{"id":607,"date":"2018-07-09T20:04:57","date_gmt":"2018-07-09T23:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=607"},"modified":"2025-07-04T19:59:29","modified_gmt":"2025-07-04T22:59:29","slug":"campanhas-de-moda-e-padroes-esteticos-qual-direcao-estamos-tomando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2018\/07\/09\/campanhas-de-moda-e-padroes-esteticos-qual-direcao-estamos-tomando\/","title":{"rendered":"Campanhas de moda e padr\u00f5es est\u00e9ticos: qual dire\u00e7\u00e3o estamos tomando?"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-613 alignright\" style=\"font-size: 1rem;\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Arte-2-788x1024.png\" alt=\"\" width=\"304\" height=\"395\"><strong><em>\u00c9 percept\u00edvel que a caminhada das campanhas de moda e a quebra de padr\u00f5es est\u00e9ticos est\u00e1&nbsp;cada vez mais forte e unida. Modelos plus size nas passarelas, sardas e vitiligo agora t\u00eam espa\u00e7o e visibilidade para os fot\u00f3grafos, e at\u00e9 para as mulheres mais baixas, h\u00e1 representatividade em bonecas, por exemplo. Mas pensar em representatividade vai muito al\u00e9m de campanhas, afinal, todas essas medidas est\u00e3o realmente quebrando padr\u00f5es e elevando a autoestima das mulheres?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>G\u00eanero, est\u00e9tica, revolu\u00e7\u00e3o e representatividade. Palavras diferentes mas que s\u00e3o fortes e t\u00eam um significado importante quando falamos das mulheres que buscam ser aceitas na sociedade e al\u00e9m disso, buscam aceitar-se. Mas para quem pensa que est\u00e1 sozinho na jornada pela aceita\u00e7\u00e3o e amor pr\u00f3prio, fique tranquilo e seja bem-vindo ao mundo que nem mulheres nem homens s\u00e3o taxados!<\/p>\n<h1>Projeto de Pesquisa e Extens\u00e3o \u201cIolaos: vamos falar sobre g\u00eaneros?\u201d<\/h1>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Informativo-1024x768.png\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"432\"><\/p>\n<p>Entrevistamos as participantes do grupo de estudos e procuramos saber qual a opini\u00e3o delas com rela\u00e7\u00e3o a campanhas de moda e a quebra de padr\u00f5es est\u00e9ticos. Confira na \u00edntegra:<\/p>\n<p><strong>(N\u00f3s) 1. A m\u00eddia tem melhor representado a mulher como ela \u00e9? <\/strong><br \/>\n<strong> Iolaos: <\/strong> <em> N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que a representa\u00e7\u00e3o da mulher, ao longo dos anos, est\u00e1 se reconfigurando. Busca-se, cada vez mais espa\u00e7o (dentro e fora da m\u00eddia) para todas as constitui\u00e7\u00f5es subjetivas de exist\u00eancia. \u00c9 percebido, neste sentido, o crescimento de marcas que est\u00e3o se mobilizando para ampliar sua compreens\u00e3o em torno do feminino, dando espa\u00e7o para outras mulheres se identificarem, se sentirem pertencentes e representadas. Processos que precisam ser potencializados, uma vez que s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para processos de constru\u00e7\u00e3o de identidade. <\/em><\/p>\n<p><strong>(N\u00f3s) 2. Colocar modelos plus size, com manchas na pele, por exemplo, realmente quebra padr\u00f5es est\u00e9ticas? Por qu\u00ea? <\/strong><\/p>\n<p><strong> Iolaos: <\/strong> <em> Esta quest\u00e3o mobiliza diversas reflex\u00f5es, isso porque a atitude da m\u00eddia parece-me paradoxal, pois, ao mesmo tempo em que h\u00e1 um movimento midi\u00e1tico abrindo espa\u00e7o para diversos tipos de corpos em suas formas e possibilidades de exist\u00eancia, por outro lado, ainda ratifica o magro e musculoso como o ideal a ser alcan\u00e7ado, mesmo que para isso, o sujeito comprometa sua sa\u00fade f\u00edsica e mental.