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Na Flij 2026 a literatura sai da estante

 Na Flij 2026 a literatura sai da estante
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Na Flij 2026 a literatura sai da estante

by Ana Fidencio 11 de setembro de 2026

Começa hoje a Festa Literária de Joinville, com programação gratuita que reúne livros, música, dança, moda e outras linguagens artísticas.

A literatura também pode ocupar um palco, virar música, se transformar em grafite e se encontrar com outras formas de arte. De hoje, dia 11 a 13 de setembro, a Flij, Festa Literária de Joinville, chega a sua segunda edição transformando o Saltare Centro de Dança, em um encontro de manifestações artísticas, reunindo palestras, shows, oficinas, dança, teatro, yoga, live painting, gastronomia e um espaço dedicado ao Garimpashion. Tudo de forma gratuita.

A proposta desta segunda edição é justamente fazer a literatura sair das páginas dos livros. Para Alessandra Seer, organizadora do evento, a ideia é alcançar um público, que sozinho, não buscaria por um evento literário. Seguindo a proposta de diversidade da edição anterior, a festa amplia o encontro de várias áreas culturais.

 “A arte quando soma, ela multiplica”, afirma.

A frase, sintetiza a proposta que aparece na programação. 

“Um livro pode inspirar uma apresentação artística ou um filme”, explica Alessandra.

Para ela a literatura se faz presente também nos a audiobooks, nas telas e em outras formas de comunicação, por isso, a Flij não se limita a livros fisicos. Uma pessoa pode chegar por uma palestra e encontrar um show de um cantor ou banda que goste. Quem vai para uma atividade de yoga pode descobrir uma apresentação de dança. Outra pode aparecer para o Garimpashion e descobrir um autor ou sair do evento com um livro debaixo do braço. É justamente nessa circulação que a Flij encontra sua identidade. 

Quando a dança encontra a literatura

Entre os artistas que ajudam a materializar essa mistura está FAHTUS KADARA, ou Ruan Moreira Alves. O bailarino apresenta “Íngrale”, o trabalho parte de uma reflexão sobre o adoecimento de uma sociedade presa à dificuldade de se conectar.

Para Ruan a dança pode provocar o público a abandonar o habitual. Sua Fusion Dance reúne referências de diferentes campos e pode dialogar com esporte, expressão corporal, fotografia, e percussão corporal. A participação no evento, portanto, amplia a ideia de que uma linguagem artística pode abrir caminho para outra.

Ruan também está com turma de aulas de dança abertas, aproximando o público dessa experiência para além do palco.

A foto mostra a capa da apresentação Íngrale, nela aparece os olhos do artista na parte superior e uma tela vermelha com o nome da apresentação
Capa da apresentação que será apresentada na Flij 2026. Arquivo pessoal do artista
A foto mostra o artista de frente para o espelho com roupas em tons de bege.
Arquivo do artista

 

O garimpo também conta histórias

Se a dança propõe movimento, o Garimpashion trabalha com outro tipo de descoberta: a busca por algo único. O espaço reúne brechós, marcas autorais, upcycling, acessórios, livros, discos e trabalhos de artistas locais.

Marcela Thays dos Santos, do Brechó Bardô Vintage, participa do Garimpashion e vê uma ligação natural entre moda e arte. Para ela, roupas e objetos também carregam marcas do tempo.  O próprio nome “garimpo” ajuda a explicar essa experiência.

A palavra garimpo tem origem brasileira e remonta ao século XVIII, surgindo como uma referência à mineração, no dicionário seu sentido aparece como atividade econômica de extração artesanal ou de pequeno porte de substâncias minerais valiosas, como ouro e diamantes.

Garimpo

substantivo masculino

[Brasil] Mina de diamantes ou metais preciosos.





Local onde existem explorações diamantinas e auríferas.

Aquele que tem por profissão a busca de pedras e metais preciosos na terra leva o nome de garimpeiro.

 Marcela compara uma peça única a uma pedra preciosa encontrada entre tantas outras. 

“O garimpo ele é isso, é momento de quase mágico assim de encontro”, afirma.

Além de vender produtos, o Garimpashion  cria um espaço de convivência. Marcela conta que algumas pessoas se preparam para o evento como se fossem a uma festa: escolhem uma roupa e chegam prontas para viver a experiência. Para ela, esse cuidado mostra como o espaço também se tornou um ponto de encontro.

Uma festa para quem gosta de descobrir

A programação foi pensada para alcançar públicos diferentes. Crianças, jovens, adultos e idosos encontram atividades ao longo dos três dias. 

O Saltare Centro de Dança, na Rua Orestes Guimarães, 406 recebe a Flij 2026. O evento gratuito, acontece mesmo com chuva. As oficinas previstas para o gramado serão transferidas para salas em caso de mau tempo. A organização recomenda que o público leve sua própria cadeira de praia para aproveitar a programação com mais conforto.

Além das atrações, o público poderá circular pela praça de alimentação e pelo Mercado Literário que funciona na sexta-feira, das 18h às 22h, e no sábado e domingo, das 11h às 20h30.

No fim, a proposta da Flij parece menos sobre escolher entre literatura, música, dança ou moda e mais sobre descobrir o que acontece quando todas elas dividem o mesmo espaço. 

Em três dias, Joinville ganha uma festa em que o livro pode ser ponto de partida, mas nunca o ponto final.

Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento
Edição Flij 2025. Arquivo do evento

A programação completa da Flij 2026 pode ser acompanhada pelo Instagram @festaliterariadejoinville. Para saber mais sobre o espetáculo “Íngrale” e acompanhar as aulas de dança de Ruan Alves, o público pode acessar @ruan.fahtus. Já as informações sobre o Garimpashion, incluindo os brechós participantes e os locais onde estarão, podem ser acompanhadas pelo perfil @GARIMPASHION.


Nota de Transparência: Ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas como suporte para organização de dados, revisão e apoio à redação, sob integral supervisão e responsabilidade editorial da autora.

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Tags: Cultura Faculdade Ielusc Joinville Primeira Pauta
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