{"id":912,"date":"2019-06-28T21:29:51","date_gmt":"2019-06-29T00:29:51","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/?p=912"},"modified":"2022-06-29T21:38:30","modified_gmt":"2022-06-30T00:38:30","slug":"pais-vira-recordista-em-liberacao-de-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/2019\/06\/28\/pais-vira-recordista-em-liberacao-de-agrotoxicos\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds vira recordista em libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nos primeiros seis meses, governo permitiu que 169 defensivos chegassem \u00e0s planta\u00e7\u00f5es<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brasil est\u00e1 batendo os pr\u00f3prios recordes em libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. Desde janeiro de 2019, 169 tipos diferentes desses qu\u00edmicos entraram no card\u00e1pio brasileiro \u2014 praticamente um por dia. Para combater que o corpo ingira essas subst\u00e2ncias, o consumo de alimentos org\u00e2nicos \u00e9 uma alternativa. As planta\u00e7\u00f5es de org\u00e2nicos passam longe do uso de venenos e muitas vezes produzem os pr\u00f3prios meios para fugir das pragas, buscando a sustentabilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para come\u00e7o de compara\u00e7\u00e3o, s\u00f3 em 2018 o pa\u00eds liberou 450 tipos de agrot\u00f3xicos: 45 a mais do que em 2017, tornando-se, at\u00e9 agora, o ano recorde em libera\u00e7\u00e3o. Esse aumento \u00e9 efeito de uma mudan\u00e7a estrutural no Minist\u00e9rio da Agricultura Pecu\u00e1ria e Abastecimento. A implanta\u00e7\u00e3o do Sistema Eletr\u00f4nico de Informa\u00e7\u00f5es (SEI) facilitou o cadastro e tamb\u00e9m a libera\u00e7\u00e3o desses produtos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para fugir dos alimentos contaminados, algumas pessoas optam pelo consumo de alimentos livres de venenos. Para um produto ser considerado org\u00e2nico n\u00e3o basta o produtor n\u00e3o usar o agrot\u00f3xico, ele precisa seguir uma s\u00e9rie de regras, como tratar o pr\u00f3prio esgoto, manter o equil\u00edbrio do ecossistema tendo al\u00e9m da planta\u00e7\u00e3o a mata nativa, sempre priorizando a sustentabilidade social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No distrito de Pirabeiraba, Nilsa Gramkow \u00e9 uma das produtoras que n\u00e3o usam os pesticidas, fungicidas e herbicidas. A agricultora come\u00e7ou a plantar org\u00e2nicos em 1991, com a ajuda do marido, ap\u00f3s receber o s\u00edtio da fam\u00edlia como heran\u00e7a pela morte do pai. Apesar de hoje ministrar palestras sobre o assunto, no come\u00e7o dona Nilsa conhecia pouco sobre agricultura limpa. \u201cA gente nem sabia que o nome desse processo sem veneno era org\u00e2nico\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fazenda de dona Nilsa pode parecer pacata, mas a agricultora j\u00e1 sofreu com v\u00e1rios problemas nesses 28 anos de trabalho, al\u00e9m de ter parte do maquin\u00e1rio roubado, ladr\u00f5es j\u00e1 queimaram suas caixas de abelhas e levaram parte da planta\u00e7\u00e3o. \u201cUma vez roubaram oito mil palmitos, que j\u00e1 estavam quase bons para serem colhidos\u201d, lembra. \u201cDesde que eu comecei a produ\u00e7\u00e3o, eu n\u00e3o saio do vermelho.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;O alto custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema recorrente para quem trabalha com org\u00e2nicos. Como \u00e9 livre dos qu\u00edmicos, essas fazendas usam solu\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas que t\u00eam o valor mais alto. \u201cEsses produtos custam mais de R$ 200 o litro, isso equivale a 100 quilos de bananas\u201d, exemplificou Nilsa. Outro ponto \u00e9 a certifica\u00e7\u00e3o. Para um produto ser certificado como org\u00e2nico a propriedade precisa ser filiada a uma empresa que fa\u00e7a os testes necess\u00e1rios, inspecione regularmente e que esteja de acordo com as regras do governo brasileiro. A fazenda de dona Nilsa tem certifica\u00e7\u00e3o IBD. Para obter a certifica\u00e7\u00e3o todos os funcion\u00e1rios precisam trabalhar em regime CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho) e todo o esgoto precisa passar por um tratamento pr\u00f3prio.