<br \/>\nAssim, \u00e9 necess\u00e1ria a exist\u00eancia de campanhas publicit\u00e1rias com discuss\u00f5es pertinentes e outras formas de compreens\u00e3o de seus corpos e seus significados, entretanto, mais do que isso, \u00e9 urgente a exist\u00eancia de espa\u00e7os para discuss\u00e3o aberta sobre os impactos gerados na qualidade de vida de toda sociedade. \u00c9 preciso sair da discuss\u00e3o rasa e adentrar a complexidade que \u00e9 falar (e vender) um padr\u00e3o a ser seguido (como se fosse poss\u00edvel alcan\u00e7\u00e1-lo). <\/em><\/p>\n<p><strong>(N\u00f3s) 3. Qual a import\u00e2ncia de quebrar padr\u00f5es, tanto para as mulheres quanto para a sociedade de forma geral? No que afetaria essa mudan\u00e7a de consci\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p><strong> Iolaos: <\/strong> <em> Quebrar padr\u00f5es \u00e9 extremamente importante, uma vez que, em alguma inst\u00e2ncia, todos somos afetados por estes. Isso porque, historicamente existe machismos instaurados e reproduzidos na nossa forma de compreender o mundo. Por conta disso, romper esses paradigmas \u00e9 possibilitar outras formas de pertencer e existir no mundo. Acrescentar riqueza de sentidos, viv\u00eancias e significados. <\/em><\/p>\n<p><strong> (N\u00f3s) 4. Qual seria a melhor forma de mostrar que n\u00e3o deve existir padr\u00f5es de beleza? <\/strong><\/p>\n<p><strong> Iolaos: <\/strong> <em> Tornando evidente o custo (emocional, mental e f\u00edsico que em muitos casos acaba adoecendo tantas) para alcan\u00e7ar padr\u00f5es inalcan\u00e7\u00e1veis, que s\u00e3o vendidos como meios poss\u00edveis para a felicidade. Sendo que dessa maneira, todos que de alguma forma fogem desse padr\u00e3o, valorizado e almejado, s\u00e3o vistos com maus olhos, mobilizando sofrimento e reproduzindo estigmas. <\/em><\/p>\n<p><strong> (N\u00f3s) 5. Existe alguma iniciativa que oportuniza essa quebra de paradigmas? Se sim, qual? <\/strong><br \/>\n<strong> Iolaos: <\/strong> <em> Percebemos que as trocas de informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o tomando maiores propor\u00e7\u00f5es. O que antigamente se limitava a uma \u00fanica forma de conduzir programas de televis\u00e3o, jornais, novelas e revistas; agora ganha novas possibilidades de acesso em plataformas digitais nas quais ampliam discuss\u00f5es e di\u00e1logos sobre as viv\u00eancias, percep\u00e7\u00f5es e sentidos de pessoas que n\u00e3o necessariamente correspondem o esperado socialmente. O <strong> YouTube <\/strong> \u00e9 um destes espa\u00e7os que oportuniza a quebra de paradigma. L\u00e1, s\u00e3o vistos gays, negras(os), gordas, l\u00e9sbicas, trans, cegos e tantas outras formas de exist\u00eancia. Isto, nesta sociedade preconceituosa e intolerante, \u00e9 um grito de revolu\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><strong> (N\u00f3s) 6. Como n\u00f3s, que estamos longe das ag\u00eancias, por exemplo, podemos ajudar este movimento? <\/strong><br \/>\n<strong> Iolaos: <\/strong> <em> Um caminho poss\u00edvel seria a an\u00e1lise cr\u00edtica do conte\u00fado transmitido pela m\u00eddia, isso porque, \u00e9 por meio destas que discursos s\u00e3o refor\u00e7ados e estigmas s\u00e3o naturalizados e reproduzidos. Neste sentido, faz-se necess\u00e1ria a compreens\u00e3o sobre quem e de que forma est\u00e3o sendo constru\u00eddas as campanhas publicit\u00e1rias e se as mulheres (em todas as constitui\u00e7\u00f5es, viv\u00eancias e sentidos) se sentem, de fato, representadas pelas mesmas.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-612\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Arte-1-1024x683.