{"id":1739,"date":"2020-12-16T12:30:00","date_gmt":"2020-12-16T15:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1739"},"modified":"2025-07-04T20:35:00","modified_gmt":"2025-07-04T23:35:00","slug":"mulheres-motoristas-da-uber-enfrentam-obstaculos-diante-de-uma-sociedade-machista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2020\/12\/16\/mulheres-motoristas-da-uber-enfrentam-obstaculos-diante-de-uma-sociedade-machista\/","title":{"rendered":"Mulheres motoristas da Uber enfrentam obst\u00e1culos diante de uma sociedade machista"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Apesar de possuir uma grande quantidade de condutores, dados revelam n\u00fameros pequenos referente ao sexo feminino<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil se tornou o segundo maior mercado da Uber no mundo. Segundo os \u00faltimos dados divulgados pela empresa em 2019, o pa\u00eds faturou US$ 959 milh\u00f5es em 2018, tendo mais de 600 mil motoristas parceiros e 22 milh\u00f5es de usu\u00e1rios. Os dados tamb\u00e9m apontam que as mulheres ainda s\u00e3o minoria nesse mercado de trabalho, representando apenas 6% dos 600 mil motoristas cadastrados no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9vilin Matos Campos \u00e9 mestranda em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o e pesquisadora assistente do projeto <a href=\"https:\/\/fair.work\/en\/fw\/homepage\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fairwork Brasil<\/a> \u2015 uma pesquisa-a\u00e7\u00e3o interdisciplinar, com pesquisadores de comunica\u00e7\u00e3o, sociologia, administra\u00e7\u00e3o, psicologia e direito, que entrevista trabalhadores de plataformas digitais para acompanhar as suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, como garantias oferecidas e remunera\u00e7\u00e3o. \u00c9vilin acredita que isso seja reflexo de uma intersec\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e classe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm geral, as fam\u00edlias t\u00eam um ve\u00edculo e normalmente o dono legal deste carro \u00e9 o homem. Ent\u00e3o, para ter um instrumento de trabalho, a mulher precisa alugar ou comprar, o que se torna um empecilho para ela iniciar na profiss\u00e3o\u201d, explica. Segundo ela, a Uber deveria prover benef\u00edcios como um todo, desde remunera\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a dos motoristas em geral. \u201cIsso que torna o trabalho atrativo e as pessoas precisam ingressar neste trabalho sabendo que haver\u00e1 o m\u00ednimo de seguran\u00e7a social.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esse n\u00famero pequeno de mulheres na Uber mostra tamb\u00e9m que apesar de terem conquistado muitos direitos durante as \u00faltimas d\u00e9cadas e terem assumido cargos altos em empresas e em outros ramos, ainda h\u00e1 pouco espa\u00e7o para elas na profiss\u00e3o de motorista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para \u00c9vilin, essa quest\u00e3o tem v\u00e1rias camadas. A primeira: precisa haver mais mulheres com carro pr\u00f3prio. A segunda: os benef\u00edcios precisam ser atrativos para que as mulheres queiram trabalhar com o aplicativo. E a terceira: incentivo social para que todas as mulheres dirijam e se sintam aceitas na plataforma. \u201cMuitas mulheres relatam que os grupos de WhatsApps s\u00e3o machistas e t\u00eam homossociabilidade masculina, que \u00e9 quando os homens favorecem outros homens\u201d, explica. Isso acontece tamb\u00e9m devido h\u00e1 uma desvaloriza\u00e7\u00e3o da mulher em fun\u00e7\u00f5es trabalhistas consideradas \u201cexclusivas\u201d para homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA solu\u00e7\u00e3o vem atrav\u00e9s de anos de manifesta\u00e7\u00f5es sociais de car\u00e1ter hist\u00f3rico\u201d, afirma a m\u00e9dica psiquiatra Fl\u00e1via Tanaka de Oliveira Gschwendtner. Fl\u00e1via acredita que n\u00e3o h\u00e1 uma resposta simples para esta quest\u00e3o. Isso depende de diversos fatores, como a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, medidas educativas e preventivas para o combate de viol\u00eancia contra a mulher, pol\u00edticas p\u00fablicas para maior assist\u00eancia \u00e0 mulher no mercado de trabalho, incentivo \u00e0s empresas para pol\u00edticas internas de combate ao machismo e penas mais r\u00edgidas no sistema penal para agressores. \u201cEnt\u00e3o, desbravar o novo exige coragem, determina\u00e7\u00e3o e o reconhecimento que haver\u00e1 percal\u00e7os no caminho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desafios no trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Motoristas-mulheres-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1777\"\/><figcaption>Ketlin troca de carro para trabalhar como Uber.