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das dificuldades em manter a certifica\u00e7\u00e3o, dona Nilsa reclama de vantagens que a agricultura moderna tem. A proposta da Revolu\u00e7\u00e3o Verde, em 1950, era de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de comida, mas junto com ela veio o uso excessivo de agrot\u00f3xico. Nilsa contou que, para financiar sementes, o produtor tinha que se submeter ao pacote &#8220;completo&#8221;, onde vinham sementes hibridas, maquin\u00e1rio e o pr\u00f3prio pesticida. &#8220;Se fosse pedir financiamento s\u00f3 para um trator, eles n\u00e3o aceitavam&#8221;, conta.<\/span><\/p>\n<h2>Conhe\u00e7a a planta\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos da dona Nilsa Gramkow<\/h2>\n<p><iframe title=\"Conhe\u00e7a a planta\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos da dona Nilsa Gramkow\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Vp1sCUfFu0k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2>Natureza em equil\u00edbrio<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nutricionista, vegana, vendedora e consumidora de org\u00e2nicos, Sheila Wehling acredita que para diminuir o uso de qu\u00edmicos \u00e9 necess\u00e1rio observar a forma e o equil\u00edbrio da natureza e usar t\u00e9cnicas naturais de cultivo. Propriet\u00e1ria de uma venda de produtos sem venenos, ela diz que a certifica\u00e7\u00e3o do produtor \u00e9 essencial para garantir a origem e o cuidado com os alimentos. Quest\u00f5es como maus-tratos aos animais e desmatamento de terra, por exemplo, s\u00e3o observadas para receber a certifica\u00e7\u00e3o. \u201cQuando compramos um org\u00e2nico estamos participando de algo muito maior do que s\u00f3 o benef\u00edcio \u00e0 sa\u00fade\u201d, considera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Detalhes como o sabor do fruto, a apar\u00eancia menos inchada e a maior quantidade de nutrientes podem n\u00e3o ser notados pelos consumidores, por isso \u00e9 importante que o produto seja embalado com a identifica\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o do produtor. Um alerta para quem compra org\u00e2nicos em mercados que tamb\u00e9m vendem frutas e verduras convencionais. \u00c9 necess\u00e1rio observar com aten\u00e7\u00e3o, porque, \u00e0s vezes, pode acontecer uma mistura dos alimentos.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme a nutricionista, quando uma pessoa ingere um veneno, o corpo precisa lidar com a subst\u00e2ncia, pois ela entra no organismo de forma agressiva. Pode entrar em receptores celulares, interferindo no metabolismo &#8211; que deveria funcionar adequadamente. \u201cEsses nutrientes que poderiam ser utilizados para nutrir o organismo v\u00e3o servir como for\u00e7a para fazer uma desintoxica\u00e7\u00e3o, atividade que o corpo faz diariamente para colocar expulsar o que est\u00e1 errado\u201d, considera. Para ela, os agrot\u00f3xicos s\u00e3o um qu\u00edmico que n\u00e3o deveriam estar no card\u00e1pio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A feira de org\u00e2nicos de Sheila abre aos s\u00e1bados de manh\u00e3 e a aceita\u00e7\u00e3o do local est\u00e1 crescendo cada vez mais. Por conta dos processos de certifica\u00e7\u00e3o, do grande cuidado com o plantio e da m\u00e3o de obra registrada, os produtos possuem um pre\u00e7o mais alto do que os alimentos convencionais. Mas Sheila entende que a compra desses alimentos tem a ver com a consci\u00eancia, n\u00e3o com o pre\u00e7o.&nbsp; \u201cN\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o aquisitiva. Tem muita gente com dinheiro que poderia comprar, mas n\u00e3o v\u00ea import\u00e2ncia. Temos clientes que compram s\u00f3 um pouquinho, mas que v\u00e3o toda semana\u201d, conclui a nutricionista.<\/span><\/p>\n<h2>Abelhas: morte por intoxica\u00e7\u00e3o pode causar danos ambientais<\/h2>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-1042\" src=\"http:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/IMG_20190418_103231518.jpg\" alt=\"\" width=\"4608\" height=\"3456\"><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o apenas os humanos s\u00e3o alvos da contamina\u00e7\u00e3o causada pela aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos nas planta\u00e7\u00f5es. As abelhas tamb\u00e9m s\u00e3o afetadas diretamente pelos qu\u00edmicos usados para combater as chamadas pragas agr\u00edcolas, organismos que prejudicam a produ\u00e7\u00e3o nas lavouras. A morte desses insetos vem sendo registrada com mais frequ\u00eancia desde janeiro de 2019 em Santa Catarina. De acordo com o relat\u00f3rio divulgado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e produzido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agr\u00edcola