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\"><\/p>\n<h1>Ensaio fotogr\u00e1fico sem padr\u00f5es.<\/h1>\n<p>Carolini de Souza, <strong> fot\u00f3grafa <\/strong>, sempre teve vontade de fazer um <strong> ensaio fotogr\u00e1fico <\/strong> que quebrasse os <strong> padr\u00f5es <\/strong> da sociedade. E no seu trabalho de conclus\u00e3o do curso ela decidiu p\u00f4r isso em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O seu projeto teve como objetivo restaurar a <strong> autoestima <\/strong>, <strong> amor pr\u00f3prio <\/strong> e a valoriza\u00e7\u00e3o das mulheres, desconstruindo um padr\u00e3o de beleza estabelecido pela sociedade, mostrando a realidade e individualidade de cada uma. Para o seu projeto foram quatro ensaios, quatro modelos com idades e personalidades diferentes. \u201cA proposta \u00e9 trazer a liberdade atrav\u00e9s da natureza e de como nascemos, mulheres que se aceitam e se amam do jeito que s\u00e3o, utilizando o nu art\u00edstico em ambientes naturais para isso\u201d, conta Carolini. A sua ideia surgiu da conviv\u00eancia com mulheres que se v\u00eaem diferentes do padr\u00e3o, e que por isso, n\u00e3o est\u00e3o satisfeitas consigo mesmas. O seu objetivo geral \u00e9 mostrar para a sociedade que n\u00e3o h\u00e1 um padr\u00e3o de beleza espec\u00edfico e declarar o quanto cada mulher \u00e9 linda do jeito que \u00e9.<\/p>\n<p>\u201cFoi prazeroso ver que em cada clique as modelos estavam cada vez mais se amando\u201d. Ela conta que conseguiu chegar ao seu objetivo, cada uma delas, com o seu jeito diferente e \u00fanico, aprendeu a se valorizar e amar cada detalhe em si. Outro ponto que ela apontou foi que n\u00e3o s\u00f3 as modelos mudaram o seu olhar, mas todas as pessoas que viram a sua exposi\u00e7\u00e3o e as fotos nas redes sociais.<\/p>\n<p>Para achar as modelos, Carolini publicou no Facebook sobre o seu projeto e o seu objetivo. A publica\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o de mais de 80 mulheres. Por\u00e9m, v\u00e1rias desistiram depois de saberem que era um nu art\u00edstico e que as fotos seriam expostas. Quatro mulheres foram selecionadas, quatro hist\u00f3rias de vida diferentes ligadas em uma exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica. Hoje, ela mora em Foz do Igua\u00e7u e pretende dar continuidade a esse projeto.<\/p>\n\n<p><em><strong>Fotos por Carolini Souza<\/strong><\/em><\/p>\n<h1>A diferen\u00e7a marcada na pele<\/h1>\n<p>As <strong> tatuagens<\/strong>, <strong> piercings<\/strong>, e <strong> body modifications<\/strong> (em portugu\u00eas: modifica\u00e7\u00f5es no corpo) em geral, s\u00e3o itens que fazem com que algumas pessoas sejam consideradas fora do padr\u00e3o pela sociedade. Max Gon\u00e7alves \u00e9 Tatuador e body piercer h\u00e1 xx anos e explica um pouco mais sobre o assunto: \u201cO mundo da body modification abrange v\u00e1rios adeptos, vai desde uma simples aplica\u00e7\u00e3o de piercing at\u00e9 aplica\u00e7\u00f5es de implantes.\u201d De acordo com ele, o movimento est\u00e1 crescendo, e atualmente cada vez mais pessoas se modificam visando modificar seu corpo esteticamente ou com o objetivo de melhorar sua auto estima.<br \/>\nEntretanto, nem sempre essas mudan\u00e7as s\u00e3o aceitas pela sociedade. \u201cJ\u00e1 sofri preconceito at\u00e9 do meu pai\u201d, revela Max. Ele diz que o preconceito geralmente vem de pessoas que n\u00e3o conhecem o mundo da modifica\u00e7\u00e3o, mas sente que agora as pessoas t\u00eam uma vis\u00e3o melhor sobre tudo. \u201cEst\u00e1 sendo uma longa caminhada contra a intoler\u00e2ncia, mas pouco a pouco estamos conquistando nosso espa\u00e7o.\u201d, reflete.