Skip to content
Logo_PP_2@200x
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Especiais

Joinville vira referência em cirurgia robótica no Sul do Brasil

 Joinville vira referência em cirurgia robótica no Sul do Brasil
Médicos utilizando a máquina Da Vinci Xi | Reprodução: arquivo pessoal Hospital Dona Helena
4º Semestre Destaques Jornalismo Digital I Saúde

Joinville vira referência em cirurgia robótica no Sul do Brasil

by Brayam Vinicius 10 de outubro de 2025

Joinville vive um novo marco na área da saúde. Com dois robôs Da Vinci Xi, um no Hospital Dona Helena e outro no Centro Hospitalar Unimed, a cidade se consolida como um dos principais polos da cirurgia robótica no Sul do país. A tecnologia, antes restrita a grandes capitais, vem transformando a experiência de pacientes e profissionais com procedimentos menos invasivos e de alta precisão.

Segundo dados da Sociedade Joinvilense de Medicina, cerca de 30 médicos já estão certificados para operar com o sistema robótico. O investimento, que inclui equipamentos, treinamento e estrutura hospitalar, ultrapassa R$20 milhões apenas no caso do Hospital Dona Helena, pioneiro na cidade.

Cirurgia robótica: a precisão do futuro no presente

O sistema Da Vinci, criado nos Estados Unidos, é considerado uma das plataformas mais modernas do mundo em cirurgia minimamente invasiva. Ele é controlado por um médico por meio de um console, que movimenta braços robóticos com precisão superior à da mão humana. Isso permite cortes menores, menor perda de sangue, menos dor no pós-operatório e alta hospitalar mais rápida.

No Hospital Dona Helena, o programa de cirurgia robótica foi inaugurado em junho de 2024. Nos primeiros meses, foram realizados mais de 100 procedimentos, incluindo cirurgias urológicas, ginecológicas, gerais e até cardíacas, sendo o primeiro hospital de Santa Catarina a realizar uma cirurgia cardíaca robótica.

O diretor geral do Dona Helena, José Tadeu Chechi, ressalta o interesse do mercado em realizar procedimentos pelo equipamento robótico no hospital. “Recebemos pacientes de diversas cidades e quando analisamos os resultados que essa tecnologia proporciona na recuperação e no tempo de permanência de internação do paciente. Isso tudo nos envaidece, no sentido de saber que tomamos a decisão correta em implantar o sistema de cirurgia robótica aqui no Dona Helena”, ressalta Chechi.

O cirurgião Eduardo Selbach, que integra a equipe do hospital, explica que a adesão ao método foi rápida e os resultados, expressivos. Segundo ele, a tecnologia tem se destacado especialmente nas áreas de urologia, ginecologia e cirurgia geral, por oferecer movimentos mais precisos e visão tridimensional ampliada, o que garante maior segurança nos procedimentos.

Eduardo reforça que o impacto para o paciente é perceptível já nas primeiras 24 horas após a operação.

“A recuperação é mais tranquila, há menos dor e o tempo de internação é reduzido.”

Eduardo Selbach, cirurgião

Pacientes destacam o procedimento

Moradora de Itapoá, cidade localizada a 80 quilômetros de Joinville, a empresária Greice de Melo realizou um procedimento para tratar uma endometriose, doença ginecológica crônica que se multiplicou com o surgimento de nódulos em órgãos do sistema intestinal e urinário. Devido à complexidade, ela foi orientada a fazer a cirurgia por meio robótico. Não se arrependeu da escolha.

 “A operação foi tranquila e a minha recuperação foi muito rápida; Eu senti uma grande diferença em comparação a um procedimento convencional que realizei de retirada do útero. Depois que terminou a cirurgia eu brinquei com a equipe porque eu não senti nada. É um procedimento que eu recomendo”, diz Greice.

Humanização e tecnologia lado a lado

Especialistas destacam que a robótica não substitui o cirurgião, mas potencializa sua capacidade. O médico continua controlando cada movimento do robô, garantindo que a tecnologia atue como uma extensão das mãos humanas para colaborar na precisão e diminuir os erros.

Com a expansão das certificações e a boa aceitação entre pacientes, a expectativa é de crescimento nos próximos anos. Os hospitais planejam ampliar o número de especialidades e procedimentos realizados, tornando Joinville uma das principais referências do país em medicina robótica.

Áreas envolvidas indiretamente nas operações cirúrgicas contam com colaboração humana além da robótica, como destaca o Ernesto Reggio

“Envolve treinamento dos médicos, da equipe de enfermagem e esse treinamento não pode ser só para sala de cirurgia mas em relação a esterilização e todo o acolhimento do paciente”, afirma.

O futuro da robótica na medicina joinvilense

Com a expansão das certificações e a boa aceitação entre pacientes, a expectativa é de crescimento nos próximos anos. Os hospitais planejam ampliar o número de especialidades e procedimentos realizados, tornando Joinville uma das principais referências do país em medicina robótica.

Mais do que tecnologia, o avanço representa um novo olhar sobre o cuidado com o paciente, um equilíbrio entre precisão técnica e sensibilidade humana.

Share This:

Tags: Centro hospitalar unimed cirurgia robótica Faculdade Ielusc Hospital Dona Helena Joinville Saúde
Previous post
Next post

SOBRE NÓS

História
Linha editorial
Arquivo
Faculdade Ielusc

Editoriais

Cultura
Economia
Esportes
Meio ambiente
Política
Saúde
Tecnologia
Especiais

Reticências

Podcasts
Artigos
Opinião
Outros

Redes Sociais

 Nos acompanhe nas redes sociais também

Primeira Pauta Primeira Pauta