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A geração que tenta construir o próprio futuro​

Há uma transformação no modo como parte dos jovens passou a enxergar carreira e futuro. Mais do que apenas buscar um emprego, a nova geração parece estar repensando o significado do trabalho e o lugar que ele ocupa na vida

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16 DE JUNHO DE 2026

16 DE JUNHO DE 2026

Aos 17 anos, Camilli Galdino já empreende, planeja carreira e pensa em família. Sua história revela um dilema comum entre jovens: seguir caminhos tradicionais ou criar uma trajetória própria em um mundo de mudanças.

Quando pensa no futuro, Camilii não imagina apenas uma profissão. A primeira imagem que aparece é a própria empresa.

“É uma coisa que eu quero muito e estou lutando para ter. O que mais vem na minha cabeça é a consolidação da minha empresa”, afirma.

Estudante do terceiro ano do ensino médio da Escola de Ensino Médio Governador Celso Ramos, em Joinville, Camilli já começou a construir uma trajetória profissional. Há cerca de um ano, atua com marketing e abriu um cadastro de microempreendedor individual (MEI) para formalizar o seu trabalho. A meta da adolescente é comandar um negócio que una diferentes áreas da comunicação, como redes sociais, fotografia e produção de conteúdo.

A história dela acompanha uma transformação no modo como parte dos jovens passou a enxergar carreira e futuro. Mais do que apenas buscar um emprego, a nova geração parece estar repensando o significado do trabalho e o lugar que ele ocupa na vida.

Uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), realizada pelo Instituto Locomotiva com mais de 8,8 mil jovens brasileiros entre 14 e 24 anos, mostra que a oportunidade de crescimento profissional é o principal fator considerado na escolha de uma empresa, citada por 54% dos entrevistados. A remuneração e os benefícios aparecem em seguida, com 43%, enquanto um ambiente de trabalho agradável foi apontado por 31%.  

O levantamento também indica que os jovens valorizam aspectos ligados a propósito e qualidade de vida: 98% consideram importante trabalhar em empresas que valorizem a saúde mental, e o mesmo percentual aponta como relevante sentir que os jovens são valorizados pelas organizações.  

Os dados ajudam a contextualizar a trajetória de Camilli, que não enxerga sua carreira apenas como uma fonte de renda, mas como uma extensão da própria identidade. Seu projeto de vida profissional envolve autonomia, criatividade e a construção de algo que tenha significado pessoal.

Ao mesmo tempo, desafios econômicos, custo de vida e inseguranças sobre o futuro influenciam decisões sobre independência financeira, casamento e filhos. Mais do que escolher uma profissão, muitos jovens estão tentando responder uma pergunta mais ampla: que tipo de vida querem construir? Para Camilli, a resposta passa pela autonomia.

“Independência financeira é não depender dos outros. Ter o livre arbítrio de fazer o que eu quero e não precisar depender de ninguém”
Camilli Galdino, 17 anos
Estudante

Segurança ou liberdade?​

A escolha por empreender coloca Camilli diante de uma diferença de visão dentro da própria família. Filha de pais que construíram suas trajetórias no mercado formal de trabalho, ela conta que existe uma expectativa por um caminho considerado mais seguro. “Meus pais são CLT e têm um pensamento diferente do meu. Para eles, eu deveria ficar em um lugar fixo.”

O conflito, segundo ela, não significa falta de apoio, mas uma diferença sobre o significado de estabilidade. “Eu entendo o medo deles. Mas a vida é viver com medo? Se eu não tentar, eu não tenho nada”, argumenta.

Para a psicóloga e gestalt-terapeuta Suane Souza, esse tipo de conflito aparece com frequência porque o futuro, para os jovens, envolve uma disputa entre diferentes referências.

“A adolescência e o início da vida adulta são fases em que a pessoa está construindo identidade. Ela começa a perceber que existe uma diferença entre aquilo que deseja para si e aquilo que foi esperado dela pela família, pela sociedade ou pelo ambiente em que cresceu”, explica.

