{"id":380,"date":"2018-06-07T04:26:30","date_gmt":"2018-06-07T07:26:30","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=380"},"modified":"2022-06-22T19:53:32","modified_gmt":"2022-06-22T22:53:32","slug":"greve-afetou-quase-80-dos-empresarios-em-sc-indica-fiesc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2018\/06\/07\/greve-afetou-quase-80-dos-empresarios-em-sc-indica-fiesc\/","title":{"rendered":"Greve afetou quase 80% dos empres\u00e1rios em SC, indica Fiesc"},"content":{"rendered":"<p>A greve dos caminhoneiros dificultou a produ\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias em Joinville. Nomes reconhecidos em todo pa\u00eds e fora dele optaram por dar f\u00e9rias coletivas aos trabalhadores, casos da Tupy, Embraco e Whirpool. A Krona optou por parar sua produ\u00e7\u00e3o por alguns dias, enquanto a Tigre n\u00e3o optou por dar f\u00e9rias coletivas. Alguns vendedores da marca trabalhavam direto de casa. E como ficam os trabalhadores dessas empresa?<\/p>\n<p>Cleverson Cust\u00f3dio Jorge \u00e9 operador de m\u00e1quina em uma ind\u00fastria e ficou parado durante quatro dias. Ele conta que chegou na f\u00e1- brica e foi dispensado para casa. A maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 como ser\u00e3o compensados esses dias, pois, na vis\u00e3o de Cleverson, os trabalhadores n\u00e3o devem recompensar essas datas sem trabalhar. \u201cN\u00e3o sei como vamos repor esses dias, mas eu acho que n\u00e3o dev\u00edamos. Foram eles que mandaram a gente para casa, acho que deveria haver uma negocia\u00e7\u00e3o com o sindicato para pagar esses dias\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Cleverson concordou com a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros e n\u00e3o sofreu tanto com a greve. Ele afirma ter abastecido o carro antes de a gasolina acabar nos postos, al\u00e9m de ter que comer menos verduras e legumes por n\u00e3o encontrar nos supermercados. Sua maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 se ter\u00e1 que trabalhar no final de semana para repor os dias que ficou em casa, al\u00e9m de n\u00e3o saber como ficar\u00e1 a quest\u00e3o salarial. \u201cEssa greve vai prejudicar s\u00f3 se eu tiver que trabalhar quatro s\u00e1bados seguidos e se eles descontarem do sal\u00e1rio. Eu espero que n\u00e3o, at\u00e9 agora n\u00e3o sabemos como vai ser\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao corte de sal\u00e1rios, a assessoria de imprensa da ind\u00fastria informou que isso n\u00e3o ir\u00e1 acontecer. De acordo com a empresa, a maior parte ficou como f\u00e9rias e outra como licen\u00e7a com remunera\u00e7\u00e3o. Sobre os impactos financeiros, eles afirmaram que ainda n\u00e3o podem calcular os n\u00fameros. Eles explicam que a empresa trabalha com projetos encomendados pelos clientes.<\/p>\n<p>O ramo aliment\u00edcio tamb\u00e9m sofreu com a greve poucos dias depois da repercuss\u00e3o nacional. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Supermercados (ACATS), os principais produtos que sofreram desabastecimento foram: frutas, verduras, legumes, leite UHT, p\u00e3es industrializados, derivados do leite em geral e demais itens perec\u00edveis l\u00e1cteos. Outro setor que sofreu foi o de higiene pessoal: em alguns mercados faltou papel higi\u00eanico e uma quantidade foi limitada por cliente. O abastecimento dos supermercados foi normalizado, em algumas cidades, dez dias ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o. No interior do estado, dependendo da dist\u00e2ncia percorrida para entrega, a situa\u00e7\u00e3o pode ter sido normalizada entre quinze e vinte dias ap\u00f3s a greve.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio tamb\u00e9m n\u00e3o escapou dos impactos ocasionados pela greve dos caminhoneiros. Quem conseguiu realizar uma pesquisa mais profundo sobre todos os impactos foi a Fecom\u00e9rcio\/SC. Foram entrevistados cerca de 100 empres\u00e1rios catarinenses, nas cidades de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, Blumenau, Chapec\u00f3, Crici\u00fama, Florian\u00f3polis, Itaja\u00ed, Joa\u00e7aba, Joinville, Lages, Laguna e Rio Negrinho. Os dados foram coletados com empresas de diversos segmentos: farm\u00e1cia, restaurantes, material de constru- \u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio entre outros. Para 79,2% dos empres\u00e1rios, a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros afetou o abastecimento ou a atividade da empresa de alguma forma. Ainda de acordo com a Fecom\u00e9rcio\/ SC, os empres\u00e1rios foram pegos de surpresa e 51,49% das empresas acabaram n\u00e3o tomando medidas para contornar os