{"id":345,"date":"2018-06-06T21:32:09","date_gmt":"2018-06-07T00:32:09","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=345"},"modified":"2022-06-22T19:42:49","modified_gmt":"2022-06-22T22:42:49","slug":"com-as-bombas-normalizadas-desafio-agora-sao-os-precos-dos-combustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2018\/06\/06\/com-as-bombas-normalizadas-desafio-agora-sao-os-precos-dos-combustiveis\/","title":{"rendered":"Com abastecimento normalizado, desafio s\u00e3o os pre\u00e7os do combust\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p>Desde s\u00e1bado, 2, a gasolina est\u00e1 sendo vendida nas refinarias por R$2,0113, mas esse n\u00e3o \u00e9 o pre\u00e7o pago pelo consumidor, j\u00e1 que os postos de combust\u00edveis estipulam os valores tendo como base o valor m\u00e9dio do mercado e o lucro sobre o valor inicial. Na segunda, 4, todos os postos de Joinville j\u00e1 haviam recebido o combust\u00edvel. Alguns deles, que vendem a gasolina podium, composto especial, estavam aguardando caminh\u00f5es de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Devido a greve dos caminhoneiros, o diesel teve uma baixa de 0,46 centavos, estipulada em acordo com o governo federal. Por\u00e9m, segundo o Sindicato do Com\u00e9rcio Varejista de Derivados de Petr\u00f3leo (Sindipetro), ainda haver\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es para definir de que forma esse valor ser\u00e1 aplicado nas bombas, j\u00e1 que algumas distribuidoras e postos ainda tem diesel que foi adquirido pelo valor anterior, antes da redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso porque durante a greve muitos postos ficaram sem gasolina, mas ainda vendiam diesel, devido \u00e0 baixa demanda do produto ao longo da paralisa\u00e7\u00e3o. Nos lugares que ainda comercializavam gasolina, as filas eram enormes, como explica Tha\u00eds da Cunha, 21, analista de engenharia. Na sexta-feira, 25, ela ficou 30 minutos na fila do posto para abastecer seu carro. Nos nove dias em que a greve durou, Tha\u00eds apenas utilizou o autom\u00f3vel para ir trabalhar, j\u00e1 que mora na zona sul da cidade e trabalha na zona norte. Preferiu economizar combust\u00edvel e apenas ir at\u00e9 o trabalho, j\u00e1 que considera os hor\u00e1rios de \u00f4nibus muito ruins.<\/p>\n<p>Com a falta de gasolina, apenas um posto da cidade recebeu combust\u00edvel, mas esse estava dispon\u00edvel apenas para carros oficiais de \u00f3rg\u00e3os do munic\u00edpio. A distribui\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser feita na quarta-feira, 30. Com a gasolina escassa nos \u00faltimos dias de paralisa\u00e7\u00e3o, o Procon de Joinville precisou trabalhar muito para averiguar se o com\u00e9rcio da cidade n\u00e3o estava cobrando pre\u00e7os abusivos. Um posto de gasolina no bairro Vila Nova que ainda tinha gasolina, foi autuado por cobrar R$5,00 reais o litro do combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Com a m\u00e9dia do pre\u00e7o da gasolina ultrapassando os R$ 4, o jeito \u00e9 economizar, como explica Wildson Ribeiro, 47, ferramenteiro na Krona, \u201cH\u00e1 outras op\u00e7\u00f5es para transitar, o \u00f4nibus, moto e at\u00e9 a bicicleta, isso vai depender do percurso a ser trafegado\u201d.<\/p>\n<p>O gerente do posto Ipiranga, no bairro Floresta, Bruno da Silva, ficou sem gasolina para vender de s\u00e1bado, 26, at\u00e9 a ter\u00e7a-feira, 29. O combust\u00edvel chegou apenas na quarta-feira, 30. O local ainda n\u00e3o estava vendendo o diesel, pois o produto ainda n\u00e3o havia chegado. A gasolina estava custando R$ 4,09. At\u00e9 a sexta-feira, 1, o abastecimento dos postos da cidade ainda n\u00e3o estava totalmente normalizado. Segundo o Sindipetro, a base de Guaramirim, que abastece Joinville, trabalhou durante todo o feriado de Corpus Christi.