<br>Foto: Concession\u00e1ria Ford Dimas.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cGostaria de poder trabalhar at\u00e9 mais tarde, mas o perigo hoje no hor\u00e1rio noturno \u00e9 muito grande, ent\u00e3o evito\u201d, desabafa a motorista Ketlin Streit, de 24 anos. Ketlin \u00e9 chef de cozinha, mas por conta do sal\u00e1rio decidiu mudar de profiss\u00e3o. Ela conta que est\u00e1 h\u00e1 dois meses como Uber, trabalhando das 6h \u00e0s 23h, at\u00e9 no m\u00e1ximo meia-noite.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, poder escolher seu pr\u00f3prio hor\u00e1rio de trabalho e a parceria entre os motoristas s\u00e3o uma das vantagens de trabalhar na plataforma. \u201cNo come\u00e7o, senti inseguran\u00e7a e medo por n\u00e3o saber quem estava entrando no carro, agora me sinto mais segura. Hoje, 90% dos passageiros s\u00e3o pessoas do bem, mas mesmo assim, sempre tem que ficar atenta\u201d, aconselha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ass\u00e9dio, preconceito, falta de seguran\u00e7a, piadinhas de mau gosto. Esses s\u00e3o alguns dos desafios e receios que mulheres s\u00e3o obrigadas a enfrentar diariamente por conta da profiss\u00e3o de motorista. S\u00e3o por essas dificuldades que, geralmente, as mulheres se sentem mais inseguras e com medo diante do volante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a psic\u00f3loga Geise Linhares da Silva \u00e9 normal o ser humano ter receio e inseguran\u00e7a diante de situa\u00e7\u00f5es novas e desafiadoras, mas quando se trata disso referente \u00e0 situa\u00e7\u00f5es perigosas que acontecem frequentemente e sem uma medida de prote\u00e7\u00e3o, pode aumentar de propor\u00e7\u00e3o, atuando de forma prejudicial \u00e0 sa\u00fade. \u201cA pessoa pode vir a ficar em um estado de alerta constante e ter problemas com transtornos de estresse, ansiedade, p\u00e2nico, entre outros\u201d, previne.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 tive passageiros homens no carro que fizeram piadinhas por eu ser mulher. J\u00e1 ouvi v\u00e1rias vezes: \u2018Nossa, voc\u00ea dirige muito bem para uma mulher\u2019\u201d, relata a motorista Leda Maria Veber, de 37 anos. Leda \u00e9 bi\u00f3loga, trabalhava como professora desde 2018, mas atualmente trabalha como motorista de aplicativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs vantagens s\u00e3o v\u00e1rias, principalmente, escolher o seu hor\u00e1rio e dias de trabalho. Al\u00e9m de conhecer pessoas e hist\u00f3rias novas todos os dias\u201d, conta. Ela decidiu trabalhar somente durante o dia, pelo hor\u00e1rio ser mais vari\u00e1vel e por causa da seguran\u00e7a. \u201cMe senti insegura quando comecei a trabalhar, principalmente, porque quando comecei, morava em uma cidade maior. Aqui em S\u00e3o Bento, me sinto bem segura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo \u00c9vilin, a mulher continua sendo mulher onde quer que ela esteja. Por isso, os preconceitos de g\u00eanero n\u00e3o s\u00e3o anulados quando a mulher est\u00e1 no volante, enquanto dona do carro, condutora e qualquer outra posi\u00e7\u00e3o de poder que o trabalho como motorista de aplicativo lhe proporcione.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora acredita que o aplicativo tem como oferecer algumas seguran\u00e7as \u00e0s motoristas mulheres, como: gravar \u00e1udio da corrida (j\u00e1 sendo poss\u00edvel na Uber) e denunciar alguma conduta sexista ou ass\u00e9dio por parte do passageiro. \u201cMesmo que esses recursos existam, o que j\u00e1 \u00e9 importante, eles s\u00e3o uma tentativa de proteger, mas uma tentativa n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma seguran\u00e7a real\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/i74flIpb58CEenctfElF4lFg6luK6aBMWQjxRPs07CnJedH7T6duyT1-V4kyhbqeB102PsQuijTa1hiShZtzYw6zc7oUqebbKhud0JOw5GcxNkYQ_b8QGqcA_IulKrA9F9Hcudfs\" alt=\"\"\/><figcaption>Rosenilda decidiu trabalhar como Uber depois de enfrentar uma crise econ\u00f4mica. <br>Foto: Arquivo Pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A motorista Rosenilda dos Santos Travasso, de 38 anos, est\u00e1 nessa profiss\u00e3o h\u00e1 