de Santa Catarina (Cidasc), os qu\u00edmicos usados em planta\u00e7\u00f5es de soja e milho s\u00e3o os respons\u00e1veis pela morte desses insetos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O bi\u00f3logo Enderlei Dec explica que a abelha \u00e9 uma v\u00edtima indireta, pois quando visita as flores para coletar o n\u00e9ctar e o p\u00f3len, a flor j\u00e1 est\u00e1 contaminada pelo produto. Os qu\u00edmicos afetam o sistema nervoso desse animal, que fica desorientado. As consequ\u00eancias dependem do n\u00edvel da intoxica\u00e7\u00e3o e do tipo de veneno usado. \u201cN\u00e3o tem como evitar a ida desses animais \u00e0s plantas. Elas (abelhas) n\u00e3o t\u00eam inten\u00e7\u00e3o de prejudicar e os pr\u00f3prios cultivadores sabem disso. Isso \u00e9 como se eu pegasse um copo de veneno e tomasse\u201d, afirma o bi\u00f3logo.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade ter\u00e1 apenas mais quatro anos de exist\u00eancia. Sem abelhas n\u00e3o h\u00e1 poliniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 reprodu\u00e7\u00e3o da flora, sem flora n\u00e3o h\u00e1 animais, sem animais n\u00e3o haver\u00e1 ra\u00e7a humana\u201d. A frase do f\u00edsico Albert Einstein \u00e9 importante para lembrar a relev\u00e2ncia desse grupo para o equil\u00edbrio dos ecossistemas.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para tentar diminuir as consequ\u00eancias dos agrot\u00f3xicos nas lavouras, Enderlei comenta sobre duas formas que podem ajudar a combater a intoxica\u00e7\u00e3o desses polinizadores. A primeira delas \u00e9 por meio da comunica\u00e7\u00e3o. O produtor rural avisa aos apicultores dias antes de aplicar a subst\u00e2ncia. Assim, os apicultores podem fechar as caixas onde as abelhas ficam. Passando alguns dias, quando o qu\u00edmico estiver mais dilu\u00eddo os animais podem ser liberados. \u201cTrancar as abelhas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 interessante, pois \u00e9 um organismo feito para voar. Mas \u00e9 uma forma de prote\u00e7\u00e3o\u201d, explica. A segunda maneira \u00e9 a escolha do pesticida, j\u00e1 que existem produtos que atingem a um inseto espec\u00edfico. Com essa conscientiza\u00e7\u00e3o, o impacto seria menor. \u201cOutro problema \u00e9 que no Brasil, especialmente, agrot\u00f3xicos bastante agressivos s\u00e3o liberados pela Anvisa. Em outros pa\u00edses as mesmas subst\u00e2ncias j\u00e1 foram banidas, enquanto aqui n\u00e3o h\u00e1 essa restri\u00e7\u00e3o\u201d, relata.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como consequ\u00eancia, o mel tamb\u00e9m pode ter, no final, resqu\u00edcios dessas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. Para que o produto seja comercializado, \u00e9 necess\u00e1rio que tenha o selo do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF), um controle do Minist\u00e9rio da Agricultura. Mas os testes realizados antes que a produ\u00e7\u00e3o chegue \u00e0s prateleiras n\u00e3o detectam a presen\u00e7a dos pesticidas. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que as pessoas estejam consumindo o mel com um certo grau de agrot\u00f3xicos. A partir do momento que voc\u00ea aplica uma subst\u00e2ncia em uma planta, ele \u00e9 incorporado em um ciclo. Esse ciclo se renova sempre\u201d, conclui o bi\u00f3logo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ambiente ideal para as abelhas s\u00e3o os ocos de \u00e1rvores localizadas mais ao sol e com a vegeta\u00e7\u00e3o de estatura m\u00e9dia. Para o cultivo de abelhas, a mata secund\u00e1ria \u00e9 o melhor local, onde h\u00e1 vegeta\u00e7\u00e3o rasteira. Nirio Andriolli, apicultor e presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apicultores de Joinville (Apiville), refor\u00e7a que o api\u00e1rio deve estar montado ao sol, contenha \u00e1gua e esteja protegido das formigas, longe de culturas e de defensivos agr\u00edcolas. Quinze apicultores da associa\u00e7\u00e3o recolhem as colmeias da cidade para que aquele enxame passe por um acompanhamento t\u00e9cnico. Depois, as colmeias s\u00e3o distribu\u00eddas na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de mel api\u00e1rio.