{"id":1825,"date":"2020-12-17T14:19:01","date_gmt":"2020-12-17T17:19:01","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=1825"},"modified":"2025-07-04T20:04:55","modified_gmt":"2025-07-04T23:04:55","slug":"primeiro-rpg-brasileiro-completa-29-anos-em-dezembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2020\/12\/17\/primeiro-rpg-brasileiro-completa-29-anos-em-dezembro\/","title":{"rendered":"Primeiro RPG brasileiro completa 29 anos em dezembro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Com quase tr\u00eas d\u00e9cadas de hist\u00f3ria, Tagmar continua sendo atualizado e est\u00e1 na terceira edi\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao rolar os dados, sucesso! Voc\u00ea tirou 20, o resultado m\u00e1ximo, e acertou o inimigo em cheio. J\u00e1 seus amigos n\u00e3o tiveram resultados t\u00e3o bons. Fl\u00e1via tirou dois e acabou trope\u00e7ando nas ra\u00edzes de uma \u00e1rvore enquanto corria na dire\u00e7\u00e3o do ogro. Bruno conseguiu acertar s\u00f3 de rasp\u00e3o com sua espada. Apesar de ogros serem criaturas fortes e grandes, este ficou atordoado com o ataque cr\u00edtico e fugiu mata adentro por estar sozinho. O confronto foi vencido, mas ser\u00e1 que o ogro vai esquecer das cicatrizes?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/gif1.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1827\" width=\"578\" height=\"326\"\/><figcaption>Fonte: Tenor<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 um exemplo de como uma partida do jogo pode se desenrolar durante um combate. A imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 o limite nos RPGs. \u00c9 isso que torna o g\u00eanero t\u00e3o viciante e querido por muitos. Al\u00e9m da jogabilidade em si, se reunir com os amigos em volta de uma mesa para jogar \u00e9 a ess\u00eancia do RPG. Uma experi\u00eancia que s\u00f3 esse tipo de jogo pode proporcionar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto2-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1828\"\/><figcaption>&nbsp;Em volta da mesa cheia de amigos: \u00e9 assim que uma partida de RPG tem que ser! Fonte: Mariana Scherer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 1991 pela Editora GSA, <a href=\"https:\/\/www.tagmar.com.br\/\">Tagmar<\/a> \u00e9 um RPG de fantasia medieval do in\u00edcio dos anos 90 que trouxe uma grande novidade para a \u00e9poca. Em um \u00fanico livro, reuniu tudo que um RPG precisava para uma boa partida: regras, magias, itens, ambienta\u00e7\u00f5es, criaturas e uma aventura pronta. J\u00e1 outros RPGs anteriores a este eram importados e vinham em v\u00e1rios livros, o que dificultava o acesso dos jogadores e tamb\u00e9m tornava a experi\u00eancia muito mais cara.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas afinal, o que \u00e9 RPG? Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar na sigla ou at\u00e9 mesmo conhece como \u201cRPG de mesa\u201d. A abrevia\u00e7\u00e3o vem do ingl\u00eas, que significa <em>Role-Playing Game, <\/em>ou seja, um jogo de interpreta\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is. Os jogadores se re\u00fanem tradicionalmente em uma mesa e cada um interpreta um personagem com certa liberdade por meio das regras do jogo, que podem ser diferentes dependendo do sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As regras s\u00e3o essenciais para guiar os jogadores e o mestre, que \u00e9 quem conduz, narra e descreve os locais, aventuras, desafios, pessoas, entidades e monstros da partida, que podem ser reais ou fict\u00edcios. O jogador pode embarcar em uma aventura ao espa\u00e7o, em um cen\u00e1rio como o de Star Wars e at\u00e9 cavalgar pelos campos da Terra-M\u00e9dia e enfrentar Goblins.