um ano e quatro meses, e conta que se sente mais segura, pois trabalha somente para mulheres, crian\u00e7as, idosos e casais (quando conhece ou h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOptei por trabalhar com essa modalidade justamente para que eu tivesse seguran\u00e7a e n\u00e3o passasse por situa\u00e7\u00f5es constrangedoras e de perigo\u201d, explica. Ela era vendedora aut\u00f4noma, mas resolveu mudar de \u00e1rea por conta da crise econ\u00f4mica. Atualmente, trabalha das 6h \u00e0s 19h, podendo se estender nos dias de pagamento e sexta-feiras at\u00e9 \u00e0s 20h ou 21h. \u201cPermaneci, pois gostei de trabalhar nesta \u00e1rea, devido ao hor\u00e1rio flex\u00edvel e estar dentro das prefer\u00eancias da minha \u00e1rea, que \u00e9 estar com pessoas e ter liberdade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Geise conta que \u00e9 recomendado \u00e0s motoristas de aplicativos manter contato com outras mulheres motoristas profissionais, criando uma rede de prote\u00e7\u00e3o uma \u00e0 outra e sempre que houver um comportamento suspeito, denunciar o perfil da pessoa no aplicativo. Para ela, tamb\u00e9m h\u00e1 outras maneiras de lidar com todas essas situa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, como: buscar o empoderamento, buscar ser ouvida, fazer reclama\u00e7\u00f5es, lutar por justi\u00e7a, se fazer presente na pol\u00edtica e nos mais diversos poderes da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA preven\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o, \u00e9 dialogar com a sociedade e com as pr\u00f3prias mulheres, encorajando-as a denunciar cada ato\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jornada tripla<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sair para trabalhar de manh\u00e3 cedo, voltar para casa, fazer trabalho dom\u00e9stico e cuidar dos filhos \u00e9 uma tarefa \u00e1rdua e cansativa. Muitas mulheres passam por isso quando trabalham fora e tendem a mostrar um grande esgotamento f\u00edsico e mental pela press\u00e3o sofrida diariamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVivendo em um piloto autom\u00e1tico, estas mulheres sobrecarregadas n\u00e3o conseguem desfrutar do momento presente e portanto, com pouca qualidade de vida\u201d, acredita Fl\u00e1via. Para Ketlin, essa jornada \u00e9 muito dif\u00edcil, j\u00e1 que precisa se dividir entre o trabalho e a casa. \u201cVivo na rua em torno de 16 horas por dia, tento tirar um dia para poder me organizar\u201d, avalia. J\u00e1 Leda conta que consegue conciliar as duas fun\u00e7\u00f5es juntas. \u201cCostumo fazer hor\u00e1rios fixos de trabalho com poucas varia\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPodemos identificar cada vez mais mulheres ansiosas, estressadas, com vulnerabilidade para depress\u00e3o, transtornos ansiosos, consumo nocivo de bebida alco\u00f3lica e s\u00edndrome de burn out\u201d, esclarece a m\u00e9dica psiqui\u00e1trica. De acordo com Fl\u00e1via, as mulheres n\u00e3o t\u00eam mais tanto tempo e energia mental para gerir a vida pessoal, sa\u00fade f\u00edsica, casamento e relacionamentos em geral, la\u00e7os familiares e outras \u00e1reas fundamentais de vidas. \u201cO impacto deste estilo de vida nas rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais \u00e9 \u00f3bvio: aumento do n\u00famero de conflitos por falta de tempo de qualidade para fortalecimento de v\u00ednculos\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Geise, \u00e9 preciso ter atitudes de autocuidado para fazer a diferen\u00e7a na sa\u00fade da mulher, como: uma boa alimenta\u00e7\u00e3o, atividades de lazer e exerc\u00edcios f\u00edsicos, manter uma rotina de sono saud\u00e1vel, manter bons relacionamentos com amigos e familiares, fazer exames m\u00e9dicos preventivos e buscar ajuda psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Remunera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de remunera\u00e7\u00f5es dos motoristas Uber dependem muito de diversas quest\u00f5es: n\u00famero de horas trabalhadas por dia; per\u00edodo do dia trabalhado; dist\u00e2ncia das corridas; entre outros. Segundo \u00c9vilin, a divis\u00e3o de g\u00eanero, como mulheres ganharem menos, n\u00e3o se aderem \u00e0 Uber, pois os trabalhadores s\u00e3o n\u00fameros na empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm motorista homem n\u00e3o vai receber mais chamadas por ser homem, nem uma mulher vai ser menos requisitada