Ato pela democracia reúne mais de 5 mil pessoas em Joinville
Manifestação percorreu Centro da cidade e reuniu estudantes, movimentos sociais e partidos políticos em defesa de direitos sociais e em apoio à reeleição de Lula
O Ato pela Democracia reuniu mais de 5 mil pessoas em Joinville na terça-feira (13). A manifestação percorreu o trajeto entre a Praça da Bailarina e a Praça da Bandeira, no Centro da cidade, com a participação de estudantes, representantes de movimentos sociais, partidos políticos e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as principais pautas estavam a defesa da democracia, os direitos dos trabalhadores e a continuidade das políticas públicas.
Confira algumas registros fotográficos da manifestação.
Segundo estimativa informada à reportagem por policiais que acompanhavam a manifestação, o público ultrapassou 5 mil pessoas. Durante o percurso, os participantes carregaram bandeiras e cartazes com reivindicações políticas e sociais. O ato ocorreu de forma pacífica, com policiais acompanhando a movimentação.
Entre os participantes que discursaram estavam Larissa Stephanie, uma das organizadoras, Vanessa da Rosa e Jesus Luma, além de outros representantes políticos e de movimentos sociais.
Organização e pautas
A mobilização foi construída coletivamente por partidos políticos, sindicatos, organizações de juventude e movimentos sociais. Segundo Larissa Stephanie, uma das organizadoras, participaram da articulação partidos como PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, UJS e PDT.
Além da defesa da democracia, a manifestação teve como objetivo demonstrar apoio à reeleição do presidente Lula e mobilizar eleitores em Joinville durante o período eleitoral. Entre as reivindicações estavam a soberania nacional, a valorização da classe trabalhadora, os direitos das mulheres e a oposição às privatizações. Também foram observadas bandeiras e manifestações relacionadas aos direitos da comunidade LGBTQIA+.
A diversidade de pautas e organizações presentes marcou o percurso. As reivindicações apareceram em cartazes, bandeiras e discursos, que relacionaram a participação política à defesa de direitos sociais e à continuidade de políticas públicas.
Juventude nas ruas
A participação dos jovens foi um dos destaques da manifestação. Entre eles, a estudante de Pedagogia Juliana Cardoso dos Santos, de 20 anos, relacionou sua presença no ato à importância das políticas públicas para o acesso à educação. Segundo ela, o Programa Universidade para Todos (ProUni) possibilitou seu ingresso no ensino superior, experiência que reforçou sua defesa dessas iniciativas.
“Se a gente não sair pra rua pra lutar, os nossos direitos vão ser tirados”.
JULIANA CARDOSO DOS SANTOS, ESTUDANTE
Para a estudante, ocupar as ruas também é uma forma de aproximar os jovens da participação política. Ela destaca a capacidade de mobilização da juventude e a possibilidade de transformação social, mesmo diante do desânimo e da alienação que, em sua avaliação, atingem parte dessa geração.
A presença de milhares de pessoas, segundo Juliana, reforça a percepção de que a mobilização coletiva pode produzir mudanças. Para ela, a participação popular é importante para manter a luta por direitos e demonstrar que a organização em grupo pode contribuir para transformar a realidade. “Se a gente vir para a luta, a gente consegue tudo”, declara.
A estudante de Direito Uelen Araújo, de 21 anos, também participou da manifestação em defesa da democracia e contra a negação da existência da ditadura militar. Ela afirmou que a presença do público demonstrou que há pessoas dispostas a defender os direitos conquistados e a continuidade dessas garantias para as próximas gerações.
Mobilização deve continuar
A articulação entre os grupos políticos e sociais envolvidos no ato não se limita à realização de manifestações. Segundo Larissa Stephanie, a organização conta com três comitês distribuídos por Joinville, responsáveis por atividades de mobilização, contato com a população e intervenções visuais.
Para manter a comunicação entre os participantes e divulgar as ações, os grupos utilizam os perfis dos partidos e movimentos sociais nas redes sociais, além de um canal no WhatsApp. As ferramentas também são utilizadas para convocar moradores e ampliar a participação nas atividades organizadas pelas entidades.
A continuidade da mobilização após as eleições, no entanto, dependerá do cenário político e do resultado eleitoral. Larissa afirma que, independentemente do desfecho, os grupos pretendem manter as reivindicações relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às demais pautas sociais que motivaram a manifestação.
A proposta, segundo a organizadora, é dar sequência à articulação entre as entidades e manter a população mobilizada em torno dessas demandas.