<\/p>\n\n\n\n<p>Os RPGs s\u00e3o jogos mais colaborativos e sociais que competitivos. Uma t\u00edpica partida re\u00fane os participantes em um time para sa\u00edrem em uma jornada. De certa forma, no RPG n\u00e3o h\u00e1 ganhadores e perdedores, diferente dos jogos de carta, tabuleiro, entre outros. O jogo faz com que os participantes trabalhem a empatia e a coletividade, uma vez que o grupo depende de todos para que a campanha tenha sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cfim\u201d do jogo depende do desenrolar da hist\u00f3ria e das decis\u00f5es dos jogadores. Uma campanha, que \u00e9 uma s\u00e9rie de aventuras interligadas, pode acabar no mesmo dia e at\u00e9 levar meses ou anos. Para Mateus Dottein, mestre de jogo de RPG h\u00e1 dez anos, continuar uma campanha \u00e9 muito mais interessante que sempre come\u00e7ar uma nova. \u201cOs jogadores se apegam aos personagens. Podemos acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da trama e das suas habilidades dessa forma\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O RPG de mesa veio dos <em>wargames<\/em>, jogos de guerra em formato de tabuleiro de estrat\u00e9gia militar, que podiam ser reais ou fict\u00edcios. No final da d\u00e9cada de 60, elementos de fantasia foram cada vez mais sendo incorporados a esse tipo de jogo. Em 1974 nos EUA, Gary Gygax e Dave Arneson lan\u00e7aram <a href=\"https:\/\/dnd.wizards.com\/\">Dungeons &amp; Dragons<\/a>, popularmente conhecido como D&amp;D, o primeiro RPG da hist\u00f3ria. Contando com um sistema D20 (que usa um dado de 20 lados), o jogo j\u00e1 era uma febre na \u00e9poca de 80 e em 83 deu origem ao desenho animado Caverna do Drag\u00e3o, que ficou muito popular no Brasil atrav\u00e9s da estreia em 86 pela Rede Globo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/fotocavernadodragao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1829\"\/><figcaption><strong>&nbsp;<\/strong>Fonte: Caverna do Caruso<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Brasil, durante a d\u00e9cada de 80, D&amp;D ainda n\u00e3o tinha sido lan\u00e7ado oficialmente, e nenhum sistema de RPG brasileiro tinha sido criado, mas os entusiastas do jogo deram um jeito para ter acesso a ele. A &#8220;gera\u00e7\u00e3o xerox&#8221; ficou conhecida por conseguir jogar atrav\u00e9s de c\u00f3pias e impress\u00f5es feitas em cima de v\u00e1rios livros de RPGs &#8211; trazidos do exterior por parentes ou amigos &#8211; mas sobretudo de Dungeons &amp; Dragons. Quem sabia ingl\u00eas, poderia traduzir ou mestrar o jogo. Assim, ele se popularizou pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi em 1985 que Marcelo Rodrigues come\u00e7ou a jogar RPG, o AD&amp;D (Advanced Dungeons &amp; Dragons), e montou um grupo com seus amigos Ygor, J\u00falio e Leonardo para poderem jogar. Tr\u00eas anos depois, em 1988, ele sugeriu para o mestre do grupo de fazerem seu pr\u00f3prio jogo. \u201cPorque a gente n\u00e3o faz nosso RPG? A ideia \u00e9 bem simples, n\u00e3o tem ningu\u00e9m, a gente t\u00e1 sozinho no mercado\u201d, conta. Por conta de sua gradua\u00e7\u00e3o em engenharia e trabalhar com engenharia eletr\u00f4nica, ele analisou o sistema que D&amp;D utilizava e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o era t\u00e3o complexo como se acreditava na \u00e9poca. \u201cEu olhei pra mec\u00e2nica matem\u00e1tica atr\u00e1s do D&amp;D e era uma mec\u00e2nica bobinha, tinha nada demais\u201d, explica. Segundo ele, havia outros RPGs com tem\u00e1ticas muito mais complexas, como Rolemaster, Star Frontiers e Paranoia.