{"id":1779,"date":"2020-12-18T10:49:00","date_gmt":"2020-12-18T13:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1779"},"modified":"2022-06-15T20:54:39","modified_gmt":"2022-06-15T23:54:39","slug":"profissionais-da-saude-relatam-violacao-de-direitos-durante-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2020\/12\/18\/profissionais-da-saude-relatam-violacao-de-direitos-durante-pandemia\/","title":{"rendered":"Profissionais da sa\u00fade relatam viola\u00e7\u00f5es de direitos durante pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Exposi\u00e7\u00e3o de risco, EPIs escassos e falha de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es citadas por t\u00e9cnicos de enfermagem do hospital municipal S\u00e3o Jos\u00e9 de Joinville<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Medo constante. Cansa\u00e7o psicol\u00f3gico e f\u00edsico. Estranheza \u00e0 realidade. Essas s\u00e3o as principais sensa\u00e7\u00f5es que o t\u00e9cnico de enfermagem <strong>Jo\u00e3o*<\/strong> sente atuando durante a pandemia. Ele trabalha no hospital municipal S\u00e3o Jos\u00e9, de Joinville, e faz parte da assist\u00eancia geral. Por ser do grupo de risco, Jo\u00e3o n\u00e3o atende pacientes positivados ou com suspeita de Covid-19.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da pandemia houve alguns direcionamentos do hospital, mas, segundo Jo\u00e3o, os funcion\u00e1rios n\u00e3o receberam, cada um, os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o recomendados (m\u00e1scara N-95, face shield ou \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o). S\u00f3 recebiam caso fossem atender algum paciente com suspeita de coronav\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00e9cnico s\u00f3 recebeu o face shield gra\u00e7as ao acompanhante de um paciente que era atendido no setor em que ele atuava. Por gostar do atendimento, o acompanhante \u2014 que trabalha com impress\u00e3o 3D \u2014 fez um face shield para cada pessoa da ala. \u201cIsso n\u00e3o veio do hospital\u201d, relata Jo\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, o Sindicato de Servidores P\u00fablicos de Joinville e Regi\u00e3o (Sinsej) <a href=\"https:\/\/www.sinsej.org.br\/2020\/03\/sinsej-denuncia-falta-de-orientacao-de-materiais-de-higiene-e-equipamentos-de-protecao-aos-servidores-sobre-o-covid-19\/\">denunciou<\/a> a falta de orienta\u00e7\u00f5es, equipamentos de higiene e prote\u00e7\u00e3o para os servidores da sa\u00fade que estavam atuando na pandemia. A entidade alegava que faltavam equipamentos e materiais no&nbsp;Hospital Municipal S\u00e3o Jos\u00e9, Policl\u00ednica Aventureiro I, UBSF Rio do Ferro, UBSF Rio do Ferro, Centro POP, UBSF Jardim Para\u00edso V e VI e UBSF Km 4.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Jo\u00e3o conta que no in\u00edcio a recomenda\u00e7\u00e3o era de que todos os profissionais da sa\u00fade, em caso de suspeita, fizessem a testagem. Elas aconteciam de tr\u00eas formas, de acordo com o t\u00e9cnico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira, o profissional da sa\u00fade com suspeita passava pelo pronto socorro caso apresentasse os principais sintomas da Covid-19 (febre, tosse seca, cansa\u00e7o, dores, etc). Atendendo esses crit\u00e9rios, a pessoa faria o exame de swab (via nasofaringe) \u2014 aquele do cotonete. A segunda, por meio dos testes gratuitos ofertados por uma empresa privada de Joinville. A terceira, por teste r\u00e1pido no hospital sem agendamento pr\u00e9vio. Caso houvesse vaga, o profissional podia realizar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiY2E2OTU5YjItYmI5Yy00MGU4LWFhYjMtMWZjM2IzYmY4YjEzIiwidCI6ImIzMmQwY2Y3LTA3ZGItNDZiYy1iYjNlLWI1ZTU5ZTlmODBlOSJ9\">Painel Covid-19 Joinville<\/a>, at\u00e9 o momento, 2.333 profissionais da sa\u00fade foram infectados pelo novo coronav\u00edrus. Isso representa 6,5% dos 35.634 casos confirmados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a pandemia tomando propor\u00e7\u00f5es gigantescas e profissionais da sa\u00fade testando positivo para a Covid-19, o hospital decidiu cancelar os testes que eram realizados no local, segundo Jo\u00e3o. A justificativa se dava em torno do colapso que haveria com o afastamento dos profissionais. A administra\u00e7\u00e3o achou que \u201ctalvez fosse melhor que o hospital lidasse com profissionais positivados que estariam assintom\u00e1ticos na assist\u00eancia do que simplesmente n\u00e3o ter profissional para&nbsp; atender\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de achar a decis\u00e3o ego\u00edsta, Jo\u00e3o a achou complicada pois n\u00e3o a vivenciou como administrador. \u201cVivenciei isso como profissional que n\u00e3o teve o teste realizado porque eles (testes) foram suspensos\u201d, ressalta o t\u00e9cnico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com esta decis\u00e3o, o colapso no atendimento aconteceu. \u201cEsse