Segundo a especialista, a busca por autonomia não deve ser interpretada apenas como rejeição aos modelos anteriores.

“Muitas vezes o jovem não está dizendo que o caminho da geração anterior não funcionou. Ele está tentando encontrar uma forma própria de existir, considerando as mudanças do mundo atual.”

O peso das escolhas

A independência financeira aparece na fala de Camilli não apenas como uma questão econômica, mas como uma forma de liberdade pessoal: “É poder cuidar de mim. Não depender de qualquer pessoa, seja homem ou mulher.”

Para Suane Souza, essa valorização da autonomia também está relacionada às mudanças sociais vividas pelas novas gerações. “Hoje existe uma consciência maior sobre a importância de construir recursos próprios, principalmente entre mulheres jovens. Ter independência financeira passa a ser entendido como uma ferramenta de escolha: escolher relações, caminhos profissionais e formas de vida.”

Mas a especialista destaca que essa busca também pode trazer novas cobranças.

“Ao mesmo tempo em que essa geração têm mais possibilidades, eles também recebem mais pressão para ter sucesso cedo, construir uma carreira, tomar decisões e apresentar um plano de futuro.”

Família, carreira e tempo

Apesar de priorizar a carreira neste momento, Camilli não exclui outros projetos. Ela pretende formar uma família, mas quer organizar as etapas. “Eu queria fazer depois que terminasse a faculdade e tivesse minha empresa crescendo.”

A fala mostra uma mudança na forma como alguns jovens organizam a própria trajetória: não necessariamente abandonando antigos desejos, mas reorganizando a ordem em que eles acontecem.

Segundo a psicóloga, essa reorganização faz parte de uma juventude que busca conciliar diferentes dimensões da vida. “O desafio não é apenas escolher entre carreira ou família. É entender como esses projetos podem coexistir e quais limites precisam existir para que uma área não ocupe completamente o espaço da outra”, conclui.

Camilli reconhece esse desafio. Ao mesmo tempo em que deseja crescer profissionalmente, teme perder vínculos importantes. “Eu sei que consigo me entregar muito para isso. Meu medo é esquecer todo o resto”, confessa.

Daqui a dez anos, Camilli espera olhar para trás e reconhecer que fez as escolhas certas. Ela imagina uma empresa consolidada, reconhecimento profissional e uma vida construída de acordo com seus valores. “Eu quero contar histórias. Quero algo além. Quero uma identidade”, projeta.

Aos 17 anos, ela ainda está no início da trajetória. Mas sua experiência revela uma questão que atravessa uma geração inteira: entre estabilidade e liberdade, o maior desafio talvez seja construir um futuro que faça sentido para cada pessoa.

Entre sonhos e algoritmos: como os jovens imaginam o futuro​

Pensar o futuro nunca foi tão complexo. Em uma sociedade marcada por rápidas transformações tecnológicas, econômicas e sociais, jovens precisam tomar decisões sobre carreira, relacionamentos e projetos de vida. Ao mesmo tempo em que novas oportunidades surgem, também crescem as dúvidas sobre o que esperar dos próximos anos e como se preparar para eles.

Neste contexto, a inteligência artificial se torna também uma ferramenta para imaginar e planejar o amanhã. Capaz de criar imagens, simular cenários e auxiliar na tomada de decisões, a tecnologia já influencia a forma como as pessoas visualizam o próprio futuro. A partir dessa proposta, os estudantes da escola Celso Ramos foram convidados a representar, por meio de imagens, como imaginam seu futuro ideal e projetos para os próximos anos, por meio de comandos na plataforma de inteligência artificial ChatGPT, responsável por transformar os textos em imagens. 

As imagens revelam mais do que simples projeções. Mostram expectativas sobre casamento, filhos, estabilidade financeira, moradia e qualidade de vida. Embora a tecnologia faça parte desse exercício de imaginação, os resultados evidenciam desejos em comum. Com isso, os retratos se tornam um panorama nas formas de enxergar o futuro. Confira as imagens.

