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Combate ao câncer de mama vai além do Outubro Rosa

 Combate ao câncer de mama vai além do Outubro Rosa
Laço rosa representa a conscientização sobre o câncer de mama e reforça a importância da prevenção
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Combate ao câncer de mama vai além do Outubro Rosa

by Ana Fidencio 19 de outubro de 2026

Dia Mundial de Combate ao câncer de mama reforça importância do autocuidado, da prevenção e do diagnóstico precoce

Celebrado em 19 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama amplia a discussão sobre uma doença que vai além das campanhas de conscientização do Outubro Rosa. A data abre espaço para abordar os sinais da doença, os caminhos até o diagnóstico e as experiências do pós tratamento.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre mulheres no Brasil de 2026 a 2028. Os números  ajudam a contextualizar a importância da informação e do acesso aos serviços de saúde.

O mastologista Rafael Pelorca, do Grupo São Lucas,  relaciona o risco de desenvolver a doença a fatores como sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e excesso de peso após a menopausa, além do histórico familiar. Alterações na mama nem sempre sinalizam câncer, mas algumas delas precisam de avaliação de um profissional de saúde. 

Se essa mulher notar algum nódulo na mama, algum espessamento de pele, saída de secreção do mamilo ou da aréola, principalmente secreção sanguinolenta, essa paciente deve procurar o seu médico mastologista, orienta Rafael.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) reúne orientações sobre sinais, fatores de risco e detecção do câncer de mama.

A vida depois do diagnóstico

Foi enquanto se vestia, em dezembro de 2024, que Paula Regiane da Silva, 45 anos, percebeu dois pequenos caroços na mama direita. O diagnóstico foi confirmado em 7 de fevereiro de 2025, dando início a um período de mudanças.

Meu chão caiu, muitos pensamentos negativos, achando até que Deus tinha me abandonado. Mas foi Nele que encontrei forças para lutar e vencer, conta.

Paula passou por duas cirurgias, seis sessões de quimioterapia e 15 de radioterapia. Atualmente, segue com tratamento medicamentoso, previsto para mais sete anos, segundo seu relato. As mudanças físicas e emocionais também alteraram sua rotina.

Minha vida mudou totalmente depois do diagnóstico. A questão da perda de cabelo não me abalou, tirei de letra. Meu corpo mudou em todos os sentidos, já não sou a mesma mulher de antes. Pelo fato de estar antecipando a menopausa, os efeitos colaterais da medicação são muitos: perda de libido, calorões, dores nas articulações. O emocional fica totalmente abalado, muitas vezes me pego chorando e achando que a vida não faz sentido. Mas me apego com Deus, que vem confortando meu coração para seguir no tratamento, relata.

O acompanhamento profissional vai além dos exames e também envolve cuidados com o bem-estar físico e mental. 

Entre as alternativas que contribuem para a saúde, o médico Rafael Pelorca destaca a atividade física:

Principalmente foco na atividade física, redução do peso corporal sobretudo nas pacientes na pós-menopausa, diminuição do consumo de bebidas alcoólicas e, para detecção precoce, fazer os seus exames anualmente.

rafael pelorca, médico
Mulher sorridente, com a cabeça raspada, segura um buquê de flores coloridas e um certificado de conclusão da última sessão de quimioterapia, em frente a um carro branco decorado com balões rosas e mensagens de carinho. A foto registra um momento de celebração e superação.
Registro de arquivo pessoal de um dia muito especial: a celebração da última sessão de quimioterapia de Paula (Foto: arquivo pessoal)

Uma doença que nem todos reconhecem como sua

Embora mais frequente em mulheres, o câncer de mama também atinge homens. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, os casos masculinos representam cerca de 1% do total. Por ser menos comum, a doença ainda é pouco conhecida por esse público.

Foi o caso de Claudionor Maciel, de 72 anos. Durante o banho, percebeu um pequeno caroço, do tamanho aproximado de um grão de arroz, na mama esquerda, mas inicialmente não se preocupou. “Eu não sabia também que homem podia desenvolver câncer de mama”, conta.

Em cerca de um mês, o nódulo cresceu e surgiu um inchaço na axila. Após procurar atendimento, Claudionor foi encaminhado a um mastologista e realizou exames, incluindo mamografia e biópsia. O resultado confirmou o câncer.

Foi uma coisa muito impactante. Eu acho que é a pior notícia que a gente pode receber na vida. Eu tinha 30% de chance de cura, relata sobre o diagnóstico.

O tratamento incluiu cirurgia, quimioterapia e radioterapia, seguido de acompanhamento prolongado.

Eu só tive um diagnóstico de cura depois de 10 anos, mas hoje estou curado já faz 14 anos e a minha saúde, acredito que esteja melhor do que era antes de ter a doença.

Quase 14 anos depois da descoberta, ele defende que as campanhas também contemplem o público masculino.

Como buscar atendimento em Joinville

Em Joinville, as UBSFs (Unidades Básicas de Saúde da Família) são o primeiro passo do autocuidado. Segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Joinville, as mulheres recebem orientações sobre câncer de mama durante consultas rotineiras e podem ser encaminhadas para exames e serviços especializados.

A Clínica Especializada em Saúde da Mulher oferece consultas em mastologia, atendimento de enfermagem, solicitação de exames e acompanhamento. De acordo com a assessoria, quando os resultados apresentam alterações suspeitas, a equipe realiza a busca ativa das pacientes.

Embora a doença seja mais frequente entre mulheres, homens que percebam alterações nas mamas também devem procurar atendimento médico para investigação.

O Hospital Municipal São José é referência em oncologia no município e oferece procedimentos como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

A Prefeitura, também disponibiliza materiais de conscientização em saúde para consulta da população.

Informação para além da data

Além da importância do diagnóstico, os avanços nas opções terapêuticas ampliam as possibilidades de tratamento.

Hoje, nós sabemos que o tratamento do câncer de mama vem avançando ano a ano. Nós temos hoje melhores cirurgias, melhores tratamentos sistêmicos, as chamadas imunoterapias, as chamadas terapias-alvo e os chamados ADCs, que melhoram o tratamento. Porém, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será o resultado”, explica Rafael Pelorca, médico mastologista.

O caminho após o diagnóstico não termina no fim das sessões de tratamento. Há um processo de adaptação que continua ao longo do tempo. Mas esse percurso pode começar com o reconhecimento de um sinal e a decisão de procurar ajuda.


Nota de transparência: A ferramenta Gemini foi utilizada para auxiliar na correção do texto, enquanto o NotebookLM foi empregado para reunir e organizar as fontes utilizadas na reportagem. A apuração, a redação final e a responsabilidade editorial são da autora.

Ouça a reportagem sonora “O que muda depois” e conheça as histórias de Paula Regiane da Silva e Claudionor Maciel, que compartilham suas experiências com o câncer de mama, com falas do médico mastologista Rafael Pelorca.

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Tags: Autocuidado cancêr de mama diagnótico Faculdade Ielusc Joinville Outubro rosa prevenção Primeira Pauta Saúde
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