<\/p>\n<h3><strong>Justi\u00e7a impede greve dos petroleiros<\/strong><\/h3>\n<p>Se a greve dos caminhoneiros se prolongou por mais de dez dias, o mesmo n\u00e3o ocorreu com a paralisa\u00e7\u00e3o dos petroleiros, trabalhadores que atuam na ind\u00fastria do petr\u00f3leo. Mesmo tendo um car\u00e1ter de advert\u00eancia, com dura\u00e7\u00e3o prevista para tr\u00eas dias, a greve foi considerada ilegal e encerrada antes mesmo de causar qualquer impacto na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto a greve dos caminhoneiros completava uma semana, com as negocia\u00e7\u00f5es ainda indefinidas, a Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP) e suas entidades afiliadas decidiram fazer uma greve de advert\u00eancia de 72 horas, marcada para come\u00e7ar dali a tr\u00eas dias, em 30 de maio. O objetivo era interromper o trabalho nas refinarias para exigir que o governo federal reduzisse o pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha e dos combust\u00edveis, al\u00e9m de denunciar amea\u00e7as de privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras e pedir a demiss\u00e3o do agora ex-presidente da empresa, Pedro Parente.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, coordenada por uma federa\u00e7\u00e3o e seus bra\u00e7os sindicais, foi rapidamente considerada ilegal pela ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria de Assis Calsing. O \u00f3rg\u00e3o concedeu liminar a favor da Advocacia Geral da Uni\u00e3o, que registrava que o desabastecimento poderia piorar ainda mais caso a greve de advert\u00eancia fosse mantida. Caso n\u00e3o cumprisse a determina\u00e7\u00e3o, a multa di\u00e1ria \u00e0 FUP seria de R$ 500 mil.<\/p>\n<p>A entidade se defendeu e, em artigo publicado no site oficial, alegou que j\u00e1 havia aprovado uma greve nacional antes de iniciarem os protestos dos caminhoneiros, \u201cpara deter a escalada descontrolada de aumentos do g\u00e1s de cozinha e dos derivados, cobrando a retomada da produ\u00e7\u00e3o a plena carga das refinarias e o fim das importa\u00e7\u00f5es de derivados\u201d. Com o t\u00edtulo \u201cN\u00e3o nos calar\u00e3o\u201d, o texto denuncia a tentativa de criminaliza\u00e7\u00e3o do movimento e registra que \u201cessa multa abusiva e extorsiva jamais seria aplicada contra os empres\u00e1rios que submetem o pa\u00eds a locautes para se beneficiarem pol\u00edtica e economicamente\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo com o fim prematuro do movimento, a FUP considera que a greve cumpriu sua miss\u00e3o e ainda atribui a queda de Pedro Parente \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o encampada pela federa\u00e7\u00e3o. Em Santa Catarina, de acordo com um balan\u00e7o publicado no site da entidade, trabalhadores do Edif\u00edcio Administrativo da Transpetro de Joinville (Ediville) e dos terminais de Bigua\u00e7u (Tegua\u00e7u), S\u00e3o Francisco do Sul (Tefran) e de Itaja\u00ed (Teja\u00ed) paralisaram as atividades e se deslocaram at\u00e9 o Terminal de Guaramirim (Temirim) para a realiza\u00e7\u00e3o de um ato conjunto na manh\u00e3 no primeiro dia de paralisa\u00e7\u00e3o, na quarta-feira (30). A FUP tamb\u00e9m se defendeu alegando que n\u00e3o havia qualquer risco de desabastecimento em virtude da paralisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Reportagem: Fernanda Eliza<\/em><br \/>\n<em>Foto: Mariana Costa<\/em><br \/>\n<strong>Conte\u00fado original do Primeira Pauta Impresso, Edi\u00e7\u00e3o 139<\/strong><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde s\u00e1bado, 2, a gasolina est\u00e1 sendo vendida nas refinarias por R$2,0113, mas esse n\u00e3o \u00e9 o pre\u00e7o pago pelo consumidor, j\u00e1 que os postos de combust\u00edveis estipulam os valores tendo como base o valor m\u00e9dio do mercado e o lucro sobre o valor inicial. 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