VÍDEO

Expectativa x Realidade do Custo de Vida – Estudantes do ensino médio

A escola e a preparação para o futuro

Mesmo cursando um técnico em Administração, Camilli avalia que a escola não é o único espaço onde aprendeu sobre carreira. “Acho que as pessoas e o convívio com as pessoas me tornaram quem eu sou.”

Ela reconhece aprendizados técnicos, como administração, leis e ferramentas de planejamento, mas acredita que parte da formação veio das experiências.

A discussão também aparece em meio às mudanças no ensino médio brasileiro, que passaram a incentivar uma maior aproximação entre educação e projeto de vida. 

Para especialistas em orientação profissional, esse processo não significa descobrir uma profissão definitiva ainda na adolescência, mas desenvolver capacidade de escolha.

Criado para flexibilizar o currículo e aproximar o ensino dos interesses dos alunos, o Novo Ensino Médio trouxe mudanças como itinerários formativos, ampliação da carga horária e novas disciplinas. Na prática, no entanto, alunos sentem dificuldade em compreender as mudanças e os impactos da reforma. 

Janaina Lueders, mestra em Educação, reforça a ideia de que a proposta apresenta potencial do ponto de vista pedagógico, mas enfrenta desafios quando aplicada às escolas.

“Na escola privada, os estudantes têm outras atividades além do currículo por si só, são momentos de estudos mais focados, normalmente são estudantes que não trabalham, não têm carência socioeconômica, então a própria rotina de estudos é outra”, explica.

Para Lueders, as desigualdades socioeconômicas e as diferentes condições de estudo oferecidas tem um impacto maior nos resultados do que a própria reforma curricular. Segundo ela, embora o Novo Ensino Médio tenha sido criado para aproximar o jovem do mundo do trabalho e auxiliá-lo na carreira, a escola sozinha não consegue responder a todos os desafios enfrentados pelos estudantes

O infográfico a seguir mostra o número de matrículas, a cobertura de atendimento e as taxas de evasão do ensino médio brasileiro no período entre 1997 e 2025.

Ensino médio: matrículas, cobertura de atendimento e abandono (1997-2025)

Relação histórica de acesso escolar, atendimento proporcional da população jovem de 15 a 17 anos e fluxo de alunos

Série histórica de indicadores do ensino médio

Ano de referência Censo populacional associado Matrículas totais RBA de atendimento (%) Taxa de abandono (%)
1997 Censo 1991 e contagem 1996 6.405.057 62,2% 14,5%
2001 Censo 2000 8.391.000 78,3% 12,1%
2010 Censo 2010 8.357.675 83,1% 9,8%
2022 Censo 2022 7.800.000 91,4% 6,4%
2024 Censo 2022 (projeções) 7.720.000 90,5% 7,2%
2025 (novo EM) Censo 2022 (projeções) 7.300.483 85,7% 9,5%

Nota metodológica: A Razão Bruta de Atendimento (RBA) relaciona as matrículas registradas no ensino médio com a população de 15 a 17 anos projetada ou recenseada pelo IBGE. A taxa de abandono escolar utiliza os dados oficiais de fluxo divulgados pelo Inep.

Infografia: Henrique Duarte

Os dados ajudam a explicar por que o Ensino Médio é considerado, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, a etapa mais crítica da educação básica, com altos índices de evasão e níveis de aprendizagem.

Apesar da ampliação do acesso à educação nas últimas décadas, a permanência dos estudantes ainda é um desafio. Segundo a especialista, apenas parte desse cenário está relacionada à forma como os alunos vivenciam as mudanças curriculares.

Entre as dificuldades está a escolha de itinerários formativos. Lueders destaca que muitos estudantes chegam ao ensino médio sem orientação suficiente para escolher áreas que podem influenciar seu futuro acadêmico e profissional.

“Um fator crítico é que não há preparação para o estudante para a escolha do itinerário, ele conclui o ensino fundamental, chega ao ensino médio, precisa fazer escolhas que podem determinar seu futuro, e não está preparado. Então opta por qualquer um, e acaba se frustrando”, diz.

