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Televisão brasileira celebra 75 anos com resgate da luta livre, do Telecatch ao streaming da Netflix

 Televisão brasileira celebra 75 anos com resgate da luta livre, do Telecatch ao streaming da Netflix
4º Semestre Esporte Jornalismo Digital I

Televisão brasileira celebra 75 anos com resgate da luta livre, do Telecatch ao streaming da Netflix

by Vinicius Vigineski 17 de setembro de 2025

Em 2025, Brasil celebra os 75 anos da televisão, e junto dessa história ressurge uma memória que marcou gerações, o Telecatch Montilla

 Exibido a partir dos anos 1960, o programa foi um dos primeiros fenômenos de massa do país, misturando luta livre, espetáculo e narrativa, em uma época em que nomes como Ted Boy Marino eram tão reconhecidos quanto Pelé e Roberto Carlos.

O telecatch se transformou em um clássico da TV brasileira, reunindo famílias em frente à tela e popularizando um formato que unia esporte, dramaturgia e performance. Décadas depois, a modalidade parecia esquecida, restrita a nichos e à memória nostálgica dos fãs. Mas o cenário mudou, a luta livre voltou a ocupar espaço no Brasil, agora em uma arena muito diferente no Brasil, o streaming.

A nova geração

Com transmissões pela Netflix, a WWE alcançou novos públicos, sobretudo jovens que não viveram a era de ouro da TV aberta. A plataforma trouxe o gênero para a lógica das maratonas, do engajamento online e do consumo sob demanda, abrindo espaço também para novas ligas nacionais que começam a se profissionalizar.

“Nos anos 60 e 70, o telecatch era tão popular que Ted Boy Marino aparecia em revistas lado a lado com Pelé e Roberto Carlos, com a manchete dizendo que eram os reis do brasil”, lembra Rodrigo Soares, produtor de transmissões esportivas e fã do estilo há mais de 15 anos. Para ele, o segredo está no gosto brasileiro por narrativa, “O público ama novela, drama e boas histórias. A luta livre oferece isso, e a chegada à Netflix já ajudou muito a reaproximar as pessoas desse universo”.

Além do streaming, redes sociais como YouTube, TikTok e Instagram têm cumprido papel central na redescoberta da modalidade, com cortes de lutas, comentários de fãs e conteúdos que misturam humor, análise e nostalgia. Esse movimento cria novas audiências e fortalece comunidades que se conectam pela paixão ao espetáculo.

O jornalista Fred Romano Franco, também fã da WWE, aponta a importância da acessibilidade: “É positivo que a luta livre esteja novamente em um espaço relevante. Claro que não é como na época do SBT, mas já ajuda a formar novos fãs”. Ele reconhece, no entanto, que persiste o discurso de que se trata de uma “luta falsa”: “Isso sempre vai existir, até nos Estados Unidos. Mas os fãs sabem da proposta e não precisam se preocupar”.

A luta livre, portanto, retorna ao Brasil em nova roupagem. Se antes era um símbolo da televisão nascente, hoje simboliza a transformação do entretenimento esportivo em tempos digitais, conectado, global e participativo. Aos 75 anos da TV, o telecatch encontra no streaming uma nova vida, e, com ela, a chance de conquistar novas gerações.

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Tags: Primeira Pauta
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