colapso houve porque a gente sentiu na pele, porque em uma equipe de oito t\u00e9cnicos tinha dias que ia apenas um trabalhar, pois os outros estavam de atestado&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 os servi\u00e7os necess\u00e1rios eram realizados, como curativo e medica\u00e7\u00e3o, pois algumas equipes precisavam ser remanejadas para outros setores, tornando o atendimento deficit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ENFERMEIRO-1024x653.png\" alt=\"Arte gr\u00e1fica com o depoimento de uma das fontes\" class=\"wp-image-1781\" width=\"796\" height=\"508\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O termo &#8220;gripezinha&#8221; popularizou ap\u00f3s um pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, que utilizou a express\u00e3o para minimizar a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rcxB7DsEAFQ?start=58\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/p><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, Jo\u00e3o relata que colegas vivenciaram momentos semelhantes \u00e0queles vividos por<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-51970243\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-51970243\"> profissionais da sa\u00fade na It\u00e1lia<\/a>. Pessoas com o rosto super marcado por causa dos equipamentos e jornadas de trabalho extremamente exaustivas. Mesmo com a exposi\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade, Jo\u00e3o conta que durante esse per\u00edodo n\u00e3o sofreu constrangimento ou outros tipos de exposi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e1scaras para alguns<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a t\u00e9cnica<strong> Alice*<\/strong>, que atua no mesmo hospital, relata situa\u00e7\u00e3o de constrangimento junto \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de risco. Segundo ela, antes do decreto do uso obrigat\u00f3rio de m\u00e1scaras em todos os locais, as m\u00e1scaras descart\u00e1veis n\u00e3o foram disponibilizadas para usar em todos os ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do decreto, a ger\u00eancia pedia para usar m\u00e1scaras em caso de necessidade. Contudo, em abril, a situa\u00e7\u00e3o do uso de m\u00e1scaras mudou na cidade. Us\u00e1-la passou a ser obrigat\u00f3rio para algumas atividades. O <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/noticias\/coronavirus-prefeitura-obriga-uso-da-mascara-para-algumas-atividades\/#:~:text=Com%20a%20altera%C3%A7%C3%A3o%2C%20que%20ocorre,normas%20federais%2C%20estaduais%20e%20municipais.\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/noticias\/coronavirus-prefeitura-obriga-uso-da-mascara-para-algumas-atividades\/#:~:text=Com%20a%20altera%C3%A7%C3%A3o%2C%20que%20ocorre,normas%20federais%2C%20estaduais%20e%20municipais.\">decreto N\u00ba 37.892, de 13 de abril de 2020<\/a> definia o seguinte: \u201c[&#8230;] a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00e1scara ser\u00e1 obrigat\u00f3ria para as seguintes situa\u00e7\u00f5es: Para acesso a estabelecimentos comerciais cujo funcionamento esteja autorizado pelas normas federais, estaduais e municipais. Para uso de t\u00e1xi ou transporte compartilhado de passageiros. Para o desempenho de atividades laborais em ambientes compartilhados com outras pessoas, nos setores p\u00fablico e privado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o decreto, Alice conta que o uso de m\u00e1scara no hospital, por profissionais que n\u00e3o atuavam diretamente com pacientes com Covid, ainda estava restrito. \u201cA gente colocava a m\u00e1scara (descart\u00e1vel do hospital) e saia pelo corredor. Isso era mal visto. Chamavam a aten\u00e7\u00e3o. Diziam que n\u00e3o era pra usar no corredor\u201d, conta a t\u00e9cnica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril, um colega de Alice fez uma den\u00fancia no Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren). O \u00f3rg\u00e3o foi at\u00e9 o hospital e regularizou a situa\u00e7\u00e3o. \u201cFoi liberado o uso de m\u00e1scara em todos os ambientes, para todas as pessoas\u201d, diz Alice.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para confirmar a den\u00fancia, foi encaminhado um e-mail ao Coren. A assessoria do \u00f3rg\u00e3o informou: \u201cTodos os processos decorrentes de den\u00fancias s\u00e3o sigilosos e as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o repassadas apenas \u00e0s partes envolvidas. Apenas quando h\u00e1 encaminhamento para o Departamento Jur\u00eddico para ser alvo de alguma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, a\u00ed sim fazemos a divulga\u00e7\u00e3o dos tr\u00e2mites\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O erro na comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi um ponto destacado por Alice: \u201cTivemos direitos violados com certeza. Teve falta de comunica\u00e7\u00e3o daquilo que era pra ser feito da forma mais correta\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Jo\u00e3o, Alice n\u00e3o atendeu pacientes com Covid-19.