{"id":7645,"date":"2025-09-16T21:14:46","date_gmt":"2025-09-17T00:14:46","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=7645"},"modified":"2025-10-17T21:31:30","modified_gmt":"2025-10-18T00:31:30","slug":"servico-publico-oferece-acolhimento-gratuito-em-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2025\/09\/16\/servico-publico-oferece-acolhimento-gratuito-em-saude-mental\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o p\u00fablico oferece acolhimento gratuito em sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Especialistas apontam que campanhas s\u00e3o importantes, mas \u00e9 preciso enfrentar estigmas e ampliar debate sobre sa\u00fade mental<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desde 2015, o m\u00eas de setembro \u00e9 marcado pela cor amarela, s\u00edmbolo da campanha nacional de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio<\/strong>. Criado pelo Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida <a href=\"https:\/\/cvv.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(CVV) <\/a>em parceria com o Conselho Federal de Medicina <a href=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(CFM)<\/a> e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria <a href=\"https:\/\/www.abp.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(ABP)<\/a>, o Setembro Amarelo se consolidou como o maior movimento brasileiro dedicado \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Joinville, diferentes frentes &#8211; <strong>sociedade civil, profissionais de sa\u00fade e poder p\u00fablico<\/strong> &#8211; atuam para ampliar o di\u00e1logo sobre sa\u00fade mental, reduzir estigmas e oferecer apoio \u00e0s pessoas em sofrimento ps\u00edquico. Apesar da visibilidade crescente, especialistas e institui\u00e7\u00f5es refor\u00e7am que o tema n\u00e3o pode se restringir a um m\u00eas do calend\u00e1rio. O suic\u00eddio \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica e exige aten\u00e7\u00e3o permanente.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Infografico-sobre-processo-de-Design-Thinking-colorido-minimalista-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7647\" style=\"width:952px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Infografico-sobre-processo-de-Design-Thinking-colorido-minimalista-1.png 1920w, https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Infografico-sobre-processo-de-Design-Thinking-colorido-minimalista-1-1536x864.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Infogr\u00e1fico trazendo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade e do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade <\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suic\u00eddio todos os anos no mundo, uma a cada 40 segundos<\/strong>. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suic\u00eddio j\u00e1 \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/setembro\/anualmente-mais-de-700-mil-pessoas-cometem-suicidio-segundo-oms?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">quarta principal causa<\/a> de morte. No Brasil, em 2021 foram registradas 15.507 mortes, ou seja, 42 por dia, de acordo com o <a href=\"https:\/\/cvv.org.br\/conheca-mais\/\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros refor\u00e7am a urg\u00eancia de uma discuss\u00e3o mais ampla e constante sobre o tema, acolhimento e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um debate que vai al\u00e9m do marketing<\/h2>\n\n\n\n<p>A campanha no m\u00eas de setembro j\u00e1 se consolidou como parte do calend\u00e1rio institucional de sa\u00fade mental no Brasil. Mas para profissionais da psicologia, o debate n\u00e3o pode, e n\u00e3o deve, se restringir a uma cor, a um m\u00eas ou a mensagens de impacto visual. A complexidade do sofrimento ps\u00edquico exige mais do que campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o: exige escuta, acolhimento, continuidade e, sobretudo, uma abordagem comprometida com as realidades diversas que atravessam quem vive em dor.<\/p>\n\n\n\n<p>O psic\u00f3logo <strong>Jeferson Andrade<\/strong> alerta que o sofrimento mental nem sempre se manifesta de forma evidente. \u201cOs sinais s\u00e3o complexos e n\u00e3o existe uma receita do que a pessoa faz ou deixa de fazer. Muitas vezes, podem ser sinais extremamente silenciosos, que nem a fam\u00edlia nem os colegas percebem\u201d, aponta. Para ele, pr\u00e1ticas autolesivas e o isolamento social s\u00e3o aspectos que merecem aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o resumem o quadro, da\u00ed a import\u00e2ncia de um olhar cuidadoso, sem reducionismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que identificar sinais, \u00e9 essencial reconhecer que a dor ps\u00edquica \u00e9 real, mesmo quando invis\u00edvel. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO sofrimento ps\u00edquico n\u00e3o \u00e9 tang\u00edvel. N\u00e3o conseguimos perceb\u00ea-lo como um machucado f\u00edsico ou uma dor vis\u00edvel aos olhos. Por isso, \u00e9 fundamental entender que esse sofrimento n\u00e3o pode ser relativizado\u201d.