problemas causados pelo desabastecimento. Em rela\u00e7\u00e3o ao faturamento durante o per\u00edodo da paralisa\u00e7\u00e3o, o setor de hot\u00e9is foi o mais afetado, com uma perda estimada em 41,7%, seguido do atacado com 41,4% J\u00e1 o com\u00e9rcio, servi\u00e7os e o turismo o percentual de preju\u00edzo foi de 32,4%. Somente as farm\u00e1cias sofreram pouco com a greve, tendo 10% de perdas. O impacto financeiro no setor de com\u00e9rcio, servi\u00e7os e turismo, \u00fanico que conseguiu calcular o dado absoluto at\u00e9 o momento, foi de R$ 350 milh\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>Servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade normalizados<\/strong><\/h3>\n<p>Por causa da greve dos caminhoneiros, institui\u00e7\u00f5es de ensino precisaram cancelar suas aulas e os servi\u00e7os de sa\u00fade tamb\u00e9m tiveram de se readequar. Servi\u00e7os b\u00e1sicos foram suspensos para que casos mais graves pudessem ser atendidos e a popula\u00e7\u00e3o fosse menos prejudicada com a paralisa\u00e7\u00e3o. A reposi\u00e7\u00e3o das aulas deve acontecer em breve e os setores atingidos voltaram a funcionar normalmente na segunda-feira (4).<\/p>\n<p>Conforme divulgado no site do Governo do Estado de Santa Catarina, nenhuma escola estadual da cidade de Joinville precisou suspender as aulas no per\u00edodo da greve. As municipais tamb\u00e9m, s\u00f3 pararam durante o feriado. Em contrapartida, institui- \u00e7\u00f5es de ensino superior como a Faculdade IELUSC, INESA, Cat\u00f3lica, Univille, UniSociesc, Assessoritec, Anhanguera e a Universidade Federal cancelaram as aulas. Os dias letivos perdidos devem ser repostos at\u00e9 o final do semestre. A UDESC Joinville suspendeu as aulas na segunda-feira (28) e retomou normalmente nos dias 29 e 30 de maio.<\/p>\n<p>Alunos de cidades vizinhas tamb\u00e9m foram afetados pelo cancelamento dos \u00f4nibus respons\u00e1veis pelo transporte. A Associa\u00e7\u00e3o dos Universit\u00e1- rios de S\u00e3o Francisco do Sul (A.U.S.F.S.) parou os servi\u00e7os na quinta-feira (24) por causa das manifesta\u00e7\u00f5es. A aluna K\u00e1lita Cidral, 18 anos, utiliza os servi\u00e7os de transporte da empresa que sai todos os dias da cidade com destino a Joinville e comentou a situa\u00e7\u00e3o em uma de suas redes sociais. \u201cSobre a greve dos caminhoneiros, voc\u00eas realmente t\u00eam meu apoio, est\u00e3o lutando e infelizmente no Brasil \u00e9 s\u00f3 assim para se conseguir alguma coisa! A quest\u00e3o \u00e9 que assim como voc\u00eas est\u00e3o lutando por essa causa, n\u00f3s, alunos universit\u00e1rios, estamos na luta, todos os dias, indo para Joinville e voltando para S\u00e3o Francisco do Sul\u201d, desabafa. A empresa retomou os servi\u00e7os na segunda-feira (4).<\/p>\n<p>Apesar dos transtornos, os servi\u00e7os de transporte coletivo n\u00e3o foram totalmente afetados. As empresas priorizaram momentos de maior demanda nos dias 29 e 30 de maio. Algumas linhas de \u00f4nibus foram reduzidas, mas o servi\u00e7o j\u00e1 est\u00e1 normalizado.<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o de Joinville (SECOM), a Secretaria da Sa\u00fade organizou um plano de conting\u00eancia que define suas responsabilidades frente a emerg\u00eancia. Cirurgias precisaram ser canceladas para a preven\u00e7\u00e3o da falta de insumos. Casos mais graves foram atendidos. Os Pronto Atendimentos (PAs) funcionaram normalmente e as unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade pararam apenas no dia 31 de maio e primeiro de junho, por causa do feriado de Corpus Christi e ponto facultativo. O Hemosc realizou uma campanha na busca de volunt\u00e1rios para o Hemocentro Regional de Joinville. A unidade, aumentou os estoques, mas ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente, principalmente, para a tipagem negativa. A institui\u00e7\u00e3o lembra que \u00e9 necess\u00e1rio que haja doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em>Reportagem: Kaue Vezentaner e Mariane Machado<\/em><br \/>\n<em>Foto: Filipe Scotti\/Fiesc<\/em><br \/>\n<strong>Conte\u00fado original do Primeira Pauta Impresso, Edi\u00e7\u00e3o 139<\/strong><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve dos caminhoneiros dificultou a produ\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias em Joinville. Nomes reconhecidos em todo pa\u00eds e fora dele optaram por dar f\u00e9rias coletivas aos trabalhadores, casos da Tupy, Embraco e Whirpool. A Krona optou por parar sua produ\u00e7\u00e3o por alguns dias, enquanto a Tigre n\u00e3o optou por dar f\u00e9rias coletivas. 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