<\/p>\n<h2>\u201cMe perguntavam porque eu estraguei meu corpo\u201d<\/h2>\n<p>Fernanda Colin \u00e9 estudante de psicologia, e quando tinha 18 anos realizou uma vontade antiga: colocar um <strong>piercing <\/strong>no septo. Apesar de ter ficado satisfeita com a mudan\u00e7a, ela conta que recebeu in\u00fameras cr\u00edticas, inclusive de pessoas que nem eram t\u00e3o pr\u00f3ximas a ela:<\/p>\n<p><iframe title=\"Entrevista - Campanhas De Moda E Padr\u00f5es Est\u00e9ticos (1) by Primeira Pauta IELUSC\" width=\"800\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F469430844&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=1000&#038;maxwidth=800\"><\/iframe><\/p>\n<h3>\u201cO que v\u00e3o dizer de voc\u00ea?\u201d<\/h3>\n<p>J\u00e1 Manuella Carvalho, teve grande resist\u00eancia dos pr\u00f3prios pais antes de conseguir fazer uma tatuagem. De acordo com a estudante de Biologia, a rejei\u00e7\u00e3o a id\u00e9ia se deve ao fato de ambos os pais trabalharem na \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<p><iframe title=\"Entrevista - Campanhas De Moda E Padr\u00f5es Est\u00e9ticos (2) by Primeira Pauta IELUSC\" width=\"800\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F469431348&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=1000&#038;maxwidth=800\"><\/iframe><\/p>\n<p>Ao final da hist\u00f3ria, apesar de ainda contrariados, eles acabaram se conformando com a situa\u00e7\u00e3o e, permitindo que ela se tatuasse, desde que pagasse com seu pr\u00f3prio dinheiro.<\/p>\n<p><iframe title=\"Entrevista - Campanhas De Moda E Padr\u00f5es Est\u00e9ticos (3) by Primeira Pauta IELUSC\" width=\"800\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F469431447&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=1000&#038;maxwidth=800\"><\/iframe><\/p>\n<h4>\u201cO padr\u00e3o \u00e9 a gente que faz!\u201d<\/h4>\n<p>Seja por medo de serem julgadas, de n\u00e3o conseguir um emprego, serem criticadas ou mal-vistas, muitas pessoas pensam duas vezes antes de modificar seu corpo e sair do que \u00e9 considerado um \u201cpadr\u00e3o ideal est\u00e9tico\u201d. Sobre isso, Max Gon\u00e7alves confessa: \u201cNo in\u00edcio eu era bem repreensivo comigo mesmo, eu tinha medo de sofrer preconceito de verdade. Mais ao entrar de cabe\u00e7a no mundo da modifica\u00e7\u00e3o, eu me encontrei em mim mesmo e comecei a me aceitar melhor. Desde ent\u00e3o n\u00e3o me importo com o que as pessoas dizem ou pensam. Pois minha mente \u00e9 totalmente aberta para esse tipo de coisa. Eu amo meu corpo e fa\u00e7o tudo com ele que venha me fazer melhor e me sentir bem comigo mesmo. Eu eu tenho a minha liberdade de express\u00e3o.\u201d. Hoje, trabalhando no ramo, Max pode acompanhar de perto a satisfa\u00e7\u00e3o de quem se modifica por vontade pr\u00f3pria e fica contente com o resultado. Ele diz que se pudesse dar um conselho para as pessoas, diria que a vida \u00e9 uma s\u00f3 e deve ser vivida intensamente, e completa: \u201cO padr\u00e3o \u00e9 a gente que faz!\u201d<\/p>\n\n<p><em><strong>Fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o (Facebook)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Reportagem:&nbsp;<span style=\"font-weight: 400;\">Annabel Machado, Helena Bosse e Milena Costa.<br \/>\n<\/span><\/em><strong>Conte\u00fado produzido para o Primeira Pauta Digital | Disciplina Jornalismo Digital II<br \/>\n<\/strong><strong>5\u00ba Fase |&nbsp;<\/strong><strong>2018<\/strong><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 percept\u00edvel que a caminhada das campanhas de moda e a quebra de padr\u00f5es est\u00e9ticos est\u00e1&nbsp;cada vez mais forte e unida. 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