por ser mulher, o que define isso \u00e9 a nota que eles t\u00eam\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que em qualquer \u00e1rea existam desafios e dificuldades\u201d, afirma Rosenilda. Ela conta que, no in\u00edcio, pensou em desistir, pois havia dias em que o dinheiro que entrava, s\u00f3 dava para abastecer o carro. Mas, hoje, ela consegue tirar um bom sal\u00e1rio que atende suas expectativas. \u201cCom o tempo fui vencendo a inexperi\u00eancia e tudo fluiu. Claro que tudo depende do desempenho e dos sacrif\u00edcios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9vilin acredita que o que pode afetar na <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2018\/02\/07\/mulheres-motoristas-de-uber-ganham-7-a-menos-do-que-homens-diz-estudo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">remunera\u00e7\u00e3o<\/a> \u00e9 o tempo que as mulheres dirigem durante o dia, que pode ser menor por conta da tripla jornada de trabalho. \u201cO que podemos fazer \u00e9 usar aplicativos voltados somente para mulheres, mas isso n\u00e3o exime o aplicativo de fornecer remunera\u00e7\u00f5es melhores para os trabalhadores como um todo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/aIOO4saVFiBT8IqjERuq3aw6F6jEgnL8m0ZKfWBip49GuXjhBVRNqZHc3rnSoju1gSfZl1QCCe3ivkL4iSZ4HBE2SeBJ3UO6nm0ExKApktF9ZjCXXhDWSGPYMuDwpV1XnxCxY_Fq\" alt=\"\"\/><figcaption>Gilvane trabalha desde mar\u00e7o de 2019 como Uber. <br>Foto: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O tamanho das cidades tamb\u00e9m prejudica na remunera\u00e7\u00e3o, pois envolve a situa\u00e7\u00e3o da demanda de usu\u00e1rios e a dist\u00e2ncia das corridas. Normalmente, as cidades menores n\u00e3o possuem tanta procura por parte das pessoas e, consequentemente, influencia nas corridas e rendimentos das motoristas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da aposentada e motorista Gilvane Wischral, de 52 anos, que est\u00e1 como Uber desde mar\u00e7o de 2019. Ela menciona que n\u00e3o v\u00ea muitos benef\u00edcios como motorista de Uber, pois a cidade onde trabalha \u00e9 pequena. \u201cTor\u00e7o para que melhore. Eu trabalho como Uber porque adoro dirigir e fazer amizades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uber lan\u00e7a plataforma \u201cElas na dire\u00e7\u00e3o\u201d no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A empresa Uber, em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, criou a plataforma \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=77dzaihVcII\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Elas na dire\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, para incentivar e fortalecer mais mulheres a se tornarem motoristas parceiras da empresa no pa\u00eds. A plataforma tem como principal prop\u00f3sito contribuir para que essas mulheres consigam ter novas alternativas de renda e, assim, conquistar seus objetivos, independ\u00eancia pessoal e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cElas na dire\u00e7\u00e3o\u201d contar\u00e1 com a ferramenta \u201cU-Elas\u201d que permitir\u00e1 \u00e0s motoristas mulheres parceiras ter a op\u00e7\u00e3o de receber somente chamadas de passageiras mulheres. Al\u00e9m disso, elas tamb\u00e9m contar\u00e3o com parcerias no aluguel de ve\u00edculos e vendas de produtos durante as corridas, cursos presenciais e on-line sobre empoderamento pessoal e econ\u00f4mico, e atendimento presencial exclusivo nos Espa\u00e7os Uber das cidades da condutora.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto come\u00e7ou a circular em formato experimental em outubro de 2019, inicialmente para tr\u00eas cidades: Campinas, Curitiba e Fortaleza. Em mar\u00e7o deste ano, foi anunciada a expans\u00e3o para Bras\u00edlia, Belo Horizonte, Goi\u00e2nia, Manaus, Recife e Salvador. A ferramenta U-Elas est\u00e1 dispon\u00edvel para todas as motoristas Uber do pa\u00eds desde o dia 8 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem:<\/strong>&nbsp;Aline Cristiane dos Santos<br><strong>Conte\u00fado produzido para o Primeira Pauta Digital<\/strong>&nbsp;| Disciplinas de Jornal Laborat\u00f3rio I e Jornalismo Digital, 4\u00aa fase\/2020<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de possuir uma grande quantidade de condutores, dados revelam n\u00fameros pequenos referente ao sexo feminino O Brasil se tornou o segundo maior mercado da Uber no mundo. 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