{"id":7692,"date":"2025-09-26T14:52:44","date_gmt":"2025-09-26T17:52:44","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=7692"},"modified":"2025-10-17T19:51:26","modified_gmt":"2025-10-17T22:51:26","slug":"parada-lgbtqia-volta-as-ruas-de-joinville-apos-15-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2025\/09\/26\/parada-lgbtqia-volta-as-ruas-de-joinville-apos-15-anos\/","title":{"rendered":"Parada LGBTQIA+ volta \u00e0s ruas de Joinville ap\u00f3s 15 anos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Evento marcado para 28 de setembro, na Pra\u00e7a Nereu Ramos, reafirma luta por <strong>direitos <\/strong>e celebra <strong>diversidade<\/strong> em meio a desafios locais<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No pr\u00f3ximo domingo (28), Joinville ver\u00e1 novamente a Parada LGBTQIA+. O evento, interrompido por 15 anos, retorna fortalecido e promete ocupar a Pra\u00e7a Nereu Ramos, no Centro, a partir das 15 horas, com programa\u00e7\u00e3o que se estende at\u00e9 a noite. O tema escolhido, <strong>A diversidade constr\u00f3i Joinville<\/strong>, reflete o prop\u00f3sito da edi\u00e7\u00e3o: reunir a popula\u00e7\u00e3o em torno de m\u00fasica, arte, pol\u00edtica e cidadania, reafirmando que a maior cidade de Santa Catarina tamb\u00e9m \u00e9 feita de pluralidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A programa\u00e7\u00e3o da Parada LGBTQIA+ de Joinville prev\u00ea shows musicais, performances art\u00edsticas, feira cultural e servi\u00e7os de sa\u00fade, como testagem r\u00e1pida de HIV e vacina\u00e7\u00e3o<\/strong>. Est\u00e3o confirmados a cantora <strong>Jesus Lima<\/strong>, as drags <strong>Aylla Bittencourt<\/strong>, <strong>Katherine Kardasha<\/strong> entre outras artistas, al\u00e9m de DJs locais que v\u00e3o comandar o palco montado no centro da cidade. A <strong>UNA LGBT Joinville<\/strong>, que integra diferentes coletivos sociais, tamb\u00e9m \u00e9 uma das for\u00e7as por tr\u00e1s da organiza\u00e7\u00e3o, articulando ativistas e movimentos em defesa de direitos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da mem\u00f3ria \u00e0 retomada<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1018\" height=\"661\" data-id=\"7695\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-19-151218.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7695\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Primeira parada LGBTQIA+ em Joinville, 2009<br>Foto: Fabr\u00edcio Porto<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A hist\u00f3ria da Parada em Joinville come\u00e7ou no in\u00edcio dos anos 2000, mas teve vida curta<\/strong>. As duas primeiras edi\u00e7\u00f5es, realizadas em 2009 e 2010, marcaram \u00e9poca pela ousadia em levar o debate da diversidade \u00e0s ruas de uma cidade de perfil conservador, mas logo foram interrompidas pela falta de estrutura, apoio pol\u00edtico e respaldo institucional. Durante mais de uma d\u00e9cada, a aus\u00eancia do evento deixou um vazio simb\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse espa\u00e7o de visibilidade ser\u00e1 reaberto em 2025, quando a Parada volta a acontecer em <strong>Joinville<\/strong>. O jornalista e drag queen <strong>Windson Prado<\/strong>, conhecido pelo nome art\u00edstico <strong>Conchita Pradinha<\/strong>, \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelas primeiras edi\u00e7\u00f5es do evento, e conta que o retorno tem um peso especial em sua trajet\u00f3ria. \u201c<strong>Joinville<\/strong> me deu muito, tanto no jornalismo quanto na arte. Poder voltar agora, depois de tanto tempo, \u00e9 emocionante. A Parada n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 celebra\u00e7\u00e3o: \u00e9 <strong>resist\u00eancia<\/strong>, \u00e9 um ato pol\u00edtico que mostra que seguimos vivos\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A atual edi\u00e7\u00e3o \u00e9 coordenada por <strong>Kika Salom\u00e3o<\/strong>, fundadora do Grupo Athena de Sergipe, que lidera a mobiliza\u00e7\u00e3o para colocar o evento novamente nas ruas. Para ela, os desafios foram muitos. \u201c<strong>Joinville<\/strong> \u00e9 a maior cidade do Estado e n\u00e3o ter uma Parada era um vazio enorme. Tivemos entraves administrativos, amea\u00e7as an\u00f4nimas e nenhuma ajuda da prefeitura. Mas n\u00e3o dava mais para esperar. Fizemos com apoio de parceiros e volunt\u00e1rios, porque a <strong>diversidade<\/strong> n\u00e3o pode ficar invis\u00edvel\u201d, relata a ativista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sa\u00fade mental, pertencimento e cidadania<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"539\" height=\"352\" data-id=\"7697\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-19-152240-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7697\" srcset=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-19-152240-1.png 539w, https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-19-152240-1-350x230.png 350w\" sizes=\"(max-width: 539px) 100vw, 539px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Segunda edi\u00e7\u00e3o da parada LGBTQIA+ em Joinville, 2010<br>Foto: Rog\u00e9rio Souza Jr<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>A