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao sucesso que D&amp;D obteve, a ideia era fazer um RPG comercial tamb\u00e9m. Eles come\u00e7aram a desenvolver o sistema em pequenas partes, at\u00e9 terminarem a parte mais t\u00e9cnica do jogo em 1990. O problema chegou quando tiveram que escrever a hist\u00f3ria. \u201cO livro de RPG \u00e9 um manual, significa que voc\u00ea tem que escrever uma regra para outra pessoa entender aquilo\u201d, diz. Para ele, n\u00e3o se trata apenas de escrever uma hist\u00f3ria, mas conseguir escrever de um jeito que todas as pessoas consigam entender. A partir disso, o grupo se dividiu nas tarefas. Leonardo, jornalista, ficou com a fun\u00e7\u00e3o da escrita e boa parte da ambienta\u00e7\u00e3o. Ygor era o publicit\u00e1rio e J\u00falio contribuiu com a constru\u00e7\u00e3o das magias e criaturas.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do grupo era fundar uma empresa, ent\u00e3o foi criada a Editora GSA. Assim, eles n\u00e3o s\u00f3 criaram Tagmar como publicaram o jogo. Conforme Marcelo, ocorreu um pequeno atraso no lan\u00e7amento em 91. O jogo, que era para ter sido lan\u00e7ado em outubro, acabou ficando para o fim do ano. \u201cAcabou saindo quase na v\u00e9spera do natal. A gente perdeu o natal daquele ano, infelizmente\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tagmar foi o primeiro RPG brasileiro, e por pouco n\u00e3o foi o primeiro no Brasil. No in\u00edcio de dezembro, o jogo GURPS (Generic and Universal Role Playing System) foi trazido dos Estados Unidos e lan\u00e7ado no pa\u00eds pela editora Devir, ganhando o posto de primeiro RPG oficial do Brasil.Tagmar fez sucesso e vendeu bem por conta do mercado que ainda era muito recente e tinha pouca concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As dificuldades come\u00e7aram a surgir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 GSA quando eles perceberam que administrar uma editora n\u00e3o era t\u00e3o simples. \u201cA gente sabia fazer RPG, mas a gente n\u00e3o entendia nada de vender\u201d, explica Marcelo. O grupo levou um tempo para compreender que precisavam de um distribuidor, um canal de divulga\u00e7\u00e3o, publicidade, marketing, e segundo ele, essa foi uma das falhas da editora.<\/p>\n\n\n\n<p>Na metade dos anos 90 aconteceu uma crise no mercado, em decorr\u00eancia da Editora Abril ter trazido D&amp;D oficialmente para o Brasil. Os livros eram caros e para poder jogar uma partida era necess\u00e1rio ter no m\u00ednimo tr\u00eas deles. Conforme Marcelo Rodrigues, \u201cRPG virou sin\u00f4nimo de encalhe\u201d. As empresas que compraram D&amp;D n\u00e3o conseguiam vender e o mercado ficou saturado.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, as vendas de Tagmar tamb\u00e9m foram decaindo. \u201cA gente n\u00e3o tinha escala, n\u00e3o tinha volume, e o que aconteceu era que n\u00e3o dava pra viver de RPG, basicamente\u201d, conclui. Assim, a empresa encerrou suas atividades em 97 e cada um do grupo seguiu sua vida. \u201cN\u00e3o \u00e9 que a empresa faliu, a gente simplesmente desistiu, n\u00e3o tinha d\u00edvidas\u201d, conta. O jogo saiu de linha e ficou em hiato durante alguns anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na virada do s\u00e9culo, atrav\u00e9s de seu sobrinho, Marcelo descobriu que algu\u00e9m estava publicando alguns livros para download na internet. \u201cEu entrei em contato com o administrador do site e consegui conversar com ele e pedi para retirar o conte\u00fado\u201d, menciona. Claramente, a p\u00e1gina n\u00e3o possu\u00eda licen\u00e7a para postar os materiais, mas Marcelo acabou gostando do \u201cservi\u00e7o\u201d e conversou com os autores para eles darem a autoriza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para que o site pudesse postar do jeito certo. \u201cEu juntei o pessoal e falei: \u201cP\u00f4, vamos liberar esse material que est\u00e1 parado a\u00ed, a gente nem est\u00e1 ganhando dinheiro\u201d, explica. Em 2004 os direitos comerciais de Tagmar foram liberados.