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente dos dois, a t\u00e9cnica <strong>Ana*<\/strong> trabalha na UTI de Covid desde o come\u00e7o da pandemia. Para o pessoal que lida direto com o v\u00edrus n\u00e3o faltou nenhum EPI (face shield, \u00f3culos, m\u00e1scaras, avental).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, segundo ela, alguns profissionais da \u00e1rea n\u00e3o receberam a insalubridade de grau m\u00e1ximo. No S\u00e3o Jos\u00e9, os profissionais recebem insalubridade de grau m\u00e9dio, pois, conforme Ana, \u201celes (o hospital) dizem que os profissionais n\u00e3o trabalham com agente biol\u00f3gico\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/enit.trabalho.gov.br\/portal\/images\/Arquivos_SST\/SST_NR\/NR-15-atualizada-2019.pdf\">Norma Regulamentadora 15<\/a>, se caracteriza insalubridade de grau m\u00e1ximo&nbsp;\u201ctrabalho ou opera\u00e7\u00f5es em contato permanente com&nbsp; pacientes em isolamento por doen\u00e7as infectocontagiosas, bem como objetos de seu uso, n\u00e3o previamente esterilizados; carnes, gl\u00e2ndulas, v\u00edsceras, sangue, ossos, couros, p\u00ealos e deje\u00e7\u00f5es de animais portadores de doen\u00e7as infecto-contagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose); esgotos (galerias e tanques); e lixo urbano (coleta e industrializa\u00e7\u00e3o)\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns funcion\u00e1rios s\u00f3 passaram a receber insalubridade de grau m\u00e1ximo porque fizeram \u201cpress\u00e3o\u201d no hospital. Ana explica que o S\u00e3o Jos\u00e9 passou a fazer um memorando (documento oficial) no <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/servicos\/acessar-sistema-eletronico-de-informacoes-sei\/\">Sistema Eletr\u00f4nico de Informa\u00e7\u00e3o (SEI)<\/a> \u2014 sistema de gest\u00e3o de processos e documentos eletr\u00f4nicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todo dia 6, por exemplo, a chefia faz o memorando com o nome de quem vai trabalhar nas alas da Covid. Este documento vale por um m\u00eas, que seria o pr\u00f3ximo pagamento. Por\u00e9m, se Ana tiver que&nbsp;trabalhar agora, como explica, at\u00e9 m\u00eas que vem na ala Covid n\u00e3o receber\u00e1 esse per\u00edodo de insalubridade porque o nome dela n\u00e3o vai estar no memorando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras situa\u00e7\u00f5es destacadas por Ana se referem tamb\u00e9m \u00e0 falta de comunica\u00e7\u00e3o. Segundo ela, muitas vezes os t\u00e9cnicos de enfermagem n\u00e3o s\u00e3o informados dos pacientes que est\u00e3o com suspeita de Covid. Ela deu um exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na metade de novembro, a equipe da qual Ana faz parte cuidava de uma paciente com suspeita da doen\u00e7a, mas eles n\u00e3o sabiam disso. \u201cSe quer havia sido coletado o swab para detectar ou n\u00e3o a contamina\u00e7\u00e3o por Covid. Eu trabalhei com ela na segunda, ter\u00e7a, quarta. Hoje (quinta-feira) chegou o swab como positivo\u201d, relata Ana. \u201cIsso eu acho uma afronta aos direitos de todo o trabalhador [&#8230;]. \u00c9 nosso direito saber se um paciente \u00e9 suspeito ou n\u00e3o para que assim a gente possa utilizar os EPIs adequados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Jo\u00e3o, Ana tamb\u00e9m foi cr\u00edtica \u00e0 decis\u00e3o do hospital de trabalhar com profissionais assintom\u00e1ticos ao inv\u00e9s de afast\u00e1-los por temor a um poss\u00edvel colapso no atendimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje temos muitos funcion\u00e1rios afastados e grande parte deles positivaram. E a demora desse exame, que leva de sete a dez dias, \u00e9 um absurdo. Muitos funcion\u00e1rios j\u00e1 voltaram a trabalhar sem saber o resultado do seu exame. Essa semana duas funcion\u00e1rias voltaram a trabalhar depois de sete dias e os resultados dos exames ainda n\u00e3o sa\u00edram.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo tendo os direitos violados, Jo\u00e3o, Alice e Ana n\u00e3o fizeram uma den\u00fancia no disque 100, \u201cservi\u00e7o de dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre direitos de grupos vulner\u00e1veis e de den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos\u201d. Ana diz que houve algumas reclama\u00e7\u00f5es para a comiss\u00e3o de controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar (CCIH) do hospital e para a ger\u00eancia, que conversou com os profissionais e prometeu melhorar a situa\u00e7\u00e3o. \u201cPura demagogia\u201d, diz a t\u00e9cnica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outro lado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da assessoria, o Secret\u00e1rio Municipal da Sa\u00fade de Joinville e Diretor-Presidente