Skip to content
Logo_PP_2@200x
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Meio Ambiente
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Especiais

Com abastecimento normalizado, desafio são os preços do combustível

 Com abastecimento normalizado, desafio são os preços do combustível
Economia

Com abastecimento normalizado, desafio são os preços do combustível

by Redação 6 de junho de 2018

Desde sábado, 2, a gasolina está sendo vendida nas refinarias por R$2,0113, mas esse não é o preço pago pelo consumidor, já que os postos de combustíveis estipulam os valores tendo como base o valor médio do mercado e o lucro sobre o valor inicial. Na segunda, 4, todos os postos de Joinville já haviam recebido o combustível. Alguns deles, que vendem a gasolina podium, composto especial, estavam aguardando caminhões de São Paulo.

Devido a greve dos caminhoneiros, o diesel teve uma baixa de 0,46 centavos, estipulada em acordo com o governo federal. Porém, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetro), ainda haverá negociações para definir de que forma esse valor será aplicado nas bombas, já que algumas distribuidoras e postos ainda tem diesel que foi adquirido pelo valor anterior, antes da redução.

Isso porque durante a greve muitos postos ficaram sem gasolina, mas ainda vendiam diesel, devido à baixa demanda do produto ao longo da paralisação. Nos lugares que ainda comercializavam gasolina, as filas eram enormes, como explica Thaís da Cunha, 21, analista de engenharia. Na sexta-feira, 25, ela ficou 30 minutos na fila do posto para abastecer seu carro. Nos nove dias em que a greve durou, Thaís apenas utilizou o automóvel para ir trabalhar, já que mora na zona sul da cidade e trabalha na zona norte. Preferiu economizar combustível e apenas ir até o trabalho, já que considera os horários de ônibus muito ruins.

Com a falta de gasolina, apenas um posto da cidade recebeu combustível, mas esse estava disponível apenas para carros oficiais de órgãos do município. A distribuição para a população começou a ser feita na quarta-feira, 30. Com a gasolina escassa nos últimos dias de paralisação, o Procon de Joinville precisou trabalhar muito para averiguar se o comércio da cidade não estava cobrando preços abusivos. Um posto de gasolina no bairro Vila Nova que ainda tinha gasolina, foi autuado por cobrar R$5,00 reais o litro do combustível.

Com a média do preço da gasolina ultrapassando os R$ 4, o jeito é economizar, como explica Wildson Ribeiro, 47, ferramenteiro na Krona, “Há outras opções para transitar, o ônibus, moto e até a bicicleta, isso vai depender do percurso a ser trafegado”.

O gerente do posto Ipiranga, no bairro Floresta, Bruno da Silva, ficou sem gasolina para vender de sábado, 26, até a terça-feira, 29. O combustível chegou apenas na quarta-feira, 30. O local ainda não estava vendendo o diesel, pois o produto ainda não havia chegado. A gasolina estava custando R$ 4,09. Até a sexta-feira, 1, o abastecimento dos postos da cidade ainda não estava totalmente normalizado. Segundo o Sindipetro, a base de Guaramirim, que abastece Joinville, trabalhou durante todo o feriado de Corpus Christi.

Justiça impede greve dos petroleiros

Se a greve dos caminhoneiros se prolongou por mais de dez dias, o mesmo não ocorreu com a paralisação dos petroleiros, trabalhadores que atuam na indústria do petróleo. Mesmo tendo um caráter de advertência, com duração prevista para três dias, a greve foi considerada ilegal e encerrada antes mesmo de causar qualquer impacto na produção.

Enquanto a greve dos caminhoneiros completava uma semana, com as negociações ainda indefinidas, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e suas entidades afiliadas decidiram fazer uma greve de advertência de 72 horas, marcada para começar dali a três dias, em 30 de maio. O objetivo era interromper o trabalho nas refinarias para exigir que o governo federal reduzisse o preço do gás de cozinha e dos combustíveis, além de denunciar ameaças de privatização da Petrobras e pedir a demissão do agora ex-presidente da empresa, Pedro Parente.

A mobilização dos trabalhadores, coordenada por uma federação e seus braços sindicais, foi rapidamente considerada ilegal pela ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria de Assis Calsing. O órgão concedeu liminar a favor da Advocacia Geral da União, que registrava que o desabastecimento poderia piorar ainda mais caso a greve de advertência fosse mantida. Caso não cumprisse a determinação, a multa diária à FUP seria de R$ 500 mil.

A entidade se defendeu e, em artigo publicado no site oficial, alegou que já havia aprovado uma greve nacional antes de iniciarem os protestos dos caminhoneiros, “para deter a escalada descontrolada de aumentos do gás de cozinha e dos derivados, cobrando a retomada da produção a plena carga das refinarias e o fim das importações de derivados”. Com o título “Não nos calarão”, o texto denuncia a tentativa de criminalização do movimento e registra que “essa multa abusiva e extorsiva jamais seria aplicada contra os empresários que submetem o país a locautes para se beneficiarem política e economicamente”.

Mesmo com o fim prematuro do movimento, a FUP considera que a greve cumpriu sua missão e ainda atribui a queda de Pedro Parente à mobilização encampada pela federação. Em Santa Catarina, de acordo com um balanço publicado no site da entidade, trabalhadores do Edifício Administrativo da Transpetro de Joinville (Ediville) e dos terminais de Biguaçu (Teguaçu), São Francisco do Sul (Tefran) e de Itajaí (Tejaí) paralisaram as atividades e se deslocaram até o Terminal de Guaramirim (Temirim) para a realização de um ato conjunto na manhã no primeiro dia de paralisação, na quarta-feira (30). A FUP também se defendeu alegando que não havia qualquer risco de desabastecimento em virtude da paralisação.

Reportagem: Fernanda Eliza
Foto: Mariana Costa
Conteúdo original do Primeira Pauta Impresso, Edição 139

Share This:

Tags: combustível gasolina greve dos caminhoneiros postos
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SOBRE NÓS

História
Linha editorial
Arquivo
Faculdade Ielusc

Editoriais

Cultura
Economia
Esportes
Meio ambiente
Política
Saúde
Tecnologia
Especiais

Reticências

Podcasts
Artigos
Opinião
Outros

Redes Sociais

 Nos acompanhe nas redes sociais também

Primeira Pauta Primeira Pauta