Os dragões da Europa estão de volta
Conheça as curiosidades da seleção da Bósnia e Herzegovina
Chamada de Zmajevi, “os Dragões” no idioma local, a seleção da Bósnia e Herzegovina está disputando apenas sua segunda Copa do Mundo em 2026. Após a estreia, nesta sexta-feira (12), contra o Canadá, o elenco chega com uma trajetória digna de filme em busca do mundial.
Enquanto o Brasil ganhava sua quarta Copa do Mundo, o país Bósnia e Herzegovina estava completando dois anos. Afinal, o país existe como nação independente desde 1992, depois de uma votação que os sérvios se recusaram a participar. Essa separação ocorreu durante o processo de dissolução da Iugoslávia e desencadeou um violento conflito na região que durou até 1995.
Apesar disso, a primeira participação em copa do país foi em 2014, no Brasil. A estreia foi contra a Argentina, em pleno Maracanã. A equipe perdeu por 2 a 1, mas marcou o primeiro gol do país na competição, com Vedad Ibisevic.

O milagre dos dragões
Uma das grandes curiosidades sobre a seleção dos dragões é a sua classificação para a Copa do Mundo de 2026. Após terminar em segundo no Grupo H das Eliminatórias (atrás da Áustria), foram para a repescagem. Na semifinal, empataram com o País de Gales e venceram nos pênaltis por 4 a 2. Na final, resistiram à Itália, seguraram o 1 a 1 e garantiram a vaga com um 4 a 1 nas cobranças.
A classificação ficou marcada também por um personagem improvável. Durante a disputa de pênaltis contra a Itália, o gandula Afan Cizmic, de apenas 14 anos, chamou atenção ao retirar discretamente uma folha de anotações do goleiro italiano Donnarumma durante as cobranças. O episódio o tornou um personagem marcante entre os torcedores bósnios.

União Europeia dentro da seleção
O time da Bósnia e Herzegovina de 2026 pode ser chamado de União Europeia, já que dos 26 jogadores convocados há 8 nascidos em países europeus, como: Alemanha, Áustria, Suécia, Dinamarca, Suíça, Croácia, Sérvia e na própria Bósnia. Isso porque há décadas de conflito e instabilidade levaram milhares de famílias a emigrar e seus filhos cresceram jogando futebol em outros países, mas mantiveram a identidade da Bósnia.
Além disso, três treinadores de origem bósnia comandam equipes classificadas para o Mundial de 2026: Sergej Barbarez na própria Bósnia, Zlatko Dalic na Croácia e Vladimir Petkovic na Argélia. Um reflexo curioso da influência bósnia no futebol mundial.