Parada n\u00e3o \u00e9 apenas um desfile ou festa, \u00e9 tamb\u00e9m um espa\u00e7o de acolhimento e cuidado. A estudante de Psicologia <strong>Aline Yukime<\/strong>, que se identifica como uma mulher l\u00e9sbica, ir\u00e1 participar pela primeira vez de uma Parada. Para ela, o evento representa um marco pessoal. \u201c\u00c9 a sensa\u00e7\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o preciso viajar para viver isso. \u00c9 sobre mim e sobre tantos outros que sempre esperaram por esse momento. Participar da Parada na minha cidade \u00e9 sentir que perten\u00e7o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A dimens\u00e3o da sa\u00fade mental \u00e9 destacada pela psic\u00f3loga <strong>Camila Paola Baier<\/strong>, que explica o impacto coletivo da Parada. \u201cA comunidade <strong>LGBTQIA+<\/strong> enfrenta sofrimentos espec\u00edficos ligados ao preconceito e ao isolamento. Estar em pra\u00e7a p\u00fablica, cercado por milhares de pessoas que compartilham a mesma luta, ajuda a fortalecer a autoestima e a construir identidade. \u00c9 um espa\u00e7o de cuidado e de transforma\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Camila, esses eventos n\u00e3o apenas celebram, mas t\u00eam efeito preventivo sobre problemas graves. \u201cEu acho que \u00e9 legal para a gente perceber, olha quantidade de pessoas, olha as pessoas que est\u00e3o aqui. Ent\u00e3o, eu acho que isso \u00e9 importante tamb\u00e9m. A quest\u00e3o do <strong>pertencimento<\/strong>, da gente n\u00e3o se sentir sozinha\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A for\u00e7a dos coletivos<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1014\" height=\"672\" src=\"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-19-160011.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7698\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grupo levantando cartaz pela criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia, na primeira edi\u00e7\u00e3o da Parada.\nFoto: Fabr\u00edcio Porto<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A <strong>UNA LGBT Joinville<\/strong>, que agrega diferentes grupos e atua em conex\u00e3o com movimentos feministas e antirracistas, tamb\u00e9m tem participado da organiza\u00e7\u00e3o do evento. Para a coordenadora do coletivo, <strong>Larissa Stephanie<\/strong>, a Parada \u00e9 uma oportunidade de somar for\u00e7as e mostrar a voz da diversidade na cidade. \u201cA parada LGBT \u00e9 uma comemora\u00e7\u00e3o a nossa exist\u00eancia, a nossa resist\u00eancia, sabe? \u00c9 um marco de resist\u00eancia muito grande&#8221;, expressa ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa lembra que <strong>Joinville<\/strong> ainda \u00e9 marcada por discursos conservadores e preconceituosos, mas acredita que ocupar o espa\u00e7o p\u00fablico faz diferen\u00e7a, e ressalta que a Parada n\u00e3o \u00e9 apenas uma festa, mas tamb\u00e9m uma forma de protesto, e assim como o lema dessa edi\u00e7\u00e3o diz que &#8220;a <strong>diversidade<\/strong> constr\u00f3i <strong>Joinville<\/strong>&#8220;, afirmar que a comunidade existe, estuda, trabalha e luta todos os dias por uma cidade igualit\u00e1ria e livre de intoler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Kika acrescenta que a responsabilidade por organizar o evento recai muitas vezes sobre vozes historicamente marginalizadas. \u201cS\u00e3o drags, pessoas trans, ativistas independentes que puxam esse movimento. E fazemos porque sabemos que a Parada muda vidas, abre caminhos para quem ainda tem medo de sair de casa de m\u00e3os dadas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arte, seguran\u00e7a e expectativas<\/h2>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o da Parada combina festa e pol\u00edtica. Al\u00e9m de shows e performances, haver\u00e1 feiras de artesanato e gastronomia, barracas educativas e falas de ativistas locais. A seguran\u00e7a ser\u00e1 refor\u00e7ada com apoio da Pol\u00edcia Militar e seguran\u00e7a particular. Apesar disso, os organizadores destacam que n\u00e3o houve apoio direto da prefeitura. \u201cO evento foi registrado em meu nome e no meu CPF, como se fosse um festival privado, mas em um lugar p\u00fablico. Mas seguimos porque n\u00e3o podemos mais nos calar\u201d, explica Kika.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Windson, a arte segue como instrumento de transforma\u00e7\u00e3o. \u201cQuando uma drag sobe ao palco, ela provoca olhares, quebra preconceitos e abre di\u00e1logo. A Parada \u00e9 isso: cidadania em forma de espet\u00e1culo\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 de reunir um grande p\u00fablico, comemorar e dar voz a quem necessita, oferecendo um espa\u00e7o de <strong>pertencimento<\/strong> e luta pelos <strong>direitos<\/strong> da popula\u00e7\u00e3o <strong>LGBTQIA+.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento marcado para 28 de setembro, na Pra\u00e7a Nereu Ramos, reafirma luta por direitos e celebra diversidade em meio a desafios locais No pr\u00f3ximo domingo (28), Joinville ver\u00e1 novamente a Parada LGBTQIA+. 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