{"id":787,"date":"2019-05-03T17:00:08","date_gmt":"2019-05-03T20:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=787"},"modified":"2022-06-22T20:10:48","modified_gmt":"2022-06-22T23:10:48","slug":"cresce-o-numero-de-casos-de-autismo-como-detectar-e-tratar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2019\/05\/03\/cresce-o-numero-de-casos-de-autismo-como-detectar-e-tratar\/","title":{"rendered":"Cresce o n\u00famero de casos de autismo: como detectar e tratar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as, o CDC, 1 em cada 59 crian\u00e7as possuem autismo. A propor\u00e7\u00e3o das pessoas que desenvolvem o transtorno \u00e9 cada vez maior. Ent\u00e3o, como identificar, lidar com indiv\u00edduos que t\u00eam o dist\u00farbio e auxili\u00e1-los para o desenvolvimento social? Conhe\u00e7a o relato de uma m\u00e3e com filho autista, dicas e alguns dados para &nbsp;entender melhor as formas de abordagem ao tema. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gr\u00e1fico de preval\u00eancia de autismo nos \u00faltimos 14 anos:<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-790\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/grafico-CDC-2018.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"588\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O autismo possui tr\u00eas diferentes graus. Sendo eles: &nbsp;baixa, m\u00e9dia, alta funcionalidade e, ainda, uma categoria denominada <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">savant<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Na primeira, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">a crian\u00e7a praticamente n\u00e3o interage, vive repetindo movimentos e apresenta atraso mental. A situa\u00e7\u00e3o provavelmente vai exigir tratamento pela vida toda. No segundo grau repete-se movimentos e existe dificuldade na comunica\u00e7\u00e3o. Na alta funcionalidade, os empecilhos s\u00e3o mais leves, assim o portador do transtorno pode trabalhar e estudar com mais facilidade. A categoria <\/span><a href=\"https:\/\/neurosaber.com.br\/o-que-e-a-sindrome-de-savant\/\"><b><i>Savant<\/i><\/b><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">indica que o portador tem d\u00e9ficits psicol\u00f3gicos, mesmo com uma mente brilhante e talentos espec\u00edficos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Existem tamb\u00e9m fatores que podem influenciar no quadro de autismo da crian\u00e7a. Por exemplo, o sexo masculino t\u00eam maior probabilidade de desenvolver o transtorno. Tamb\u00e9m existe a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, polui\u00e7\u00e3o e infec\u00e7\u00f5es na gravidez, como a <\/span><a href=\"http:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-de-a-z\/rubeola\"><b>rub\u00e9ola<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Como n\u00e3o existem exames laboratoriais ou de imagem que ajudem a identificar o autismo, os m\u00e9dicos seguem uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios estabelecidos pela <\/span><a href=\"http:\/\/www.cid10.com.br\/\"><b>Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/b><\/a><b>, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">feita pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OSM). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fonoaudi\u00f3loga Patr\u00edcia Taranto, que \u00e9 professora da Faculdade Ielusc e coordenadora da Cl\u00ednica Escola de Fonoaudiologia, alega que crian\u00e7as sem o transtorno conseguem desenvolver &nbsp;melhor a fala que as autistas. Por este motivo, geralmente, pais com filhos que possuem autismo devem buscar a fonoaudiologia como primeiro recurso. \u201cA comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais ampla do que apenas a oral\u201d, afirma a especialista ao falar sobre as formas que os pais podem entender e at\u00e9 mesmo criarem uma linguagem com seu filho.<\/span><\/p>\n<p><b>Os sinais s\u00e3o:<\/b><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o beb\u00ea ou crian\u00e7a evita contato visual com a m\u00e3e, inclusive na amamenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apatia <\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ansiedade <\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Movimentos repetitivos e pendulares de tronco, bra\u00e7os e pernas<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Inquieta\u00e7\u00e3o exagerada<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Surdez aparente (a crian\u00e7a n\u00e3o atende os chamados)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<h3><b>A &nbsp;descoberta e a conviv\u00eancia:<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A zeladora<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Angela Maria de Oliveira, 59, descobriu a pouco tempo que seu filho Lucas, 18, tem autismo. Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de hiperatividade e a prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos errados do m\u00e9dico respons\u00e1vel, Lucas desenvolveu bipolaridade e depress\u00e3o. Para ajudar em seu desenvolvimento social, Angela buscou uma atividade f\u00edsica para seu filho e encontrou o <\/span><a href=\"https:\/\/www.esporteeinclusao.com.br\/autismo-e-esporte\/\"><b>ciclismo<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Al\u00e9m disso, buscou o tratamento correto para cuidar dele. \u201cEle se exclu\u00eda de tudo e tinha muitas crises, mas o tratamento correto fez toda a diferen\u00e7a, facilitando o conv\u00edvio e o melhor entendimento de seu comportamento\u201d, descreve a m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para entender &nbsp;mais sobre o transtorno espectro autista (TEA), aqui est\u00e3o alguns <\/span><a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/\"><b>dados<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre o assunto: <\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A diferen\u00e7a de g\u00eanero no autismo diminuiu. Em 2012, &nbsp;os meninos eram 4,5 vezes mais diagnosticados que as meninas. Enquanto que, atualmente, os meninos s\u00e3o quatro vezes mais propensos a serem diagnosticados do que as meninas (1 em 37 contra 1 em 151). Isso parece refletir um melhor diagn\u00f3stico de autismo em meninas.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nos EUA, as crian\u00e7as brancas ainda eram mais propensas a serem diagnosticadas com autismo do que as crian\u00e7as de minorias (negras e pardas). No entanto, a diferen\u00e7a \u00e9tnica despencou desde 2012, particularmente entre crian\u00e7as negras e brancas. Isso parece refletir uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o e triagem em comunidades minorit\u00e1rias. Assim a preval\u00eancia estimada entre crian\u00e7as brancas (17,2 por mil) foi 7% maior que entre crian\u00e7as negras (16,0 por 1.000) e 22% maior que as crian\u00e7as hisp\u00e2nicas (14,0 por mil).<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com isso, em 2014, a maioria das crian\u00e7as ainda estavam sendo diagnosticada ap\u00f3s os quatro &nbsp;anos de idade, embora o autismo possa ser diagnosticado (ou ao menos levantar-se a suspeita e iniciar o tratamento) j\u00e1 aos dois anos de idade. <\/span><\/li>\n<\/ul>\n<h3><b>O tratamento:<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o existe cura para o autismo, rem\u00e9dios para lidar com ele s\u00f3 s\u00e3o recomendados na presen\u00e7a de agressividade ou outras doen\u00e7as paralelas como, por exemplo, a depress\u00e3o. O tratamento deve ser englobando por fonoaudiologos, m\u00e9dicos, f\u00edsioterapeutas, psic\u00f3logos e pedagogos. Tudo isso busca incentivar o indiv\u00edduo a realizar tarefas do cotidiano. Claro, sempre de acordo com o grau de dificuldade de cada crian\u00e7a. Quando as interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas precocemente, h\u00e1 boas chances de melhoras nos sinais do autismo. \u201cA fonoaudiologia ajuda principalmente no desenvolvimento da fala e linguagem da crian\u00e7a, por isso o primeiro profissional, em geral, deve ser o fonoaudi\u00f3logo\u201d, argumenta Taranto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Joinville existem dois centros universit\u00e1rios que trabalham com autistas no aspecto da linguagem, um deles se encontra na faculdade Guilherme Guimbala (ACE) e o outro na Faculdade Ielusc. Al\u00e9m disso, a cidade conta com o N\u00facleo de Assist\u00eancia Integrada ao Paciente Especial (<\/span><a href=\"https:\/\/www.joinville.sc.gov.br\/institucional\/ses\/use\/naipe\/\"><b>NAIPE<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">) e a Associa\u00e7\u00e3o de Amigos do Autista (<\/span><a href=\"http:\/\/www.amajoinville.org\/\"><b>AMA<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">). Todas as formas de apoio aos pais e pacientes s\u00e3o de forma gratuita e por isso conta com fila de espera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para finalizar, aqui est\u00e3o algumas dicas de como agir com um autista:<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_789\" aria-describedby=\"caption-attachment-789\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-789 size-large\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/dicas-autismo-1-500x1024.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"1024\"><figcaption id=\"caption-attachment-789\" class=\"wp-caption-text\">Dicas para conviver com autistas (Imagem: Vinicius Pietschmann)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Conte\u00fado produzido para o Primeira Pauta Digital. | Disciplina Jornalismo Digital ll, 5\u00aa Fase \/ 2019&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em>Reportagem: V\u00edtor Gabriel de Mira e Vinicius Pietschmann<\/em><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as, o CDC, 1 em cada 59 crian\u00e7as possuem autismo. 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