<\/p>\n<cite>Jeferson Andrade, psic\u00f3logo<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O desafio est\u00e1, muitas vezes, na dificuldade de organiza\u00e7\u00e3o emocional da pr\u00f3pria pessoa em sofrimento, o que exige uma rede de apoio ativa e emp\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, abordagens superficiais e frases prontas podem ter efeito contr\u00e1rio. \u201cDizer a uma pessoa em processo depressivo ou com pensamentos suicidas que \u2018a vida importa\u2019 n\u00e3o \u00e9, necessariamente, a melhor abordagem. Isso pode gerar contradi\u00e7\u00f5es, porque ela pode se sentir ainda mais culpada pelo sofrimento.\u201d Para o psic\u00f3logo, o acolhimento deve vir acompanhado de a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, que incluam interven\u00e7\u00f5es profissionais e um acompanhamento constante, inclusive por parte da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a psic\u00f3loga <strong>Mariana Schulze<\/strong> problematiza a forma como o Setembro Amarelo tem sido conduzido na esfera p\u00fablica. \u201cNa pr\u00e1tica corrente, Setembro Amarelo tende a se transformar em uma a\u00e7\u00e3o repetida e protocolar, sem uma an\u00e1lise s\u00e9ria de seus efeitos e consequ\u00eancias\u201d, observa. \u201cIsso n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia da pauta, ao contr\u00e1rio: torna ainda mais urgente que a abordagem seja pensada e respons\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o diagn\u00f3stico superficial empobrece a compreens\u00e3o do fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO suic\u00eddio \u00e9 apenas a ponta do iceberg. H\u00e1 uma complexidade, redes de apoio, condi\u00e7\u00f5es sociais objetivas, divulga\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o da medicaliza\u00e7\u00e3o e cultura da felicidade, conhecimento sobre o uso de subst\u00e2ncias, processos de exclus\u00e3o, entre tantos outros aspectos, que n\u00e3o se resolve com slogans e iniciativas pouco refletidas.\u201d<\/p>\n<cite>Mariana Schulze, psic\u00f3loga e professora universit\u00e1ria<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ela destaca que a forma como o tema \u00e9 tratado ainda \u00e9 atravessada por tabus, cren\u00e7as e moralidades sociais que, em vez de abrir espa\u00e7os de di\u00e1logo, muitas vezes refor\u00e7am o sil\u00eancio, alimentam estigmas e dificultam uma escuta qualificada. Uma abordagem consequente, na sua vis\u00e3o, precisa ir al\u00e9m: promover a procura por profissionais, estimular di\u00e1logos assertivos e ancorados cientificamente e favorecer a compreens\u00e3o dos m\u00faltiplos enredos e situa\u00e7\u00f5es que a diversidade humana imprime \u00e0s experi\u00eancias de sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A no\u00e7\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o da vida, na sua perspectiva, deve implicar transforma\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es reais de exist\u00eancia. \u201cValorizar a vida \u00e9 garantir condi\u00e7\u00f5es concretas para que as pessoas vivam: aceitar a diversidade, problematizar preconceitos, enfrentar desigualdades e compreender sujeitos em seus corpos e contextos\u201d, conclui Mariana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os especialistas convergem na ideia de que a luta pela sa\u00fade mental precisa acontecer todos os dias do ano. Ela exige pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes, fortalecimento da rede de aten\u00e7\u00e3o psicossocial, educa\u00e7\u00e3o para o cuidado e uma transforma\u00e7\u00e3o cultural que desfa\u00e7a estigmas. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rede ativa, cuidado cont\u00ednuo<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto especialistas alertam sobre os riscos de superficialidade no debate sobre o suic\u00eddio, cidades como Joinville v\u00eam fortalecendo uma abordagem mais cont\u00ednua e estruturada para o cuidado em sa\u00fade mental. A Secretaria da Sa\u00fade do munic\u00edpio aposta na amplia\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/composicao\/saps\/esf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(ESF)<\/a> e em uma Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/composicao\/saes\/desmad\/raps\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(RAPS)<\/a> consolidada, com servi\u00e7os abertos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e equipes capacitadas para lidar com diferentes n\u00edveis de sofrimento ps\u00edquico.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a gerente de Servi\u00e7os Especiais e Sa\u00fade Mental da Secretaria da Sa\u00fade, <strong>Ana Caroline Giacomini<\/strong>, as equipes da ESF atuam diretamente nos territ\u00f3rios, promovendo a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e cuidado, inclusive no campo da sa\u00fade mental. Para casos mais complexos, a rede conta com os Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (Caps), que oferecem atendimento intensivo, gratuito e sem necessidade de encaminhamento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs Caps funcionam como servi\u00e7os porta-aberta, acolhendo quem busca ajuda direta para si ou para familiares em sofrimento mental\u201d.