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois, Marcelo resolveu criar seu pr\u00f3prio f\u00f3rum, o Projeto Tagmar 2, para poder postar o material. A inten\u00e7\u00e3o era revisar e atualizar o RPG com participa\u00e7\u00e3o coletiva. \u201cEu avisei em alguns grupos que dia tal ia come\u00e7ar, e no dia marcado j\u00e1 tinha 50 pessoas. As pessoas ficaram alucinadas, \u201cvamos fazer\u201d\u201d, destaca. Para ele, o trabalho coletivo consegue produzir uma quantidade de material muito grande, \u00e0 custo zero. O projeto foi criado utilizando os moldes de Open Source. Nesse tipo de licen\u00e7a, os produtos s\u00e3o criados atrav\u00e9s de trabalho volunt\u00e1rio e todo material fica com uma licen\u00e7a Creative Commons, parecido com dom\u00ednio p\u00fablico, mas com a restri\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter uso comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de lan\u00e7ar a vers\u00e3o 2.0 do jogo em 2005, o projeto n\u00e3o parou por a\u00ed. V\u00e1rios outros livros foram atualizados, regras e habilidades revisadas e adicionadas, criaturas novas criadas. Depois dessa evolu\u00e7\u00e3o, o Tagmar 2.1 nasceu, logo depois o 2.2 e o 2.3. \u201cA gente ia lan\u00e7ar o Tagmar 2.4, mas fizemos tantas mudan\u00e7as que isso n\u00e3o era mais uma pequena atualiza\u00e7\u00e3o, era uma grande atualiza\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o em 2018 surgiu o Tagmar 3\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto continua at\u00e9 hoje, com uma m\u00e9dia de dois a tr\u00eas lan\u00e7amentos por ano. Todo o material se encontra dispon\u00edvel no site Tagmar para leitura e <a href=\"https:\/\/tagmar.com.br\/DownLoads\/\">download gratuito<\/a>, e pode ser impresso e encadernado em uma gr\u00e1fica para ter o material em m\u00e3os e jogar com mais facilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dos livros \u00e0 vida real<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ilustrador e escritor Dom\u00eanico Gay entrou em contato com o RPG no in\u00edcio da d\u00e9cada de 90. Na \u00e9poca, seu grupo de amigos escrevia e desenhava hist\u00f3rias em quadrinhos atrav\u00e9s do jornal da escola em que estudavam, onde eles publicavam as cria\u00e7\u00f5es. Em um dos an\u00fancios no jornal, um mestre de RPG estava atr\u00e1s de potenciais jogadores. \u201cEu fiquei curioso e fui procurar o cara. Acabei entrando no meu primeiro grupo de RPG\u201d, conta. Logo em seguida, Dom\u00eanico comprou seu primeiro livro do g\u00eanero e come\u00e7ou a mestrar para o grupo do jornal, e mais tarde, eles tiveram contato com v\u00e1rios t\u00edtulos que foram lan\u00e7ados na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s jogar Vampiro: A M\u00e1scara com seu grupo, foi criado entre eles um projeto de LARP (<em>Live Action Role-Playing<\/em>), em portugu\u00eas, jogo de interpreta\u00e7\u00e3o ao vivo. Comumente chamado de Live Action, \u00e9 considerado uma varia\u00e7\u00e3o ou uma evolu\u00e7\u00e3o de RPG. Nele, o local escolhido \u00e9 utilizado como o cen\u00e1rio da partida ao vivo e o mestre atua como narrador e mediador, mas de uma forma diferente como no tradicional RPG. Como o cen\u00e1rio \u00e9 real e n\u00e3o fict\u00edcio, o mestre n\u00e3o precisa descrev\u00ea-lo, apenas definir o tema ou a hist\u00f3ria do Live Action. No LARP tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o utilizados dados, caracter\u00edstica essencial para o RPG comum. Quem v\u00ea de fora poderia confundir uma partida com uma festa \u00e0 fantasia, uma pe\u00e7a de teatro e at\u00e9 mesmo um evento medieval.