O discurso do protagonismo

Segundo o Ministério da Educação, a Política Nacional de Ensino Médio foi apresentada como uma tentativa de tornar a educação mais atrativa para os jovens e reduzir a evasão escolar. A ideia central era permitir que os estudantes tivessem mais liberdade de escolha nas áreas de acordo com seus interesses.

Na prática, porém, nem todos os estudantes sentem que realmente podem escolher seus próprios caminhos dentro da escola. Camile conta que as mudanças provocadas pelo Novo Ensino Médio não ocorreram da mesma forma para todos os alunos. Estudantes do período matutino e vespertino passaram por alterações nos horários e na grade curricular, enquanto a turma do período noturno permaneceu praticamente inalterada.

A estudante conta que, no curso técnico, as disciplinas já são definidas pela instituição e que, diante da correria do dia a dia, prefere esta opção. “Não podemos escolher as matérias. E também não conhecemos. Então acho que eles (direção) escolherem é melhor do que a gente escolher”, afirma.

O relato evidencia uma das principais críticas ao Novo Ensino Médio: a promessa de flexibilização nem sempre se concretiza. Em casos específicos, os itinerários são limitados pela estrutura da escola e pela carga horária disponível.

A especialista aponta que o protagonismo juvenil, frequentemente apresentado como um dos pilares da reforma do  ensino médio, também encontra barreiras. 

“Há um grande abismo entre a proposta do protagonismo juvenil e a realidade da educação brasileira. Ainda enfrentamos dificuldades para garantir condições básicas, como infraestrutura adequada, espaços de aprendizagem de qualidade, formação continuada dos professores e uma oferta diversificada de itinerários formativos. Esperar que os estudantes assumam um papel verdadeiramente protagonista em suas trajetórias educacionais torna-se um ideal difícil de concretizar, muitas vezes mais próximos de uma utopia do que de uma prática efetiva nas escolas”, avalia.

A mestra em Educação ressalta que o protagonismo estudantil não surgiu com o Novo Ensino Médio, mas faz parte de discussões pedagógicas anteriores, ligadas à participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Ela acredita, no entanto, que a concretização da proposta depende das condições que muitas escolas ainda não conseguem oferecer.

Para ela, os resultados esperados pela reforma ainda estão distantes. “Temos ainda um longo caminho a percorrer, mas tenho certeza que em algum momento alcançaremos com êxito o propósito do Ensino Médio”. 

Mesma escola, destinos diferentes

adolescência costuma ser associada a sonhos, descobertas e à construção dos primeiros planos para o futuro. É uma fase marcada por escolhas que podem definir os próximos anos da vida, como a profissão a seguir, os estudos, a independência financeira e os objetivos pessoais. Mas, para muitos jovens, pensar no futuro também significa lidar com incertezas, responsabilidades e decisões que chegam cada vez mais cedo.

Na Escola Estadual  Governador Celso Ramos, em Joinville, duas adolescentes de 17 anos representam diferentes maneiras de enxergar essa transição entre a juventude e a vida adulta. 

Maria Clara vive um momento de construção. Com o Ensino Médio se aproximando do fim, ela olha para os próximos anos como um campo de possibilidades. Seus pensamentos estão voltados para a formação profissional, para a continuidade dos estudos e para as oportunidades que ainda deseja conquistar. Como muitos adolescentes da sua idade, ela carrega dúvidas sobre as escolhas que terá de fazer, mas também alimenta expectativas sobre aquilo que pode alcançar. O futuro, para ela, ainda é um espaço aberto, repleto de alternativas e sonhos a serem definidos.

Já para Júlia Helena, o futuro possui contornos mais concretos. Casada aos 17 anos, ela divide as responsabilidades da vida a dois enquanto tenta equilibrar trabalho, estudos e planos pessoais. Se para muitos adolescentes as preocupações estão ligadas às decisões que virão, para Júlia parte dessas responsabilidades já faz parte do presente. Seus projetos envolvem não apenas crescimento profissional e estabilidade financeira, mas também a construção de uma vida familiar.