<\/p>\n<cite>Ana Caroline Giacomini, gerente de Servi\u00e7os Especiais e Sa\u00fade Mental da Secretaria da Sa\u00fade<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Atualmente, Joinville conta com quatro Caps especializados: <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/capsii\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CAPS II Nossa Casa<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/capsiii\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CAPS III D\u00ea L\u00edrios<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/capsad\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CAPS AD (\u00c1lcool e Drogas)<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/capsij\/\">CAPS I<\/a><a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/capsij\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">J<\/a><a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/capsij\/\"> (Infantojuvenil)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses centros oferecem suporte psicoterap\u00eautico, psiqui\u00e1trico e atividades terap\u00eauticas di\u00e1rias, com foco na reabilita\u00e7\u00e3o psicossocial e na reinser\u00e7\u00e3o social de pessoas com transtornos mentais graves ou em crise. Ao todo, <strong>mais de 1,1 mil usu\u00e1rios est\u00e3o em acompanhamento ativo nas quatro unidades<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque da rede \u00e9 o <strong>Servi\u00e7o Organizado de Inclus\u00e3o Social<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/das\/use\/sois\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(SOIS)<\/a>, voltado a pessoas que j\u00e1 superaram a fase aguda do transtorno mental. O foco \u00e9 na autonomia, conviv\u00eancia e qualidade de vida, por meio de oficinas de arte, cultura, educa\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda. O programa, que completou 20 anos em 2025, tem se mostrado um importante pilar da pol\u00edtica municipal de sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade tamb\u00e9m realiza a\u00e7\u00f5es pontuais de conscientiza\u00e7\u00e3o, como a <strong>Semana Municipal de Conscientiza\u00e7\u00e3o e Orienta\u00e7\u00e3o sobre a Sa\u00fade Mental<\/strong>, promovida anualmente em maio. A programa\u00e7\u00e3o inclui rodas de conversa, palestras, oficinas e atividades comunit\u00e1rias que t\u00eam como objetivo sensibilizar a popula\u00e7\u00e3o e combater o estigma em torno da sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas essas a\u00e7\u00f5es mostram que o cuidado em sa\u00fade mental vai al\u00e9m de campanhas, ele precisa estar presente na rotina do servi\u00e7o p\u00fablico, acess\u00edvel a todos, com escuta qualificada e compromisso com a dignidade humana. Como refor\u00e7a Ana Caroline, o acesso \u00e9 livre e gratuito, e a busca por ajuda pode come\u00e7ar em qualquer unidade da rede, seja na Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade ou diretamente nos CAPS, dependendo da complexidade do caso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais do que um m\u00eas de cor<\/h2>\n\n\n\n<p>Acolher, escutar e oferecer apoio s\u00e3o atitudes que precisam estar presentes no cotidiano das fam\u00edlias, escolas, ambientes de trabalho, igrejas e nas pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada vida perdida, n\u00e3o apenas uma pessoa deixa de existir. Amigos, familiares e comunidades inteiras passam a carregar a dor da aus\u00eancia e as perguntas sem resposta. Por isso, a valoriza\u00e7\u00e3o da vida deve ser encarada como um compromisso cont\u00ednuo e n\u00e3o apenas como uma a\u00e7\u00e3o pontual ou simb\u00f3lica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Infografico-sobre-processo-de-Design-Thinking-colorido-minimalista-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7648\" style=\"width:816px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Infografico-sobre-processo-de-Design-Thinking-colorido-minimalista-2.png 1920w, https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Infografico-sobre-processo-de-Design-Thinking-colorido-minimalista-2-1536x864.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Imagem ilustrativa | cr\u00e9ditos: Camila Schatzmann<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Outro ponto levantado por profissionais da sa\u00fade mental \u00e9 que muitos sinais de sofrimento n\u00e3o s\u00e3o \u00f3bvios. Pessoas em risco nem sempre demonstram tristeza aparente ou se afastam socialmente. Em muitos casos, continuam com suas rotinas, enquanto enfrentam uma luta silenciosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar atento aos comportamentos, mudan\u00e7as sutis de humor ou falas que expressam cansa\u00e7o extremo pode ser o primeiro passo para oferecer ajuda. Mas, mais do que identificar sinais, \u00e9 preciso estar disposto a ouvir com empatia.