{"id":750,"date":"2018-11-19T20:47:21","date_gmt":"2018-11-19T22:47:21","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=750"},"modified":"2022-06-22T20:06:28","modified_gmt":"2022-06-22T23:06:28","slug":"ameaca-silenciosa-cancer-bucal-e-mais-frequente-do-que-se-imagina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2018\/11\/19\/ameaca-silenciosa-cancer-bucal-e-mais-frequente-do-que-se-imagina\/","title":{"rendered":"Amea\u00e7a silenciosa: c\u00e2ncer bucal \u00e9 mais frequente do que se imagina"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando cheguei no m\u00e9dico, o bom dia dele foi um bom dia diferente\u201d, relembra Marta Maria Silva Mateus, 54, diagnosticada com c\u00e2ncer bucal em outubro de 2003. Tudo come\u00e7ou com uma afta na l\u00edngua e ap\u00f3s tr\u00eas tipos de tratamentos e medica\u00e7\u00f5es, Marta fez uma bi\u00f3psia que constatou a enfermidade. A cidade de Curitiba foi a escolhida por ela para tratar da doen\u00e7a. Vinda do Nordeste, Marta chegou na capital paranaense para se tratar e em mar\u00e7o de 2004 realizou a cirurgia para a retirada do c\u00e2ncer. Al\u00e9m da boca, a retirada dos n\u00f3dulos tamb\u00e9m aconteceu na garganta. A cirurgia durou cerca de seis horas e uma equipe de aproximadamente 15 m\u00e9dicos esteve no centro cir\u00fargico, entre eles, alunos da Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O c\u00e2ncer bucal afeta l\u00e1bios, bochechas, c\u00e9u da boca, l\u00edngua e toda a cavidade oral. A l\u00edngua \u00e9 o local mais comum em que o c\u00e2ncer se desenvolve. Conforme dados do Instituto Nacional de C\u00e2ncer Jos\u00e9 Alencar Gomes da Silva (INCA), a estimativa de novos casos \u00e9 de 14.700, sendo 11.200 homens e 3.500 mulheres em 2018. O n\u00famero de mortes em 2013 foi de 5.401, sendo 4.223 homens e 1.178 mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o otorrinolaringologista Agnaldo Jos\u00e9 Graciano, 50, o diagn\u00f3stico precoce evita grandes sequelas e a chance de cura se torna maior. \u201cQualquer les\u00e3o precisa ser investigada o mais breve poss\u00edvel\u201d, alerta. Feridas na boca n\u00e3o podem ser ignoradas e n\u00e3o devem ter dura\u00e7\u00e3o maior que 15 dias. Dor, desconforto e sensa\u00e7\u00e3o de algo estranho no revestimento oral podem ser os primeiros sintomas apresentados pela doen\u00e7a. Nestes casos, \u00e9 importante procurar um profissional para diagnosticar qualquer tipo de les\u00e3o suspeita e evitar sempre a automedica\u00e7\u00e3o, pois medica\u00e7\u00f5es podem mascarar sintomas sem resolver problemas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fator de risco mais conhecido para esse tipo de c\u00e2ncer \u00e9 o tabagismo e faixa et\u00e1ria principal \u00e9 50 anos de idade, sendo mais comum em homens. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, 90% das pessoas diagnosticados com o c\u00e2ncer de boca eram fumantes. O h\u00e1bito de ingerir bebidas alco\u00f3licas &nbsp;funciona como um fator que propicia, mas n\u00e3o \u00e9 um fator de risco isolado. O risco maior \u00e9 para quem fuma e bebe, esses precisam estar atentos e se poss\u00edvel, devem fazer visitas peri\u00f3dicas no dentista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Get\u00falio Mokfa, 73, fumou durante 45 anos e depois de seis anos sem o uso do tabaco, foi diagnosticado com o c\u00e2ncer bucal em mar\u00e7o de 2008. Queima\u00e7\u00e3o na gengiva e dificuldade no falar foram os primeiros sintomas que Get\u00falio identificou. Para aliviar a dor, ele fazia uso de um produto indicado por um farmac\u00eautico. Ap\u00f3s a bi\u00f3psia, Mokfa optou em n\u00e3o fazer a cirurgia e iniciou o seu tratamento com quimioterapia e mais tarde, radioterapia. \u201cEu voltava das sess\u00f5es sem apetite e cansado. Depois da primeira sess\u00e3o, fui parar no pronto socorro\u201d, relata. Durante o tratamento com a radioterapia, Get\u00falio ficou com muitas feridas em carne viva na regi\u00e3o do pesco\u00e7o e emagreceu 12kg. \u201cPedi pra Deus n\u00e3o me deixar morrer de fome, comia polenta com leite cerca de quatro vezes por dia\u201d, relembra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo Graciano, o c\u00e2ncer de boca tamb\u00e9m atinge pessoas que n\u00e3o fumam e n\u00e3o ingerem bebidas alco\u00f3licas. A doen\u00e7a pode se desenvolver em pessoas entre 30 e 40 anos de idade. As causas podem ser a m\u00e1 higiene oral, traumas recorrentes a mordidas na bochecha durante o sono ou como um h\u00e1bito, traumas cr\u00f4nicos e fatores gen\u00e9ticos.<\/span><\/p>\n<p><b>O antes e depois do tratamento<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um grande obst\u00e1culo enfrentado pelos pacientes e familiares at\u00e9 a cura da doen\u00e7a \u00e9 se manter esperan\u00e7osos. Jaqueline Mokfa, 39, acompanhou o pai durante todo o tratamento e revela ter vivido meses de muito sofrimento e medo. \u201cNossos pais s\u00e3o nossos super-her\u00f3is. Ver nosso her\u00f3i fraco, nos faz ter medo de enfraquecer\u201d afirma. Muito ligada ao pai, Jaqueline temeu perder o seu melhor amigo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Get\u00falio se aposentou ap\u00f3s a doen\u00e7a e durante seis meses n\u00e3o sentiu o gosto da comida. Atualmente visita o seu m\u00e9dico uma vez por ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante o p\u00f3s-operat\u00f3rio, Marta teve excesso de saliva\u00e7\u00e3o, precisou fazer uso de sonda e traqueostomia, mas afirma ser uma pessoa melhor ap\u00f3s ter vencido o c\u00e2ncer. \u201cEstou aqui hoje n\u00e3o porque eu sou melhor, mas porque Deus tinha um prop\u00f3sito para a minha vida\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Graciano, para certificar que o tumor n\u00e3o vai voltar a no\u00e7\u00e3o de cura na oncologia \u00e9 de no m\u00ednimo cinco anos, mas existem pacientes que fazem um acompanhamento durante mais tempo.<\/span><\/p>\n<p>Por: Sara Lins<br \/>\nFoto: Freepik<br \/>\n<strong>Conte\u00fado original do Primeira Pauta Impresso, edi\u00e7\u00e3o 143.<\/strong><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuando cheguei no m\u00e9dico, o bom dia dele foi um bom dia diferente\u201d, relembra Marta Maria Silva Mateus, 54, diagnosticada com c\u00e2ncer bucal em outubro de 2003. 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