{"id":5765,"date":"2024-10-21T18:00:00","date_gmt":"2024-10-21T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=5765"},"modified":"2025-07-04T20:36:36","modified_gmt":"2025-07-04T23:36:36","slug":"lei-amplia-para-ate-40-anos-a-pena-para-casos-de-violencia-corporal-e-de-violencia-domestica-contra-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2024\/10\/21\/lei-amplia-para-ate-40-anos-a-pena-para-casos-de-violencia-corporal-e-de-violencia-domestica-contra-mulheres\/","title":{"rendered":"Lei amplia para at\u00e9 40 anos casos de viol\u00eancia contra mulheres"},"content":{"rendered":"\n<p>O Projeto de <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/159661\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Lei n\u00ba 4.266 de 2023<\/strong><\/a>, sancionado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no dia 9 de outubro, passou a tratar o feminic\u00eddio como um tipo penal independente, deixando de ser apenas uma qualificadora do homic\u00eddio.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Anteriormente, o crime era punido com reclus\u00e3o de 12 a 30 anos, mas, agora, com a nova lei, a pena pode variar de<strong> 20 a 40 anos, a maior prevista no C\u00f3digo Penal<\/strong>. A nova legisla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m prev\u00ea agravantes em casos onde o crime ocorre na presen\u00e7a de familiares da v\u00edtima, como filhos ou pais, o que pode aumentar ainda mais a pena.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP)<\/a>, uma mulher \u00e9 v\u00edtima de viol\u00eancia a cada quatro minutos no Brasil. <strong>O pa\u00eds \u00e9 o quinto no mundo em n\u00famero de feminic\u00eddios<\/strong>, com mais de 1,4 mil casos registrados em 2022, conforme o mesmo relat\u00f3rio. Mais de 81% das v\u00edtimas de feminic\u00eddio j\u00e1 haviam sofrido algum tipo de viol\u00eancia antes de serem mortas, mas muitas vezes n\u00e3o tinham buscado ajuda ou prote\u00e7\u00e3o formal. &#8220;As mulheres que sofrem viol\u00eancia enfrentam v\u00e1rios desafios, come\u00e7ando pelo medo de denunciar o agressor, muitas vezes por depend\u00eancia financeira ou emocional. Elas podem temer repres\u00e1lias e acreditar que n\u00e3o ser\u00e3o protegidas, especialmente se o agressor estiver dentro do c\u00edrculo familiar&#8221;, explica a advogada criminalista <strong>Camilla Vizoto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia dom\u00e9stica \u00e9 a forma mais comum de agress\u00e3o contra as mulheres no Brasil, e <strong>abrange agress\u00f5es f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas, sexuais, patrimoniais e morais<\/strong>. &#8220;Mais recentemente, a legisla\u00e7\u00e3o foi atualizada para incluir a viol\u00eancia psicol\u00f3gica como crime e aumentar as penas para crimes contra a mulher, como a recente mudan\u00e7a que elevou a pena para at\u00e9 40 anos de pris\u00e3o&#8221;, comenta a advogada. Em 2022, o FBSP indicou que 75% dos casos de viol\u00eancia contra a mulher ocorrem dentro de casa, e em muitos casos o agressor \u00e9 o parceiro ou ex-parceiro da v\u00edtima. <strong>A cada hora, 25 mulheres reportam viol\u00eancia dom\u00e9stica no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que a maioria dos casos de viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o \u00e9 denunciada. Segundo o Instituto Maria da Penha, <strong>mais de 50% das mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia n\u00e3o denunciam seus agressores por medo, vergonha ou falta de apoio<\/strong>. &#8220;Minha recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a den\u00fancia. Ainda que voc\u00ea n\u00e3o esteja preparada para enfrentar essa viol\u00eancia ou um processo. Denunciar nem sempre significa que o agressor vai ser preso. Sua den\u00fancia, muitas vezes, fica como uma informa\u00e7\u00e3o para a pol\u00edcia&#8221;, enfatiza a advogada <strong>Ana Paula Nunes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em mais de 80% dos casos de feminic\u00eddio, o crime ocorre na resid\u00eancia da v\u00edtima<\/strong>, o que destaca o perigo que muitas mulheres enfrentam dentro de seus pr\u00f3prios lares. &#8220;A viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 bem antiga. N\u00e3o come\u00e7ou ontem. \u00c9 uma tradi\u00e7\u00e3o muito grande, de viol\u00eancia, que \u00e9 uma cultura machista, porque a sociedade ainda n\u00e3o parou para dar uma olhada no que ela est\u00e1 fazendo e que de outra maneira esses homens poderiam se comportar&#8221;, diz a soci\u00f3loga <strong>Valdete Daufemback<\/strong>. Ela enfatiza a falta de educa\u00e7\u00e3o e recursos para mulheres que sofrem viol\u00eancias. &#8220;Tudo que se trata para mulheres, nesse pa\u00eds, \u00e9 dif\u00edcil&#8221;, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Camilla, &#8220;as mulheres que est\u00e3o sofrendo viol\u00eancia devem buscar ajuda o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. A primeira recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o se isolar e procurar uma rede de apoio segura, seja com amigos, familiares ou grupos de apoio especializado&#8221;. O <strong>Disque 180<\/strong> \u00e9 o principal canal de den\u00fancia e orienta\u00e7\u00e3o para mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia no Brasil. Al\u00e9m disso, o <strong>Disque 100 <\/strong>e aplicativos como o <strong>SOS Mulher<\/strong>, em alguns estados, oferecem formas adicionais de denunciar de forma an\u00f4nima e segura.<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto de Lei n\u00ba 4.266 de 2023, sancionado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no dia 9 de outubro, passou a tratar o feminic\u00eddio como um tipo penal independente, deixando de ser apenas uma qualificadora do homic\u00eddio.\u00a0 Anteriormente, o crime era punido com reclus\u00e3o de 12 a 30 anos, mas, agora, com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":41,"featured_media":5767,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"footnotes":""},"categories":[346,609,233],"tags":[344,456,155,457],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5765"}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5765"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5765\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5822,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5765\/revisions\/5822"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}