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a Apiville passa por um problema. A equipe n\u00e3o tem espa\u00e7o para mais de duas fam\u00edlias (de abelhas). J\u00e1 houve per\u00edodos em que receberam mais de dez solicita\u00e7\u00f5es por dia e durante um ano j\u00e1 atingiram 500 fam\u00edlias. \u201cEstamos acompanhando a homologa\u00e7\u00e3o de um projeto na C\u00e2mara de Vereadores que nos auxilia nesse sentido\u201d, afirma o presidente da entidade. A associa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma entidade sem fins lucrativos e existe desde 1984, contando com 80 s\u00f3cios. \u201cUma das nossas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 dar apoio, suporte t\u00e9cnico e pr\u00e1tico \u00e0queles que querem exercer a atividade\u201d, assegurou Andriolli.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h2>Agrot\u00f3xicos nas \u00e1guas joinvilenses<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um <\/span><a href=\"https:\/\/www.mpsc.mp.br\/noticias\/levantamento-do-mpsc-aponta-que-22-municipios-do-estado-recebem-agua-com-agrotoxicos\"><span style=\"font-weight: 400;\">levantamento<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> realizado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de Santa Catarina, divulgado no Dia Mundial da \u00c1gua, 22 de mar\u00e7o, circulou pelos grandes jornais nacionais e regionais e preocupou os moradores de Santa Catarina. O estudo comprovou a presen\u00e7a de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos na \u00e1gua de 22&nbsp; munic\u00edpios do estado. Em Joinville, os tipos diuron e tiametoxam foram registrados.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro deles \u00e9 um herbicida classificado como produto muito perigoso. Na bula desse qu\u00edmico, o alerta \u00e9 que pode causar aumento do tamanho do f\u00edgado, do ba\u00e7o e atacar o sistema nervoso. Al\u00e9m disso, em casos de intoxica\u00e7\u00e3o, podem ocorrer irrita\u00e7\u00f5es na pele, olhos e mucosas. Depois de contato prolongado, a pessoa pode ter v\u00f4mitos, n\u00e1usea, diarreia e danos nas vias respirat\u00f3rias. As consequ\u00eancias s\u00e3o parecidas em casos de ingest\u00e3o do segundo agrot\u00f3xico, tiametoxam. Esse \u00e9 um inseticida que age diretamente no est\u00f4mago dos insetos. Nos humanos, os efeitos s\u00e3o de del\u00edrio e agita\u00e7\u00e3o severa depois de longa inala\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em contrapartida, a Companhia \u00c1guas de Joinville diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel confirmar a presen\u00e7a dos qu\u00edmicos com apenas uma amostra. A empresa faz as an\u00e1lises recomendadas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e afirma que os limites quantitativos dos ensaios nunca acusaram positivo para nenhum dos par\u00e2metros analisados. A Companhia tamb\u00e9m ressalta que a amostragem feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) est\u00e1 muito abaixo do que \u00e9 controlado pela legisla\u00e7\u00e3o vigente. Ou seja, a quantidade de agrot\u00f3xico presente no estudo do MP tamb\u00e9m est\u00e1 dentro do permitido pela portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Agora, a empresa est\u00e1 come\u00e7ando uma campanha de amostras mensais que verifica a \u00e1gua desde a nascente dos rios at\u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o para fazer um diagn\u00f3stico e dar um parecer da situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Reportagem, fotos e v\u00eddeo: Diego Mahs e Liandra Tank<br \/>\n<strong>Conte\u00fado original do Primeira Pauta Impresso, Edi\u00e7\u00e3o 145<\/strong>&nbsp;| Disciplina de Jornal Laborat\u00f3rio, 7\u00aa fase\/2019.<\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos primeiros seis meses, governo permitiu que 169 defensivos chegassem \u00e0s planta\u00e7\u00f5es O Brasil est\u00e1 batendo os pr\u00f3prios recordes em libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. Desde janeiro de 2019, 169 tipos diferentes desses qu\u00edmicos entraram no card\u00e1pio brasileiro \u2014 praticamente um por dia. Para combater que o corpo ingira essas subst\u00e2ncias, o consumo de alimentos org\u00e2nicos \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2357,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[244],"tags":[162,163,164,31,165,166],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=912"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/912\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2345,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/912\/revisions\/2345"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/primeirapauta.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}