Skip to content
Logo_PP_2@200x
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Especiais

Cresce o número de casos de autismo: como detectar e tratar

 Cresce o número de casos de autismo: como detectar e tratar
Especiais multimídia

Cresce o número de casos de autismo: como detectar e tratar

by Redação 3 de maio de 2019

Em pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o CDC, 1 em cada 59 crianças possuem autismo. A proporção das pessoas que desenvolvem o transtorno é cada vez maior. Então, como identificar, lidar com indivíduos que têm o distúrbio e auxiliá-los para o desenvolvimento social? Conheça o relato de uma mãe com filho autista, dicas e alguns dados para  entender melhor as formas de abordagem ao tema.

Gráfico de prevalência de autismo nos últimos 14 anos:

O autismo possui três diferentes graus. Sendo eles:  baixa, média, alta funcionalidade e, ainda, uma categoria denominada savant. Na primeira, a criança praticamente não interage, vive repetindo movimentos e apresenta atraso mental. A situação provavelmente vai exigir tratamento pela vida toda. No segundo grau repete-se movimentos e existe dificuldade na comunicação. Na alta funcionalidade, os empecilhos são mais leves, assim o portador do transtorno pode trabalhar e estudar com mais facilidade. A categoria Savant indica que o portador tem déficits psicológicos, mesmo com uma mente brilhante e talentos específicos.

Existem também fatores que podem influenciar no quadro de autismo da criança. Por exemplo, o sexo masculino têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno. Também existe a predisposição genética, poluição e infecções na gravidez, como a rubéola. Como não existem exames laboratoriais ou de imagem que ajudem a identificar o autismo, os médicos seguem uma série de critérios estabelecidos pela Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, feita pela Organização Mundial da Saúde (OSM).

A fonoaudióloga Patrícia Taranto, que é professora da Faculdade Ielusc e coordenadora da Clínica Escola de Fonoaudiologia, alega que crianças sem o transtorno conseguem desenvolver  melhor a fala que as autistas. Por este motivo, geralmente, pais com filhos que possuem autismo devem buscar a fonoaudiologia como primeiro recurso. “A comunicação é muito mais ampla do que apenas a oral”, afirma a especialista ao falar sobre as formas que os pais podem entender e até mesmo criarem uma linguagem com seu filho.

Os sinais são:

  • Quando o bebê ou criança evita contato visual com a mãe, inclusive na amamentação.
  • Apatia
  • Ansiedade
  • Movimentos repetitivos e pendulares de tronco, braços e pernas
  • Inquietação exagerada
  • Surdez aparente (a criança não atende os chamados)

A  descoberta e a convivência:

A zeladora Angela Maria de Oliveira, 59, descobriu a pouco tempo que seu filho Lucas, 18, tem autismo. Após o diagnóstico de hiperatividade e a prescrição de medicamentos errados do médico responsável, Lucas desenvolveu bipolaridade e depressão. Para ajudar em seu desenvolvimento social, Angela buscou uma atividade física para seu filho e encontrou o ciclismo. Além disso, buscou o tratamento correto para cuidar dele. “Ele se excluía de tudo e tinha muitas crises, mas o tratamento correto fez toda a diferença, facilitando o convívio e o melhor entendimento de seu comportamento”, descreve a mãe.

Para entender  mais sobre o transtorno espectro autista (TEA), aqui estão alguns dados sobre o assunto:

  • A diferença de gênero no autismo diminuiu. Em 2012,  os meninos eram 4,5 vezes mais diagnosticados que as meninas. Enquanto que, atualmente, os meninos são quatro vezes mais propensos a serem diagnosticados do que as meninas (1 em 37 contra 1 em 151). Isso parece refletir um melhor diagnóstico de autismo em meninas.
  • Nos EUA, as crianças brancas ainda eram mais propensas a serem diagnosticadas com autismo do que as crianças de minorias (negras e pardas). No entanto, a diferença étnica despencou desde 2012, particularmente entre crianças negras e brancas. Isso parece refletir uma maior conscientização e triagem em comunidades minoritárias. Assim a prevalência estimada entre crianças brancas (17,2 por mil) foi 7% maior que entre crianças negras (16,0 por 1.000) e 22% maior que as crianças hispânicas (14,0 por mil).
  • Com isso, em 2014, a maioria das crianças ainda estavam sendo diagnosticada após os quatro  anos de idade, embora o autismo possa ser diagnosticado (ou ao menos levantar-se a suspeita e iniciar o tratamento) já aos dois anos de idade.

O tratamento:

Não existe cura para o autismo, remédios para lidar com ele só são recomendados na presença de agressividade ou outras doenças paralelas como, por exemplo, a depressão. O tratamento deve ser englobando por fonoaudiologos, médicos, físioterapeutas, psicólogos e pedagogos. Tudo isso busca incentivar o indivíduo a realizar tarefas do cotidiano. Claro, sempre de acordo com o grau de dificuldade de cada criança. Quando as intervenções são feitas precocemente, há boas chances de melhoras nos sinais do autismo. “A fonoaudiologia ajuda principalmente no desenvolvimento da fala e linguagem da criança, por isso o primeiro profissional, em geral, deve ser o fonoaudiólogo”, argumenta Taranto.

Em Joinville existem dois centros universitários que trabalham com autistas no aspecto da linguagem, um deles se encontra na faculdade Guilherme Guimbala (ACE) e o outro na Faculdade Ielusc. Além disso, a cidade conta com o Núcleo de Assistência Integrada ao Paciente Especial (NAIPE) e a Associação de Amigos do Autista (AMA). Todas as formas de apoio aos pais e pacientes são de forma gratuita e por isso conta com fila de espera.

Para finalizar, aqui estão algumas dicas de como agir com um autista:

Dicas para conviver com autistas (Imagem: Vinicius Pietschmann)

Conteúdo produzido para o Primeira Pauta Digital. | Disciplina Jornalismo Digital ll, 5ª Fase / 2019 

Reportagem: Vítor Gabriel de Mira e Vinicius Pietschmann

Share This:

Tags: autismo criança diagnóstico fonoaudiologia transtorno tratamento
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SOBRE NÓS

História
Linha editorial
Arquivo
Faculdade Ielusc

Editoriais

Cultura
Economia
Esportes
Meio ambiente
Política
Saúde
Tecnologia
Especiais

Reticências

Podcasts
Artigos
Opinião
Outros

Redes Sociais

 Nos acompanhe nas redes sociais também

Primeira Pauta Primeira Pauta