do Hospital Municipal S\u00e3o Jos\u00e9, Jean Rodrigues da Silva, informou que no in\u00edcio da pandemia os materiais estavam restritos, mas n\u00e3o faltaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Disse tamb\u00e9m que foram dadas orienta\u00e7\u00f5es a todos os profissionais da rede sobre o uso correto dos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, para refor\u00e7ar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre como evitar os riscos de contamina\u00e7\u00e3o no momento de desparamentar ap\u00f3s o atendimento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/coletiva-1024x578.jpeg\" alt=\"Prefeito de Joinville sentado \u00e0 mesa junto do Secret\u00e1rio de Sa\u00fade  \" class=\"wp-image-1792\" width=\"770\" height=\"434\"\/><figcaption><sup>Jean Rodrigues da Silva (direita) junto do prefeito Udo D\u00f6hler (esquerda) no in\u00edcio da pandemia \/ <strong>Foto: Patr\u00edcia Della Justina, AN <\/strong><\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Sobre a testagem, o secret\u00e1rio explicou: \u201cUma das nossas preocupa\u00e7\u00f5es desde o in\u00edcio da pandemia era poder testar os profissionais de sa\u00fade. Por\u00e9m no come\u00e7o s\u00f3 havia a disponibilidade do exame swab (via nasofaringe) para sintom\u00e1ticos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A coleta era feita somente dentro dos crit\u00e9rios da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica do Estado, pois&nbsp; o material ia para an\u00e1lise apenas no Lacen (Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica de Santa Catarina). \u201cAssim que conseguimos novas oportunidades de testagem, foi ofertado a todos os servidores da Secretaria da Sa\u00fade de Joinville e do Hospital Municipal S\u00e3o Jos\u00e9.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A assessoria do secret\u00e1rio disse que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 insalubridade o grau \u00e9 definido pela <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/sgp\/\">Secretaria de Gest\u00e3o de Pessoas (SGP)<\/a>, respons\u00e1vel pela \u00e1rea da seguran\u00e7a do trabalho.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio tamb\u00e9m foi indagado, por meio da assessoria, sobre situa\u00e7\u00f5es relatadas por Alice e Ana, como o fato da administra\u00e7\u00e3o chamar aten\u00e7\u00e3o dos profissionais que utilizavam m\u00e1scaras em todos os locais (mesmo o decreto obrigando isso) e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de comunica\u00e7\u00e3o referente aos casos suspeitos de Covid. Mas at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem n\u00e3o foram obtidas estas respostas. Caso elas cheguem, a reportagem ser\u00e1 atualizada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Den\u00fancias no disque 100<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Das 120.408 den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos, feitas entre maio e junho, 18.586 est\u00e3o relacionadas \u00e0 covid-19, segundo o Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos. Nesse per\u00edodo, foram mais de 100 den\u00fancias feitas todos os dias no Brasil. Todas envolvendo a pandemia. O gr\u00e1fico abaixo mostra, em n\u00fameros, as&nbsp; den\u00fancias feitas em Santa Catarina.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Prancheta-1-968x1024.png\" alt=\"Arte Gr\u00e1frica | Den\u00fancias ao Disque 100\" class=\"wp-image-1787\" width=\"674\" height=\"713\"\/><figcaption><sup>Fonte: Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos<\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>No estado catarinense, a maioria das viola\u00e7\u00f5es, envolvendo a Covid-19, est\u00e3o associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade. Al\u00e9m disso, a lista de transgress\u00f5es inclui exposi\u00e7\u00e3o, constrangimento, ass\u00e9dio moral, amea\u00e7a, agress\u00e3o f\u00edsica, tortura ps\u00edquica, maus tratos e les\u00e3o corporal.<\/p>\n\n\n\n<p><sub><strong>* Para resguardar a identidade das fontes, foram utilizados nomes fict\u00edcios na reportagem<\/strong><\/sub><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem e Artes:<\/strong>&nbsp;Kevin Eduardo<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem narra situa\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o de direitos vividas por profissionais da sa\u00fade, do hospital municipal S\u00e3o Jos\u00e9, de Joinville. <\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2716,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[244],"tags":[202,261,262,263,29,205,264],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779"}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1779"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2717,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions\/2717"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}