Febic 2026 chega a Joinville com 400 projetos de 24 estados
Feira científica nacional busca reunir estudantes de diferentes níveis de ensino para fomentar a ciência e a inovação em todas as etapas
A primeira noite da 11ª Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic) marcou o início das exposições de cerca de 400 projetos de 24 estados brasileiros e incluiu apresentações culturais. Nesta segunda-feira (14), a cerimônia inicial integrou visitantes, professores e alunos, da educação infantil à pós-graduação, para incentivar o interesse pela ciência em todas as fases. O evento ocorreu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Joinville.
Para o coordenador geral da Febic, Jean Facchini, 58, é importante envolver estudantes desde as etapas iniciais para estimular a capacidade de resolver problemas e aproximá-los da ciência. “Nós vemos a dificuldade que os estudantes têm quando chegam na faculdade”, explica. “A metodologia de uma pesquisa é a mesma para aquele que está na pré-escola e para aquele que está fazendo mestrado e doutorado. O que muda é o desenvolvimento cognitivo.”
Entre as 275 instituições de ensino participantes, estão cerca de 1,2 mil e professores integrantes da programação fixa. Dentre os trabalhos exibidos, cerca de 60% são de escolas públicas, que têm participação priorizada pela organização. Os estudantes do ensino médio são responsáveis pelo maior volume de projetos apresentados.

A inovação se destacou na abertura da feira e despertou o interesse de quem apresenta as pesquisas. A equipe de Kaique Ribeiro, 20, aluno de um centro técnico do Espírito Santo, apresenta um projeto para substituir agrotóxicos convencionais pela exposição à radiação UVC. “É a primeira vez que eu participo de uma feira desse tamanho, com tantos estados, inclusive países de fora. Eu quero conhecer bastante gente e ver vários projetos interessantes”, comenta o estudante.
Joinville sedia a Febic pelo segundo ano consecutivo devido a fatores logísticos e de infraestrutura. O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (Ibic) e segue até o dia 18 de setembro.
Como a iniciação científica desenvolve habilidades além da sala de aula
A iniciação científica traz benefícios para estudantes de todas idades. Ao participar de um projeto científico, o discente estimula a criatividade, a curiosidade, desenvolve o pensamento crítico e a argumentação, de acordo com as suas habilidades cognitivas. Além disso, ser validado após a conclusão de um trabalho fortalece a autoestima e a autoconfiança.

“A capacidade de poder falar em público, de apresentar resultados, é um talento que eles vão desenvolver na medida em que colocamos eles à prova”, explica Marcela Moreira, professora do ensino médio do Instituto Federal do Paraná. A vivência no ambiente de pesquisa aumenta o sentimento de pertencimento ao meio acadêmico. “Eles conhecem a possibilidade de continuar estudando, indo para as universidades”, conclui a professora.
Jean Facchini ressalta que os aprendizados adquiridos na pesquisa podem acompanhar os estudantes em diferentes áreas da vida.
“Talvez, muitos desses jovens não se tornem cientistas, mas vão se tornar pessoas proativas. Então, eu acredito que todas as escolas deveriam estimular a iniciação científica”, finaliza o coordenador.
Por estimular o raciocínio crítico, a iniciação científica também é considerada uma ferramenta no combate à desinformação. Esse é o tema central da palestra magna, que irá homenagear a cientista Débora Peres Menezes e ocorre nesta terça-feira (15). A programação completa está disponível no site da Febic.
Nota de transparência: A inteligência artificial foi utilizada como ferramenta de apoio na redação, na organização das informações institucionais e na transcrição das entrevistas. A apuração e a verificação dos conteúdos foram realizadas pela autora.