<\/p>\n\n\n\n<p>Abrir espa\u00e7o para o di\u00e1logo, sem julgamentos, \u00e9 essencial. Saber escutar, de verdade, pode ser mais eficaz do que tentar oferecer respostas prontas. Pequenos gestos, como perguntar com interesse genu\u00edno se algu\u00e9m est\u00e1 bem, podem criar uma rede de apoio invis\u00edvel, mas poderosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio envolve informa\u00e7\u00e3o, acolhimento e presen\u00e7a. E isso deve fazer parte da nossa cultura todos os dias, n\u00e3o apenas em setembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conversar pode mudar vidas<\/h2>\n\n\n\n<p>Neste m\u00eas de setembro, o <strong>Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV) celebra os 11 anos do Setembro Amarelo<\/strong>, campanha nacional dedicada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da vida e \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio. Em 2025, a iniciativa ganha ainda mais for\u00e7a com o tema <strong>Conversar pode mudar vidas<\/strong>, que refor\u00e7a o poder do di\u00e1logo como instrumento de acolhimento e escuta para quem sofre em sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>A volunt\u00e1ria e porta-voz nacional do CVV, <strong>Eliane Soares<\/strong>, destaca que empatia, respeito e n\u00e3o julgamento s\u00e3o pilares do trabalho realizado pelos mais de 3 mil volunt\u00e1rios da entidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cFalar alivia. Ouvir acolhe. E, muitas vezes, uma simples conversa pode ser o ponto de virada na vida de algu\u00e9m. Por isso, refor\u00e7amos que ningu\u00e9m precisa passar por momentos dif\u00edceis sozinho\u201d.<\/p>\n<cite>Eliane Soares, volunt\u00e1ria e porta-voz nacional do CVV<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O CVV oferece apoio emocional gratuito, sigiloso e an\u00f4nimo por meio do telefone 188, dispon\u00edvel 24 horas por dia, todos os dias, al\u00e9m do atendimento via <a href=\"https:\/\/cvv.org.br\/chat\/\">chat<\/a>, e-mail (apoioemocional@cvv.org.br) e presencial, em unidades espalhadas pelo pa\u00eds. O atendimento \u00e9 feito por volunt\u00e1rios capacitados para acolher qualquer pessoa que precise conversar, independentemente do motivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, o servi\u00e7o realizou cerca de 2,7 milh\u00f5es de atendimentos. Os interessados em se tornarem volunt\u00e1rios tamb\u00e9m podem participar do processo seletivo pelo <a href=\"http:\/\/www.cvv.org.br\/voluntarios\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site da iniciativa<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, apenas disposi\u00e7\u00e3o para ouvir e apoiar.<\/p>\n\n\n\n<p>A campanha Setembro Amarelo tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para o papel da sociedade na preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio. Desde 2015, a mobiliza\u00e7\u00e3o re\u00fane institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, privadas, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e cidad\u00e3os com um objetivo comum: contribuir para salvar vidas por meio da escuta, do cuidado e da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do m\u00eas, o CVV promove a\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds, com v\u00eddeos, spots, cartazes e conte\u00fados nas redes sociais (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cvvoficial?igsh=MTBxZHAyb3VlaWYwbA==\">@cvvoficial <\/a>e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/setembroamarelo?igsh=aTI3djE4M25nN3d1\">@setembroamarelo<\/a>) para ampliar o acesso a informa\u00e7\u00f5es e canais de apoio emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais sobre a campanha e como contribuir com o trabalho do CVV, acesse <a href=\"https:\/\/setembroamarelo.org.br\/\">setembro amarelo<\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.cvv.org.br\">https:\/\/cvv.org.br\/<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o \u00e9 gratuito, volunt\u00e1rio e sigiloso. Ningu\u00e9m precisa enfrentar tudo sozinho. Falar \u00e9 um passo de coragem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde buscar ajuda<\/h2>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcde <strong>CVV \u2013 188<\/strong> (liga\u00e7\u00e3o gratuita, dispon\u00edvel 24 horas)<br>\ud83c\udf10 <a href=\"https:\/\/www.cvv.org.br\/\">www.cvv.org.br<br><\/a>\ud83d\udccd Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS) e unidades de sa\u00fade do SUS<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas apontam que campanhas s\u00e3o importantes, mas \u00e9 preciso enfrentar estigmas e ampliar debate sobre sa\u00fade mental Desde 2015, o m\u00eas de setembro \u00e9 marcado pela cor amarela, s\u00edmbolo da campanha nacional de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio. 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