5es s\u00e3o atitudes que podem ajudar a ampliar o alcance desses trabalhos. O reconhecimento da produ\u00e7\u00e3o musical tamb\u00e9m come\u00e7a nas comunidades em que os artistas vivem e criam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os professores, o ensino e os espa\u00e7os de conviv\u00eancia musical contribuem para esse processo ao aproximar pessoas, incentivar a troca de repert\u00f3rios e fortalecer a rela\u00e7\u00e3o entre cultura e comunidade. Mais do que reproduzir t\u00e9cnicas, aprender m\u00fasica pode significar encontrar maneiras de se expressar e de se relacionar com os outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA m\u00fasica \u00e9 a arte de relacionar sons, n\u00e9? E o nome j\u00e1 diz, rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas\u201d, diz Willian Moura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os discos que despertam lembran\u00e7as, as composi\u00e7\u00f5es que inspiram novas produ\u00e7\u00f5es e as can\u00e7\u00f5es que encontram ouvintes nas redes sociais, a MPB continua se transformando. Seu repert\u00f3rio guarda experi\u00eancias de outras \u00e9pocas, mas n\u00e3o permanece preso a elas: cada nova interpreta\u00e7\u00e3o e cada artista que incorpora essas refer\u00eancias acrescentam outros sentidos a uma hist\u00f3ria que segue sendo escrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Edwin, essa hist\u00f3ria tamb\u00e9m pode ser constru\u00edda a partir da cena local. \u201cA MPB t\u00e1 viva em Joinville, acontecendo. Ajude-nos a colocar nossa cidade na hist\u00f3ria da M\u00fasica Popular Brasileira, porque, entre n\u00f3s, j\u00e1 estamos fazendo hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Voc\u00ea sabe por que o Dia da MPB \u00e9 comemorado em 17 de outubro?<\/strong> A data homenageia Chiquinha Gonzaga, uma das pioneiras da m\u00fasica popular brasileira. Quer conhecer mais sobre sua hist\u00f3ria e contribui\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica? D\u00ea o play no \u00e1udio a seguir!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Dia-Nacional-da-MPB.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Nota de transpar\u00eancia: esta mat\u00e9ria contou com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial (ChatGPT) na apura\u00e7\u00e3o dos fatos, assim como na revis\u00e3o ortogr\u00e1fica e textual.<\/em><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre mem\u00f3rias afetivas, resist\u00eancia hist\u00f3rica e novas sonoridades, o Dia Nacional da M\u00fasica Popular Brasileira \u00e9 comemorado atrav\u00e9s da sua pr\u00f3pria reinven\u00e7\u00e3o H\u00e1 m\u00fasicas que parecem guardar o tempo. 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