{"id":3541,"date":"2022-06-29T21:16:59","date_gmt":"2022-06-30T00:16:59","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirapautadev.ielusc.br\/?p=3541"},"modified":"2025-07-04T20:12:25","modified_gmt":"2025-07-04T23:12:25","slug":"a-cultura-quer-ser-noticia-mas-onde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2022\/06\/29\/a-cultura-quer-ser-noticia-mas-onde\/","title":{"rendered":"A cultura quer ser not\u00edcia. Mas onde?"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ter olhos de lince para perceber que a cultura sumiu do notici\u00e1rio joinvilense. Com o encolhimento das reda\u00e7\u00f5es e o estreitamento da pauta, a editoria ganhou enfim o carimbo de desimportante, s\u00f3 dando as caras quando o assunto \u00e9 Festival de Dan\u00e7a, Bolshoi, Juarez Machado ou outro evento de vulto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ironia \u00e9 que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o se precisava tanto da arte e da cultura como agora, pandemia correndo solta e a sociedade se olhando no espelho em busca de uma cara que fa\u00e7a sentido em meio a tanta perda, dor e medo. Mas n\u00e3o. Aparentemente, a classe n\u00e3o vale o esfor\u00e7o e, para piorar, de uns tempos para c\u00e1, artistas e produtores t\u00eam sido taxados de in\u00fateis e sanguessugas do dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Esquecidos na pauta, o distanciamento dos assuntos culturais locais aumenta at\u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o em geral os perca de vista, sem sentir falta. Ser\u00e1 que as vozes art\u00edsticas de uma comunidade importam t\u00e3o pouco assim? Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que n\u00e3o se resolve em poucas linhas. Bem como n\u00e3o existe uma sa\u00edda simples para esse beco a que chegou a presen\u00e7a dos temas culturais nos meios de comunica\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m das pequenas bolhas criadas pelos pr\u00f3prios artistas e produtores, vejo o r\u00e1dio como um poss\u00edvel atenuante para a lacuna entre o que \u00e9 produzido e o que \u00e9 divulgado. N\u00e3o o r\u00e1dio comercial, mas as emissoras p\u00fablicas, cujo vi\u00e9s cultural j\u00e1 consta de sua orienta\u00e7\u00e3o educativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro, suas respectivas grades j\u00e1 d\u00e3o espa\u00e7o para os artistas daqui. O caso \u00e9 ampliar essa voca\u00e7\u00e3o natural para se tornarem ponto de partida e de chegada obrigat\u00f3rio para qualquer um interessado no que a cidade tem a oferecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ondas radiof\u00f4nicas e presen\u00e7a online teriam que andar lado a lado, de m\u00e3os dadas e trocando confiss\u00f5es. Hoje, sem o impulso das redes sociais s\u00f3 se chega at\u00e9 a metade do caminho, ent\u00e3o turbinar tal aspecto \u00e9 fundamental nessa alian\u00e7a de bytes e frequ\u00eancias, \u00e9 praticamente inevit\u00e1vel o maior alcance da programa\u00e7\u00e3o. Ganha a cena cultural com divulga\u00e7\u00e3o e ganha a r\u00e1dio com o crescimento da audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que tudo isso \u00e9 um pensamento em caixa alta. Existem solu\u00e7\u00f5es em andamento para melhorar a divulga\u00e7\u00e3o da arte e da cultura em Joinville, e outras sendo pensadas pelos integrantes do F\u00f3rum de Comunica\u00e7\u00e3o em Cultura.<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ter olhos de lince para perceber que a cultura sumiu do notici\u00e1rio joinvilense. Com o encolhimento das reda\u00e7\u00f5es e o estreitamento da pauta, a editoria ganhou enfim o carimbo de desimportante, s\u00f3 dando as caras quando o assunto \u00e9 Festival de Dan\u00e7a, Bolshoi, Juarez Machado ou outro evento de vulto. 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