Joinville recebe segunda edição da Quest e destaca criatividade de jovens cientistas
Feira de Ciências 2025 reúne 30 projetos de estudantes da região, com propostas de impacto social, ambiental e tecnológico
Joinville será palco, nesta sexta (28) e sábado (29), da segunda edição da Quest – Feira de Ciências 2025, que reúne 30 projetos desenvolvidos por estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Técnico. A iniciativa do Join.Valle em parceria com o Ágora Tech Park e a Liga Ágora acontece no espaço Ágora UNI, com entrada gratuita e aberta ao público.
A feira exibirá experimentos, protótipos e soluções em sustentabilidade, tecnologia, saúde, acessibilidade e energia limpa. Além dos estandes, cada equipe fará um pitch de três minutos para avaliadores, pesquisadores, professores e profissionais do mercado, apresentando o problema, a solução e o impacto social da proposta.
Segundo a organização, o evento reforça a aproximação entre jovens e o ecossistema regional de ciência e inovação.
“A Quest é mais do que uma feira de ciências: é um movimento que valoriza a criatividade dos jovens e sua capacidade de transformar ideias em soluções reais para a sociedade”.
Rogers Pereira, diretor executivo do Join.Valle
Os 30 projetos foram escolhidos por meio de uma seleção preliminar que avaliou criatividade, clareza da proposta, fundamentação metodológica e impacto social e ambiental. Entre os temas, destacam-se bioplásticos a partir de resíduos orgânicos, software de comunicação assistiva, biossensores para prevenção de desastres, hidrogênio verde e curativos inteligentes.
Entre os visitantes, chamou atenção a qualidade técnica dos trabalhos e a maturidade dos estudantes ao apresentar conceitos complexos. Profissionais que acompanharam a feira destacaram que muitos projetos vão além do esperado para o ensino médio e têm potencial de se tornarem soluções reais. Também houve observações sobre a importância de ampliar a participação de escolas públicas estaduais, que ainda aparecem em menor número entre os expositores.
“Gostei muito de dois projetos de ecobags com reaproveitamento de caixas de leite, e também de um bioplástico feito a partir da fibra de banana. São soluções sustentáveis e com grande futuro no mercado.”
Isabele Machado, visitante.
Protagonismo em ação
Para os alunos, a Quest representa o primeiro contato com banca avaliadora e apresentações profissionais. Professores apontam que o evento fortalece o protagonismo juvenil ao estimular pesquisa, experimentação e comunicação científica.
A professora Carla Marina Alvano Lanza, do Senac, que orienta seis projetos na edição, destaca o impacto do evento na formação dos estudantes.
“A Quest é uma oportunidade. É uma escada que amplia a visão do aluno, mostrando o potencial que cada um tem, mesmo quando o projeto não conquista pódio”, afirma. “Aqui eles percebem que têm valor, aprendem a falar com propriedade sobre o que produziram e desenvolvem habilidades que a tecnologia sozinha não entrega.”
Carla Marina Alvano Lanza, professora.
Ela ainda relata que os próprios alunos já começam a planejar novos projetos a partir da vivência na feira.
Entre os participantes, um estudante da edição inaugural destacou a importância da feira como porta de entrada para a Febrace, maior feira de ciências da América Latina, onde jovens talentos da Quest podem representar o Brasil.
“O projeto vencedor da Quest participará da Febrace, que é a maior feira de ciências da América Latina. É uma grande oportunidade para os jovens, que são o futuro da ciência no país”.
Estevão Tarifa, estudante
A Quest premiará sete categorias, entre as quais o Vencedor Geral, que garantirá vaga para representar Joinville na Febrace 2026, feira nacional promovida pela USP. Haverá ainda premiação em Inovação e Criatividade; Impacto Social; Impacto Ambiental; Mentalidade Empreendedora; Melhor Comunicação e Apresentação, além de Escola Destaque e Favorito do Público.
Como parte da programação, será oferecido nesta sexta (28), às 14h30, um workshop gratuito para professores das redes pública e privada. A formação discutirá o papel dos projetos escolares no desenvolvimento científico dos estudantes e as conexões com o ecossistema de inovação de Joinville.
A primeira edição, em 2024, contou com cerca de 70 participantes de oito instituições. O projeto vencedor, que avaliou a fibra de bananeira como alternativa sustentável para painéis industriais, garantiu vaga nacional na Febrace, projetando Joinville no cenário científico estudantil.