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto3-1008x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1830\"\/><figcaption>Live actions da d\u00e9cada de 90 de Vampiro: A M\u00e1scara, que fizeram parte do projeto Pelotas by Night \/ Acervo: Dom\u00eanico Gay<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s manter essas lives por cinco anos, foi organizado um encontro regional de LARP na cidade. \u201cDepois disso eu sempre me mantive ativo dentro do cen\u00e1rio de RPG da regi\u00e3o. Participando dos poucos eventos de LARP que tivemos por aqui, mestrando onde podia, procurando grupos novos\u201d, explica. Por conta disso, Dom\u00eanico come\u00e7ou a utilizar os conhecimentos em desenho para procurar uma carreira como ilustrador de RPG.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro projeto de RPG que ele contribuiu foi Tagmar 2.0, em 2005. \u201cEles precisavam de ilustradores, ent\u00e3o eu entrei em contato e fiz uma s\u00e9rie de ilustra\u00e7\u00f5es. Foi a primeira vez que meu trabalho foi publicado de fato\u201d, diz. Ele conta que esse projeto trouxe uma certa visibilidade para sua carreira de RPG no pa\u00eds, mesmo ele j\u00e1 tendo participado de hist\u00f3rias em quadrinhos e trabalhos independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, ele inaugurou a Taverna do Valhalla, um lugar onde as pessoas podiam se reunir para jogar e discutir sobre RPG, boardgame, cardgame, beber hidromel e participar de Swordplay, um jogo de espadas (ou outras armas) onde \u00e9 encenada uma luta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/gif2.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1831\" width=\"581\" height=\"387\"\/><figcaption><strong>&nbsp;<\/strong>Exemplo de batalha estilo medieval de Swordplay \/ Fonte: Chuck McCarthy<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEu tenho um espa\u00e7o f\u00edsico muito grande e a regi\u00e3o n\u00e3o tinha nenhuma loja especializada de RPG, ent\u00e3o uni o \u00fatil ao agrad\u00e1vel\u201d, explica. Hoje, a Taverna n\u00e3o existe mais, assim como qualquer empreendimento, exige um bocado de manuten\u00e7\u00e3o. \u201cEu estou mais interessado em me dedicar \u00e0 carreira de ilustrador e menos em manter o local\u201d completa. Ele conta que ainda tem a inten\u00e7\u00e3o de produzir algum projeto mais espor\u00e1dico ligado ao Sword Play, que n\u00e3o existe na regi\u00e3o de Pelotas, e segundo ele, \u201cfaz um pouco mais de falta\u201d. Hoje, Dom\u00eanico n\u00e3o trabalha s\u00f3 como ilustrador, mas como escritor e autor de RPG.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Reportagem: Pauline\u200c \u200cRamlow\u200c&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado original do Primeira Pauta Impresso, Edi\u00e7\u00e3o 154 <\/strong>\u2502Disciplina Jornal Laborat\u00f3rio I, 4\u00aa Fase\/2020.<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com quase tr\u00eas d\u00e9cadas de hist\u00f3ria, Tagmar continua sendo atualizado e est\u00e1 na terceira edi\u00e7\u00e3o Ao rolar os dados, sucesso! Voc\u00ea tirou 20, o resultado m\u00e1ximo, e acertou o inimigo em cheio. J\u00e1 seus amigos n\u00e3o tiveram resultados t\u00e3o bons. 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