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Algumas medicinas alternativas conhecidas e aplicadas em Joinville

 Algumas medicinas alternativas conhecidas e aplicadas em Joinville
Saúde

Algumas medicinas alternativas conhecidas e aplicadas em Joinville

by Redação 3 de dezembro de 2019

Por Vinícius Vitorio Sprotte

Profissionais da Acupuntura, Reiki e Homeopatia contam sobre os benefícios desses tratamentos ao corpo. E alertam sobre efeitos colaterais deles. 

Técnicas de corpo e mente, tratamentos com base biológica, métodos manipulativos e corporais, medicina energética e sistemas médicos alternativos integrais são as cinco categorias de medicina alternativa geralmente aceitas, de acordo com dados da USP.  A Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, publicou, em junho de 2007, em Genebra, Suíça, as “Orientações Normativas sobre o Tratamento da Dor”. Fisioterapia, Fitoterapia, Acupuntura, Reiki, Jugizu e Musicoterapia estão entre as modalidades sem o uso de drogas recomendadas.

Hsiao Meng Chung é profissional acupunturista, Flávia Ravache e Tiago Simas trabalham como reikistas e o Dr.Carlos Ernesto é médico homeopata. Todos eles fizeram cursos preparatórios para tratar pessoas com medicinas alternativas e somente no caso do Reiki, não precisa ter formação médica para aplicar a técnica, por ser um tratamento através da energia do terapeuta.

A Homeopatia foi criada em 1796 pelo médico alemão Samuel Hannemann, baseando-se na observação experimental de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas em uma pessoa sadia, pode curar essas suspeitas de doença, segundo o homeopata Doutor Paulo Cezar Maldonado.

O tratamento homeopático possui uma metodologia de pesquisa própria dos medicamentos em indivíduos humanos sadios reproduzidos ao longo dos séculos. Nessa medicina alternativa, os medicamentos são diluídos em água até o ponto de não restar mais traço deles no líquido.

Para trabalhar com homeopatia, Carlos, que é médico homeopata há 32 anos, fez o curso que dura até três anos. E realizou uma prova de título promovida pela Associação Homeopática Brasileira, que acontece a cada dois anos.  O doutor conta que o objetivo dessa medicina alternativa é estimular o organismo para que resolva definitivamente os problemas de saúde do paciente. Sendo um tratamento integral para vários sintomas e a pessoa como um todo. “O paciente se queixa de algum problema de saúde e acaba ajudando na cura de vários outros”, conta.

O tratamento homeopático é seguro, segundo o médico Carlos, desde que o paciente siga as instruções corretamente sobre o remédio. “A pessoa tem que se esforçar para ficar mal com medicação homeopática. Se é tomada uma dose maior do que a indicada, o paciente vai piorar”, disse o homeopata. De acordo com o médico, o consumo da homeopatia pode causar patogenesia, que é quando o paciente se automedica.

“Nesse caso, a pessoa vai desenvolver os sintomas que aquele medicamento produz”, disse.  Pode ocorrer também a metástase mórbida, quando um problema pesado é substituído por um leve. “É quando uma crise psicótica é substituída por uma diarréia, por exemplo. Pode também acontecer o contrário, do problema leve ser substituído por um pesado, mas é raro de acontecer”, explica.

A acupuntura consiste em espetar com agulhas as “linhas de força” vitais do corpo. Acredita-se que essa técnica existe há aproximadamente 4 mil anos e foi desenvolvida na China, segundo dados da USP (Universidade de São Paulo).

No início, a prática da acupuntura era feita com agulhas fabricadas a partir de pedras e, mais tarde, de metal. O documento mais antigo que se conhece sobre essa forma de cura é o livro “Lingshu Jing”, supostamente escrito por Huang Di, o mitológico Imperador Amarelo, por volta de 300 anos a.C. Ele relata um diálogo entre a majestade e um de seus súditos, no qual são discutidos vários aspectos da medicina chinesa, incluindo a acupuntura.

Para fazer o credenciamento em Acupuntura, é importante que médicos tenham o título de especialista, exigido pelo plano de saúde, segundo o Dr.Chung. Por causa disso, ele, que é acupunturista há 18 anos, se especializou nessa técnica ao concluir o curso de três anos em São Paulo. Ela serve para prevenir e tratar doenças. Alivia as dores de cabeça e na coluna, ajuda o organismo a funcionar de forma equilibrada, reduz o estresse e auxilia no controle da ansiedade.

Aqueles que iniciam esse tratamento podem se recuperar entre duas e dez sessões. “Quando precisa de dez sessões, é para tratar de doenças crônicas, como um câncer, por isso precisa de um tempo mais prolongado”, explica Chung.

O Reiki é natural do Japão, sendo a união das palavras “Rei”, que significa Universal e se refere a parte espiritual, transcendental, e “Ki”, a energia vital que flui em todos os organismos vivos. É uma terapia que surgiu dos estudos e meditações do monge Doutor Mikao Usui.

Foi no Monte Kurama, após mais de 21 dias meditando de forma isolada que Mikao recebeu as respostas de como praticar o Reiki e assim, retornou ao Japão com a técnica que foi difundida por vários países e localidades. O tratamento de cura não é considerado uma religião, tampouco possui vínculo com uma.

Flávia trabalha há onze anos com reiki e Tiago há três, ambos tiveram que procurar por um Mestre Reiki para aplicarem essa técnica terapêutica que possui três níveis. Para ingressar no mercado de trabalho, é necessário concluir a primeira fase. Quando chega no último nível, ele é dividido em duas partes (A e B), segundo Flávia. “O nível três B é para quem quer virar Mestre Reiki, para poder lançar novos profissionais”, conta a reikista. O curso não possui prazo pré-definido para ser concluído e cada fase leva geralmente 21 dias para ser encerrada.

Os profissionais do Reiki trabalham com o realinhamento dos chakras, que são centros energéticos dentro do corpo humano. Para que a técnica de distribuir energia funcione, o paciente precisa estar envolvido com a cura.  Não há tempo específico para alguém melhorar com a terapia reikista, o que é certo é que precisa de mais de uma sessão para estar saudável. “Se a pessoa não promover mudanças em si, como por exemplo cultivar hábitos saudáveis e ter pensamentos positivos, a tendência é a terapia não surtir efeito”, explica Flávia.

Infográfico sobre os sete principais chakras
Infográfico: Lucas Borba

Existem cuidados que profissionais do Reiki precisam ter para poderem trabalhar com essa terapia. De acordo com Tiago, deve-se manter um local agradável para o paciente, e o reikista precisa se sentir preparado energeticamente.  “Teve vezes que tive que desmarcar com o paciente, porque eu estava desgastado e senti que não iria acrescentar”, conta o profissional. Flávia disse que é importante que o terapeuta mantenha uma alimentação saudável, consumindo frutas e verduras e evitando carne vermelha. “Evitamos também qualquer tipo de vício”, conta.

 

 

 

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