Neste vídeo,  acompanhamos suas histórias para entender como adolescentes que compartilham a mesma escola, a mesma faixa etária e uma rotina semelhante podem desenvolver expectativas tão distintas sobre o amanhã. Afinal, o futuro não é apenas aquilo que está por vir, ele também é construído pelas experiências, escolhas e circunstâncias que cada jovem vivencia no presente.

VÍDEO

MESMA ESCOLA, DESTINOS DIFERENTES

A adolescência é uma fase de descobertas, escolhas e primeiros planos para o futuro, profissão, estudos, independência. Mas, para muitos jovens, pensar no futuro também significa lidar com incertezas e decisões que chegam cada vez mais cedo. A história de Camilli não é isolada: ela integra um retrato mais amplo de uma geração que tenta, com determinação e poucos recursos, transformar incertezas em projeto de vida.

Para muitos, o desafio começa antes de qualquer escolha. A pergunta não é “que vida quero construir?”, mas “terei condições de construir alguma?”. Equilibrar trabalho, estudo e responsabilidades familiares em uma rotina que deixa pouco espaço para escolhas é a realidade de uma parcela significativa dos estudantes da rede pública, e é nesse contexto que políticas como o ProUni, o Pé-de-Meia e o Universidade Gratuita representam, na prática, a diferença entre continuar ou desistir.

A seguir, falamos sobre políticas públicas de acesso à educação, como o Pé-de-Meia, o ProUni, o Universidade Gratuita e outros formatos de ingresso ao ensino superior, em reportagem assinada por Milena Natali. Além disso, tratamos de como a saúde mental desses jovens é afetada pelo reflexo de rotinas exaustivas de trabalho e estudo, em texto assinado por Luana da Maia.

especial

Reportagem especial produzida por estudantes do 7º período do curso de Jornalismo da Faculdade Ielusc durante o primeiro semestre letivo de 2026 na disciplina Projeto Jornalístico Multimídia, ministrada pelo professor Hendryo André, com áudios produzidos na disciplina Narrativas Sonoras III, ministrada para o 5º período pela professora Geórgia Santos.

Os conteúdos publicados não refletem necessariamente a posição da Faculdade Ielusc.

editora-chefe

Maria Eduarda Alecrim

Elisa Moraes

Yasmin Pohlmann

textos

Ellen Gerber, João Guilherme Nascimento, Luana da Maia, Milena Natali, Rodrigo Santanna e Sarah Falcão

INFOGRAFIA

Henrique Duarte e Elisa Moraes

vídeos

Anna Bibow, Bruna Borges, Giovana Franco, Guilherme Miranda e Júlia Balsanelli

fotografia

Crislaine Moreira, Leonardo Budal e Stefani Junge

montagem

Maria Eduarda Alecrim e Yasmin Pohlmann

áudios (5ª fase)

Adryan William Dal Negro, Brayam Vinicius Adolfo, Camila Regina Schatzmann Gomes, Camilly Vitoria Antunes, Cauã Vitor Pereira, Danielly Ketlyn Vieira, Gabrielle Dalmoro, Giovanna Marques, Isabelly Marques Andrade, Júlia Gava Vargas, Júlia Moloies, Kamila Fortunato, Kamyli Ellen Batista Goudinho, Kédima dos Santos, Larissa Piske Pereira, Mahyara Luiza dos Santos, Marcus Vinícius de Oliveira, Maria Clara Kuboski dos Santos, Maria Eduarda Ribeiro, Maria Luiza Perovano Pacheco, Priscila Pereira, Raulino de Oliveira Dalcim, Thiago Alexandre dos Santos, Vinicius Vigineski e Yasmin Luiza Rech.

SOBRE NÓS

Primeira Pauta é o jornal-laboratório produzido pelos estudantes do curso de Jornalismo da Faculdade Ielusc. 

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